quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Quem não gosta de trabalhar com charges?!?

01) O que a charge acima denuncia?

02) No que esse homem presente nela poderia estar pensando?

03) Por que a cabeça dele é tão pequena?

04) O que existe no fundo desse poço para a personagem querer tanto comprar?

05) Que provérbio poderia estar associado a essa charge?

06) Observe a imagem e informe como a tecnologia colabora no sentido de "um menor esforço físico":

07) Monte uma palavra cruzada com o tema central sendo TECNOLOGIA, utilizando todas as letras dessa palavra para relacionar a outras, dando dicas das mesmas, claro! 

08) Refaça a charge considerando a realidade de 50 anos atrás: 

09) Refaça-a agora imaginando uma provável realidade daqui a 50 anos: 

10) Crie uma frase com a palavra POÇO tendo o sentido denotativo e outra com o sentido conotativo, explicando: 

11) Altere a charge com 5 mudanças notáveis e explique o porquê de cada uma delas: 

12) Que título você daria a essa charge? 

13) Que mensagem a charge lhe transmitiu?

14) Associe a charge à imagem abaixo:


(Agradecimentos às amigas artemanhosas Nalvinha, Aparecida e Zizi pela parceria!)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Só para esclarecer uma coisinha...


Eu ia até ignorar, deixar pra lá, ou simplesmente deletar daqui do blog os comentários semelhantes a este acima, só que eles, infelizmente, têm sido beeeeeem frequentes, então resolvi escrever esta postagem a fim de esclarecer algumas coisas, apesar de já considerar muuuuuuito clara a minha postura na resposta dada a ele!  

Primeiro que não ganho NADA com este blog (além de muitas amizades feitas através dele e que faço questão de manter) e, se o atualizo, há anos, é por pura BOA VONTADE e desejo de trocar, de ajudar alguns colegas, dando ideias de atividades e afins. Parece pouco para alguns? Lamento! Arregace as mangas e faça melhor, do jeitinho que acha que tem valor! Quer gabarito? Encontre alguém que faça isso para você e PAGUE pelo serviço dessa pessoa, pois como dá trabalho, muito mais, aliás, do que a pessoa preguiçosa pensar ou ler um livro ou ver um filme em questão. 

Segundo: não faço gabarito nem para mim, até porque grande parte das questões é aberta, ou seja, cabem várias respostas, desde que se use o chamado BOM SENSO que, vale lembrar, não vem incluso no "salvador" gabarito! É algo exercitado, diariamente! 

Terceiro: é uma escolha MINHA, portanto, não fazer nem disponibilizar gabaritos aqui. PONTO. Nenhum recadinho, por mais lindinho, meigo e carinhoso que seja -- e que não é o caso deste em questão -- vai me convencer a mudar de ideia. Ainda mais quando ele vem mal escrito, em caixa alta (que na internet significa GRITAAAAAAAAAAAAR, revelando, assim, uma tremenda falta de educação, além da gritante cara de pau) e cheio de arrogância, o que é típico de uma pessoa folgada, abusada e invasiva, que gosta de exigir, mas que provavelmente não deve fazer nada de positivo na vida (ou será que também tem um blog?!?). Dá pena de pensar que tenho colegas desse nível, mais dependentes de gabarito do que muitos viciados em drogas! Precisam se tratar e conquistar a carta de alforria! Aposto que podem, se desejarem! 

Enfim, é isso! Não adianta insistir e, se pensa que atividades sem gabarito não têm valor, pode se esquecer, agora mesmo, do endereço deste blog! Combinado?!? Um abraço. Para todos -- até mesmo para os parasitas, folgados e pobres de espírito (que fiz questão de esconder o nome pra não dar IBOPE nem os famoso "quinze minutinhos de fama").

Deixo aqui, para finalizar, uma reflexão do Armandinho, personagem que eu simplesmente adoro:


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Você já conhece o maravilhoso "Projeto Redação"

Todo mundo já sabe que eu adoro compartilhar tudo aquilo que eu acho valioso e é por isso que eu estou aqui hoje -- para fazer um convite: Que tal conhecer o melhor site de correção de redações para o ENEM?!? Trata-se do "PROJETO REDAÇÃO", do qual eu já era fã antes mesmo de fazer parte da equipe!

Há um pouco mais de um ano, surgiu a oportunidade -- única -- de participar daquela equipe maravilhosa, da qual eu  tenho muuuuito orgulho de fazer parte, que tem ótimas ideias, que usa e abusa da criatividade e arregaça mesmo a manga, trabalhando para oferecer sempre o melhor para cada um! E tudo isso por um precinho super acessível, embora você também possa aproveitar muuuuito de forma 0800! 

