domingo, 30 de abril de 2017

Vamos criar outros assim?!?

Achei muito legal e pensei em fazer alguns cartazes seguindo a linha deste, para espalhar pelas duas escolas em que eu trabalho, pois assim a galera aprende de forma leve e desafiadora! Quem não gosta, né?!? 

Descobriram qual é a assertiva errada e o porquê?!? Vamos lá!!! Depois de feito isto, crie mais duas: uma sobre você e sua vida, e outra tendo a Língua Portuguesa assim como inspiração!!! Arrase!!! 

sábado, 29 de abril de 2017

Sobre a tal da "Baleia Azul"...



Mais uma coisa com que nos preocuparmos agora, como pais: o raio do Desafio da Baleia Azul! Mais uma porcaria que inventaram para roubar a nossa paz! Como lidar com isso e com o que mais surgir? Qual é a saída, a solução? 

Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema em questão e aproveite as ideias contidas no vídeo da Marcela e da imagem a seguir como estímulos, posicionando-se também, direta ou indiretamente, sobre eles:



Mãos à obra! 

domingo, 23 de abril de 2017

Exercícios sobre crônica da Marina


Quem somos? 

Neste início de ano, o noticiário nos impõe uma pergunta pouco confortável: quem somos? 

Ninguém de nós responderia "eu sou um dos revoltosos do presídio Anísio Jobim", assim como nenhum de nós contou as cabeças decepadas dos rivais, filmando a cena para exibi-la -- ou exibir-se -- nas redes sociais. Nós não somos os bárbaros. 

Bárbaros são sempre os outros. Mas um bárbaro ou uma matilha de bárbaros ou hostes de bárbaros não aparecem por acaso, não têm geração espontânea. Sobretudo quando inseridos em uma sociedade que se pretende civilizada, os bárbaros são um produto.

Em geral, produto de uma barbárie menos aparente. Fabrica-se um bárbaro colocando três para viver onde só um caberia. Ajuda-se um bárbaro a tomar plena posse de sua barbárie colocando-o num ambiente propício. Bárbaros exercitam melhor sua barbárie quando armados e com acesso a celulares. Pode-se enxertar barbárie numa criança privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento. Bárbaros proliferam melhor sem esgotos do que postos em uma universidade. Bárbaros se alimentam e se multiplicam graças a exemplos de barbárie bem sucedida. 

Quem somos? Nenhum de nós é aquele que viu os dois primos matando a socos o ambulante indefeso, cujo único crime havia sido defender uma travesti. Nenhum de nós é o que passou mais rápido e nada fez para impedir o assassinato. Muito menos somos aquele que, sorrateiro, aproximou-se do morto para roubar-lhe o celular que já não lhe serviria. 

Nenhum de nós é um prefeito sumido do posto depois de ter sumido com outras coisas. Nenhum de nós, ao retirar-se do cargo público que exercia, levou o computador ou a mesa. Nenhum de nós foi buscar o filho em um condomínio, na manhã de domingo, depois de uma festa de reveillón, a bordo de um helicóptero do Estado. Nós não somos aquele que percorreu cerca de 300 quilômetros de carro, procurando o lugar melhor para desovar ou queimar o corpo do homem que havia assassinado e que levava na mala. Nós não somos sequer aqueles que escreveram "Fora Lésbica!", sem esquecer o ponto de exclamação, em um quadro imantado destino a atividades infantis. 

O problema é que a pergunta não se pretende individual. Não se trata de saber quem sou eu ou quem é você. Trata-se de saber quem somos nós, os brasileiros, como sociedade. De como nos vemos e de como somos vistos. 

O morticínio do presídio foi notícia no mundo inteiro. O olhar que se pousa sobre nós fez-se mais denso. 

E aqui, o horror que sentimos diante do massacre de Manaus é o mesmo que sentimos diante dos repetidos massacres do EI? As cabeças cortadas, de um lado e do outro, têm para nós o mesmo peso? O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença? 

Ou estamos mais preocupados com os 80 e tantos que fugiram pelo túnel ameaçando a tranquilidade fora do presídio, do que com os que mataram ou foram mortos? 