Toda semana temos novidades por lá: novos temas (já são taaaaaantos), dicas super interessantes, correção detalhada do texto enviado, podcasts sobre os temas... enfim, há muita coisa legal e importante esperando por você! 

Eu, por exemplo, já participei também publicando dois temas de redação, com seus respectivos podcasts, apesar da minha voz de gralha (nada contra as gralhas, diga-se de passagem): "A doação de órgãos no Brasil e seus principais desafios" e "Como enfrentar o dilema da Nomofobia no Brasil", que vocês podem acessar clicando nos links abaixo, respectivamente:



https://www.projetoredacao.com.br/temas-de-redacao/como-enfrentar-o-dilema-da-nomofobia-no-brasil

Não deixem de conferir!

Um abraço!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Chuchu (Manuel Bandeira)


Joanita,em sua última carta escrita de Haia: "Mas que saudades de chuchu com molho branco". 

Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, “Cucurbitácea” reles que medra em qualquer beirada de quintal. Não tenho também nenhuma ternura especial pelo chuchu, mas já reparei que há uma certa injustiça em considerar insípido um prato que é insípido só porque raras são as cozinheiras que sabem prepará-lo. 

Sei ainda que os médicos nutricionistas banem o chuchu de todas as suas dietas, dizem que o chuchu não vale nada, é uma mistura de água e celulose, desprovida de qualquer vitamina ou sal. O chuchu é meu eterno pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho. Quando ele desfaz do chuchu em minha presença, salto logo em defesa do humilde caxixe. Argumento assim: "Antigamente, antes da descoberta das vitaminas, se dizia o mesmo da alface. Mas o sabor da planta, a boniteza de sua folha verdinha, ou talvez o instinto secreto da espécie sempre levaram o homem a comer a aristocrá- tica Lactuca sativa. Um dia se descobriu que a alface é rica em vitamina A, cálcio e ferro. Então a alface deixou de ser água e celulose, e entrou nos menus autorizados e recomendados pelos nutricionistas. 

Quem me dirá que um dia, próximo ou distante, não se descobrirá no chuchu um elemento novo, indispensável à economia orgânica? O que me parece inexplicável é que nós brasileiros persistamos em comer sem quase nenhum deleite essa coisinha verde e mole que se derrete na boca sem deixar vontade de repetir a dose.” 

Rui Coutinho sorri cético. 

Enquanto isso, na Holanda, Joanita, podendo comer os pratos mais saborosos do mundo, tem saudade é de chuchu com molho branco. Que desforra para o chuchu! 

(Manuel Bandeira)

01) A passagem destacada no início do texto pode ser considerada uma frase? Justifique sua resposta:

02) Ainda com relação à passagem que abre o texto, nela há dois segmentos. O segundo, sozinho, pode ser considerado uma frase? Por que ele vem isolado por aspas? 

03) Exlique por que "Lactucasativa" e "menus" aparecem destacados no texto: 

04) Quanto ao gênero, como você classificaria o texto? Que fato serviu de motivo para o autor escrevê-lo? 

05) No texto, há um trecho dissertativo. Que palavra introduz a dissertação? 

06) Qual é o principal argumento utilizado na defesa do chuchu? O que você pensa a respeito dele? Convenceu? 

07) Encerrado o texto, o autor afirma: "Que desforra para o chuchu!". Esse enunciado constitui uma frase? Justifique: 

08) Qual é o significado do adjetivo "insípida" em cada uma das frases seguintes: "O chuchu é uma comida insípida" e "Era uma insípida noite de verão"? 

09) Na linguagem coloquial, a expressão "pra chuchu" tem sentido de abundância. Que expressão do texto comprova esse sentido dessa expressão popular? 

10) Na frase "O chuchu é meu pomo da discórdia com meu querido amigo Dr. Rui Coutinho", qual é o sentido da expressão destacada?

11) O autor usa vários termos para se referir ao chuchu, mas a expressão a qual ele faz referência à alface é:

 (A) caxixe  (B) coisinha verde. (C) coisa bestinha. (D) Cucurbitácea reles. (E) Lactuca sativa.

12) “Eu sei que toda gente despreza o chuchu, a coisa mais bestinha que Deus pôs no mundo, "Cucurbitácea" reles que medra em qualquer beirada de quintal.” No trecho anterior, as ASPAS foram usadas na expressão grifada para informar que se trata de:

(A) ironia.  (B) populismo.  (C) estrangeirismo. (D) termo científico.  (E) ênfase na expressão.

13) Identifique a opinião do autor sobre o chuchu (transcreva): 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um homem de consciência (Monteiro Lobato)


Chamava-se João Teodoro, . O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. 

Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. 

Mas João Teodoro acompanhava com aperto do coração o deperecimento visível de sua Itaoca. 

"Isto já foi muito melhor", dizia consigo. "Já teve três médicos bem bons -- agora um e bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje maldá serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando..."

João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudar-se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. 

"É isso", deliberou lá por dentro. "Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada, então arrumo a TROUXA e boto-me fora daqui." 

Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, se julgava capaz de nada... 

Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa seriíssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que cai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado -- e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-dode Itaoca!...

João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou seu cavalo magro e partiu.

-- Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? 

-- Vou-me embora -- respondeu o retirante. -- Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. 

-- Mas, como? Agora que você está delegado?

-- Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. E sumiu. 

(Monteiro Lobato)

01) O que significa o "só", presente na primeira frase do texto? 

02) Que outras palavras poderiam substituir, mantendo o mesmo sentido, honestíssimo, lealíssimo e seriíssimo, respectivamente? 

03) Quantas vezes aparece, no texto, o nome "João Teodoro"? O que isso significa?

04) Reescreva a passagem destacada no primeiro parágrafo do texto, a fim de evitar repetições do nome próprio: 

05) O que diferenciava o protagonista das outras pessoas? 

06) Copie do texto dois numerais, classificando-os:

07) Qual o tipo de narrador presente no texto lido? Comprove com uma passagem dele: 

08) O que as aspas sinalizam no texto em questão? 

09) Transcreva do texto três substantivos próprios:

10) O que a palavra sublinhada no texto significa? Elabore uma frase em que ela apareça com um outro significado (dizendo qual): 

11) Qual a intenção de se repetir o vocábulo NADA no trecho destacado no sétimo parágrafo? 

12) Explique o valor semântico do diminutivo em "ser delegado numa cidadezinha daquelas...":

13) Por que a palavra DELEGADO apareceu escrita da forma "de-le-ga-do", no texto?

14) Na passagem "Pela madrugada botou-as num burro", situada no final do texto, a palavra destacada substitui que outra? 

15) Circule no texto um exemplo de vocativo, explicando seu raciocínio: 

16) Como é caracterizada a cidade de Itaoca no texto?

17) O que significa, no contexto do conto, ser "um homem de consciência"? 

18) Que outro título você daria ao texto?

19) Que mensagem ele lhe transmitiu? Comente: 

20) Ilustre a passagem do conto de que você mais gostou: 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

"Repolhos iguais" - Lya Luft


Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso. E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda. 

Alguém é mais triste? Remédio nele. Deprimido? Remédio nele (ainda que tenha acabado de perder uma pessoa amada, um emprego, a saúde). Mais gordinho? Dieta nele. Mais alto? Remédio na adolescência para parar de crescer. Mais relaxado na escola? Esse é normal. Mais estudioso, estudioso demais? A gente se preocupa, vai virar nerd (se for  menina, vai demorar a conseguir marido).

Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado. Igualdade antes de tudo, quando a graça, o poder, a força estão na diversidade. Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais. 

Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor. 

Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlaado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos -- deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade --, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada. 

Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70. Faz alguns anos reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças. 

Não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito. Fala-se, não sei em que lugar deste mundo doido, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa. 

Se déssemos a 100 pessoas a mesma quantidade de dinheiro, e as mesmas oportunidades, em dois anos todas teriam destino diferente: algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outros o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio. 

Então, quem sabe, querer apaziguar todas as crianças e jovens com medicamentos para que não estorvem os professores já desesperados por falta de estímulo e condições, ou para permitir aos pais se preocuparem menos, ou ajudar as babás enquanto os pais trabalham ou fazem academia ou simplesmente viajam, nem valerá a pena. 

Teremos mais crianças e jovens aturdidos, crianças e jovens mais violentos e inquietos quando a medicação for suspensa. Bastam, para desatenção, agitação e tantas dificuldades, relacionadas, as circunstâncias de vida atual. 

Recentemente, uma pediatra experiente me relatou que a cada tantos anos aparecem em seu consultório mais crianças confusas, atônitas, agitadas demais, algumas apenas sofrendo por separações e novos casamentos, em que os filhos, que não querem se separar de ninguém, são puxados de um lado para o outro, sem casa fixa, um centro de referência, um casal de pais sempre os mesmos. 