Na foto publicada na primeira página de "O Globo" de terça-feira, mostrando o lado de fora do Anísio Jobim há, entre os familiares, duas mulheres encapuzadas, só olhos de fora. Pode ser temor de um eventual gás lacrimogêneo, ou medo de ser reconhecida por elementos da facção rival à do seu parente. O enfrentamento não se limita ao recinto do presídio. Nem se limita à luta entre uma facção de traficantes e outra. O enfrentamento mais amplo e mais fundo se situa, já faz tempo, entre a sociedade que somos e a que queremos ser. 

(Marina Colasanti)

01) Qual a temática do texto? Justifique sua resposta: 

02) Que fatos citados no texto propiciam o aparecimento dos bárbaros? Qual deles você acha o mais frequente em nossa sociedade? 

03) O que o texto mais denuncia? Explique seu raciocínio: 

04) Você acha que a indiferença ante o sofrimento alheio contribui indiretamente com o aumento da violência? Justifique sua resposta: 

05) "Pode-se enxertar barbárie numa criança, privando-a de proteção, educação e de um ambiente adequado ao seu crescimento". segundo o texto. Mas quando uma criança tem, por exemplo, tudo isso e, ainda assim, se torna um jovem capaz de atos como queimar mendigos, espancar pessoas, matar, roubar... o que falta? Justifique sua resposta: 

06) Transcreva do texto uma passagem que comprove a importância do coletivo, do NÓS: 

07) Observe com atenção o sexto parágrafo e explique por que a construção do mesmo se deu em cima de negações. Qual o objetivo disso? 

08) Responda, sinceramente, a essa pergunta feita no texto: "O fato de uns serem reféns inocentes e os outros serem bandidos faz diferença?", justificando seu ponto de vista: 

09) Comente o que você entendeu com o trecho destacado no final do texto, posicionando-se: 

10) Que sentimento o texto mais despertou em você? Explique:

11) Escreva UM pequeno parágrafo associando, de alguma forma, a tirinha abaixo ao texto lido: 


12) Como, afinal, você responderia à pergunta do título? Justifique sua resposta: 

13) Relacione o pensamento de Einstein ao texto em questão, dizendo se você considera ou não esse comportamento frequente e por quê: 


14) Segundo o crítico e historiador francês Taine, "o homem é produto do meio, da raça e do momento histórico em que vive". Que passagem do texto dialoga com esse pensamento? Transcreva-a, explicando seu raciocínio:

15) A autora faz uso de sentenças interrogativas ao longo do texto. Qual seria a função dessa estratégia discursiva?

16) Que mensagem o texto lhe transmitiu, como um todo? 

(Agradecimento especial a algumas meninas do grupo "Arte e Manhas da Língua": Adriana Lessa, Regina Maria, Aparecida Ferreira, Luciana Chaves, Maria Ruth, Sandra Curvelo, Maria Regina)

sábado, 22 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Até quando?"


Até quando? 

Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve,
Você pode, você deve, pode crer. 
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí, que te botaram numa cruz e só porque Jesus
sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer.

Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea?
(Pobre, rico ou classe média)
Até quando você vai levar cascudo, mudo?
Muda, muda essa postura.
Até quando você vai ficar mudo?
Muda, que o medo é um modo de fazer censura.

Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?
(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!

A polícia matou o estudante, falou que era bandido, 
chamou de traficante.
A Justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado
e absolveu os PMs de Vigário.

A polícia só existe para manter você na lei,
lei do silêncio, lei do mais fraco:
ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter voce na frente,
na frente da TV, que é pra te entreter, 
que é pra você não ver que o programado é você.

Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar.
Aquilo que o mundo me pede não é o que mundo me dá. 
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar. 

Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não! 

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. 
A gente muda o mundo na mudança da mente. 
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente. 
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, 
na mudança do presente a gente molda o futuro!

Até quando você vai levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

(Gabriel O Pensador) 


01) Copie do texto palavras que remetem à fala coloquial, explicando a importância disso para o contexto: 

02) Transcreva do texto uma passagem de que tenha atraído mais a sua atenção, dizendo o porquê:

03) A que classe gramatical pertencem as palavras "mudo" e "muda"? Por que essa escolha?

04) Que efeito se sentido têm as palavras que se encontram entre parênteses, no texto?