Quem as traz são mães ou pais em igual estado. Correrias, compromissos, ansiedade por estar na crista da onda, por participar e ser o primeiro, por não ficar para trás, por não ser ignorado, por cumprir os horários, as prescrições, os comandos, tudo o que tantas pressões sociais e culturais ordenam, realmente estão nos tornando eternos angustiados e permanentes aflitos. 

Mudar de vida é difícil. Em lugar de correr mais, parar para pensar, roubar alguns minutos para olhar, contemplar, meditar, também é difícil, pois é fugir do padrão. Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.
(Lya Luft - "Revista Veja" - São Paulo)

01) No fragmento "Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?", a estrutura em destaque traduz: 

(A) a dúvida em relação à veracidade dessa igualdade que tanto se busca. 
(B) a importância que a sociedade moderna atribui à diversidade.
(C) uma crítica às escolas que ainda admitem a reprovação.
(D) a ideia de um futuro próximo em que ocorrerá a supervalorização do igualitarismo.

02) Com base na leitura do texto, considere as afirmativas seguintes e assinale com V as verdadeiras e com F, as falsas: 

(   ) Existe, hoje, uma banalização do uso de medicamentos, os quais atuam como instrumentos de cura nas situações mais inusitadas.
(   ) A fragilidade dos laços afetivos na família, respaldada pela diversidade de pressões sociais e culturais, tem responsabilidade na angústia e na aflição que caracterizam, atualmente, as pessoas. 
(    ) A fuga ao padrão pré-estabelecido é difícil porque significa posicionar-se contra a corrente. 
(    ) A igualdade só traz benefícios às pessoas, pois evita os conflitos. 
(    ) Na ansiedade de obedecer aos padrões impostos pela sociedade, as pessoas têm-se esquecido de que a diversidade é a condição da ação humana. 

A sequência CORRETA é:

(A) V - F - V - F - V
(B) F - V - F - V - F 
(C) V - V - V - F - V
(D) F - F - F - V - V

03) Sabemos que um título bem empregado valoriza um texto. Isso ocorreu com o texto em questão? Copie do texto uma passagem que justifique o emprego de tal título: 

04) Que outro título você daria ao texto? 

05) Qual a "solução" mais utilizada para adequar as pessoas que ousam ser diferentes? O que você pensa sobre isso? Justifique sua resposta:

06) Transcreva do texto uma passagem que utiliza a linguagem coloquial: 

07) Qual o sentido da conjunção na passagem "Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo"? 

08) Qual a função das passagens entre parênteses, situadas no segundo parágrafo? 

09) Por que a autora afirma que, para a sociedade, ser original parece ser perigoso? O que você pensa a respeito disso? Comente: 

10) Por que a palavra "nerd" aparece em itálico no texto? 

11) O texto faz uma crítica ao uso exagerado de remédios. Retire um trecho que comprove tal afirmação: 

12) Que recurso foi utilizado na passagem "Narizes iguais, bocas iguais, sobrancelhas iguais, posturas iguais" e com que objetivo? 

13) Podemos afirmar que há ironia no trecho "Vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível... iguais"? Justifique sua resposta:

14)  No trecho acima, determine o valor semântico das conjunções COMO e SE: 

15) Retire do terceiro parágrafo: 

a) um trecho em que se usa a vírgula para separar itens de uma enumeração:

b) um trecho em que se empregou a vírgula para omitir um verbo: 

16) Posicione-se sobre a passagem "Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas", apontando a palavra ali presente que expressa OPINIÃO da autora: 

17) O que a autora quis dizer com a informação "Não sou psiquiatra"? 

18) Você se considera um "repolho igual"? Justifique sua resposta: 

19) No oitavo parágrafo, a autora usa como exemplo um valor monetário dado, de igual forma, a várias pessoas. Imagine que esse valor seja de R$ 1000,00.

a) O que você faria se recebesse tal quantia? 

b) O que você imagina que seus pais fariam se recebessem essa quantia? 

c) De que forma essa passagem confirma a ideia de que nem todos são iguais? 

20) Afinal, o texto lido é um artigo de opinião ou um editorial? Justifique sua resposta: 

21) Transcreva do texto um exemplo de polissíndeto, explicando seu raciocínio:

22) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

23) A partir da leitura do texto, analise as seguintes proposições:

I - A autora critica a tendência generalista de igualitarismo vazio e sem sentido.
II - A autora critica a atuação dos médicos pela prescrição excessiva de medicamentos.
III - A autora cririca os pais pela falta de compromisso com os filhos.
IV - A autora critica os filhos pela falta de controle emocional.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I e II são corretas.
(B) Somente as proposições I e III são corretas.
(C) Somente as proposições II e IV são corretas.
(D) Somente as proposições III e IV são corretas.