05) De que par de rima você mais gostou? Explique sua escolha:

06) Posicione- se sobre o primeiro verso da música, explicando seu ponto de vista:

07) Podemos afirmar que a letra de música em questão possui características do gênero "manifesto"? Justifique sua resposta:

08) Relacione a imagem abaixo ao texto lido:

Nenhum texto alternativo automático disponível.

09) Com base nos argumentos do texto, responda: Até quando?

10) O verso "Muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente" faz um forte apelo ao interlocutor, incitando-o à mudança. Que tipo de mudança seria essa? Comente:

11) Explique o duplo sentido presente na expressão destacada no terceiro verso do poema:

12) Posicione-se com relação ao verso em destaque na segunda estrofe, explicando bem:

13) Copie do texto uma passagem em que o autor expressa a sua visão com relação à Justiça, concordando ou discordando dele: 

14) Podemos afirmar que no trecho destacado na sexta estrofe há uma ironia? Explique seu raciocínio: 

15) O que significa a expressão "vai pro saco", presente na sexta estrofe? Você costuma usá-la?

16) O autor afirma na música que "você é dominado". Você concorda ou não com isso? Justifique sua resposta: 

17) Dê a sua opinião sobre o trecho grifado na sexta estrofe, explicando seu raciocínio:

18) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:


(Participação especial das amigas artemanhosas Aparecida Ferreira e Maria Ruth)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Atividade sobre a música "Manifesto"


Manifesto

A gente acorda pra vida e não quer sair da cama
A gente abre a ferida na pele de quem nos ama
A gente vive na guerra, a gente luta por paz
A gente pensa que sabe, mas nunca sabe o que faz
A gente nega o que nunca teve forças pra dizer
A gente mostra pro mundo o que se quer esconder
A gente finge que vive até o dia de morrer
E espera a hora da morte pra se arrepender de tudo. 

E todas essas pessoas que passaram por mim
Alguns querendo dinheiro, outros querendo o meu fim
Os meus amores de infância e os inimigos mortais
Todas as micaretas, todos os funerais
Todos os ditadores e subcelebridades
Farsantes reais encobertando verdades
Pra proteger um vazio, um castelo de papel
Sempre esquecendo que o mundo é só um ponto azul no céu.

Quem é que vai ouvir a minha oração?
E quantos vão morrer até o final dessa canção?
E quem vai prosseguir com a minha procissão
Sem nunca desistir nem sucumbir a toda essa pressão?

No escuro, a sós com a  minha voz
Por nós, quem? Quem? Quem? 
Antes, durante e após, desatando os nós, hein? Hein? Hein?

Sente no corpo uma prisão, correntes, vendas na visão
Os caras não avisam, balas não alisam, minas e manos brisam
E precisam de mais, mais visão, ter paz
Note que o holofote e o vício nele em si te desfaz
Menos é mais, e o que segue é a lombra
Onde se vacilar os verme leva até sua sombra
Cada qual com seu caos
O inferno particular
Tempo, individual
E o amor, impopular. 

Só existe uma maneira de se viver para sempre irmão
Que é compartilhando a sabedoria adquirida
E exercitando a gratidão, sempre
É o homem entender que ele é parte do todo
É sobre isso que o manifesto fala
Nem ser menos e nem ser mais, ser parte da natureza, certo
Ao caminhar na contramão disso, a gente caminha
Pra nossa própria destruição.

(Emicida e Lenine)


01) Há alguma incoerência no primeiro verso da música? Justifique sua resposta:

02) Existe alguma antítese na letra de música? Comente bem: 

03) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto, explicando seu ponto de vista: 

04) Qual a importância das indagações da terceira estrofe para o texto? Trata-se ou não de perguntas-retóricas? Explique: 

05) Qual o objetivo da repetição do pronome "quem", no verso "Por nós, quem? Quem? Quem?"? 

06) Justifique o título da música, relacionando-o ao seu conteúdo: 

07) Qual o objetivo desse "manifesto"? Ele cumpre com tal objetivo? Justifique sua resposta: 

08) Transcreva do texto um desvio gramatical, explicando o porquê de ele provavelmente estar ali: 

09) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente:

10) Qual seria o SEU manifesto? Elabore um! Mãos à obra!

(Agradecimento à amiga artemanhosa Aparecida Ferreira por me apresentar esta música!)