24) O texto apresenta várias estratégias argumentativas. Considere as proposições:

I – O trecho “vamos igualar tudo, como lavouras de repolhos, se possível… iguais. E assim, com tudo o que pode ser controlado com remédios, nos tornamos uma geração medicada. Não todos – deixo sempre aberto o espaço da exceção para ser realista, e respeitando o fato de que para muitos os remédios são uma necessidade -, mas uma parcela crescente da população é habitualmente medicada.”-->  indica uma restrição, que evidencia cautela por parte da autora.

II – O fragmento “não sou psiquiatra, mas a esta altura de minha vida criei e acompanhei e vi muitas crianças mais agitadas, ou distraídas, mas nem por isso precisadas de medicação a torto e a direito.” --> revela uma contra-argumentação a uma reação de leitor que poderia desautorizar o posicionamento da autora.

III – O emprego do plural em “não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”--> constitui estratégia para envolver o leitor na situação comentada.

IV – O fragmento “recentemente, uma pediatra experiente me relatou...” --> mostra que a autora relata a posição de um especialista, que se diferencia de seu posicionamento.

V – O fragmento “mudar de vida é difícil.” -->  evidencia a falta de conhecimento da autora sobre as alternativas para o redimensionamento da problemática discutida no texto.

Assinale a alternativa CORRETA:

(A) Somente as proposições I, II e IV são corretas.
(B) Somente as proposições I, II e III são corretas.
(C) Somente as proposições II, IV e V são corretas.
(D) Somente as proposições III, IV e V são corretas.

25) As alternativas apresentam segmentos em que a autora exprime opinião pessoal ou posicionamento crítico, EXCETO:

(A) “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão?”
(B) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos”
(C) “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito. Parece perigoso.”
(D) “Então seguimos em frente, nervosos com nossos filhos mais nervosos. Haja psicólogo, psiquiatra e medicamento para sermos todos uns repolhos iguais.”

26) Em relação à análise dos sinais de pontuação destacados nos trechos, as alternativas são corretas, EXCETO:

(A) [...] “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam; outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. O ponto-e-vírgula separa orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si.

(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo: meninas usam o mesmo cabelo, a mesma roupa, os mesmos trejeitos; meninos, aquele boné virado” Os dois-pontos introduzem argumentos que respaldam o que foi afirmado anteriormente no texto.

(C) “[...] outras ainda o dedicariam ao bem (ou ao mal) alheio”. Os parênteses separam uma indicação de comentário/reflexão feito pela autora.

 (D) “E, se formos diferentes, quem sabe aqui e ali uma medicaçãozinha ajuda.”. As vírgulas foram empregadas para indicar a elipse de um termo.

27) Todos os trechos justificam o título do texto, EXCETO:

(A) “Quem as traz são mães ou pais em igual estado.”.
(B) “Não podemos, mas queremos tornar tudo homogêneo”.
(C) “algumas multiplicariam o dinheiro; outras o esbanjariam; outras o guardariam”.
(D) “reina entre nós o diagnóstico de déficit de atenção para um número assustador de crianças”.

28) Leia o trecho: “Não se pode mais reprovar crianças e jovens na escola, pois são todos iguais. Serão? É feio, ou vergonhoso, ter mais talento, ser mais sonhador, ter mais sorte, sucesso, trabalhar mais e melhor.”. É correto inferir do texto, EXCETO:

(A) A autora critica o sistema educacional.
(B) A autora defende a ideologia das diferenças.
(C) A autora zela pelo tratamento igualitário a todos.
(D) A autora reconhece o mérito daqueles que se destacam.

29) O trecho “Fala-se, não sei em que lugar deste mundo louco, em botar Ritalina na merenda das escolas públicas. Tal fúria de igualitarismo esconde uma ideologia tola e falsa.” evidencia que a autora:

(A) mostra que toda ideologia traz prejuízos para a sociedade.
(B) procura se isentar de um compromisso em relação à informação absurda.
(C) critica o fato de as escolas tentarem diminuir a heterogeneidade entre estudantes.
(D) busca preservar os médicos que receitam Ritalina como estratégia para acalmar as crianças.

30) “Remédios para pressão alta, para dormir, para acordar, para equilibrar as emoções, para emagrecer, para ter músculos, para ter um desempenho sexual fantástico, para ter a ilusão de estar com 30 anos quando se tem 70.”.

No trecho acima é CORRETO afirmar que a disposição estrutural dos elementos:

(A) Vai do necessário ao aparente.
(B) Valoriza o envelhecimento saudável.
(C) Reconhece a importância da aparência.
(D) Mostra a dependência aos medicamentos.

31) Em “Sempre me impressiona o impulso geral de igualar a todos: ser diferente, sobretudo ser original, é defeito.”, o emprego de “sobretudo”, nesse fragmento, indica que a autora:

(A) Valoriza a ideia de “ser diferente”.
(B) Descarta a importância de “ser original”.
(C) Considera que “ser diferente” e “ser original” são sinônimos.
(D) Indica uma escala em que “ser original” é mais do que “ser diferente”.

32) De que forma a tirinha do Armandinho, a seguir, dialoga com o texto? Ela reforça ou contradiz a visão da autora? Justifique sua resposta:



(Participação especial das amigas Lívia Ramos e Aparecida Ferreira de Carvalho
na elaboração de algumas questões!)  

terça-feira, 20 de junho de 2017

Minha árvore de botões!

Apesar de trabalhar com Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual, já me aventurei dando aulas, no passado, de Artes e eu amava! Aprendi muita coisa, dentre elas a perder o medo de colocar no papel o que me vinha à telha, desenhando... É algo que muito estimulo no meu filho Miguel, de 7 anos, e ele, felizmente, vive dizendo SIM a cada convite meu! 

Hoje terminei de fazer a minha árvore de botões, inspirada por minha amiga Flávia Damas, professora de Artes e que tem tanta ideia show de bola, que eu sempre tento colocar em prática! Adoro ser "cobaia" dela e nunca vou entender a resistência que tantos alunos têm com relação a tal disciplina! 



E que tal você criar a sua árvore, hein?!? Ou levar a proposta para os seus alunos?!? Vamos lá?!? 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Receita de um outro monstrinho...

Na reunião de pais da escola do meu filho, conheci outra dinâmica do "Monstrinho" (já postei aqui), que também aproveito para compartilhar com vocês, já que é sempre muito bom termos "várias cartas na manga", né?!? Sempre alguma delas vai servir...

Pedir para que cada pessoa desenhe instrução por instrução (seguindo a lista de comanda abaixo!): 

01) Uma cabeça redonda e grande;
02) Um corpo pequeno coberto de pelos;
03) Braços compridos com mãos pequenas e garras afiadas;
04) Pernas curtas;
05) Pés grandes e arredondados;
06) Um olho no meio da testa;
07) Orelhas pontiagudas;
08) Nariz com narinas quadradas;
09) Boca grande e dentes falhados;

No final da atividade perguntar se todos os montrinhos ficaram iguais... Por que não ficaram, se todos obedeceram aos mesmos comandos? Como associar isso à vida e à sala de aula, especialmente?

Compartilho, cheia de coragem, o monstrinho que eu desenhei na reunião e também o que o meu filho Miguel desenhou, depois, em casa, já que adora essas ideias!



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dia do Meio Ambiente!

Fim do mundo?

-- Mãe, disseram que o mundo vai acabar.
-- Sim, querida, andam dizendo isso, ___________ é bobagem.
-- Você não acredita?
-- Não.
-- Por quê?
-- Ah... ____________ o mundo não vai acabar assim, de repente.
-- Não?! Não entendi...
-- Não vai, filha. Eu acho que o mundo pode acabar sim, _________ aos pouquinhos, entende?
-- Aos pouquinhos?
-- Sim... por exemplo, se não cuidarmos dele, aí sim o mundo pode acabar. As pessoas andam maltratando muito a natureza, _________ tudo que temos hoje um dia pode acabar, como árvores, alguns animais, água...
-- A professora disse que a água doce do planeta está acabando __________ a gente está poluindo demais.
-- É verdade...
-- Não quero que a água acabe, mãe.
-- Sim, filha. Eu também não quero. Então _______ nós cuidamos da água ______ ela irá acabar.
-- Já sei, mãe! Tive uma ideia! Vou criar uma máquina! Assim a água não vai acabar aos pouquinhos ________ sempre teremos água limpa.
-- Hummm. Que interessante... Uma máquina para reciclar água?!
-- Não... máquina de reciclar o homem, mãe. 
(Gleice Coelho)

01) Invente uma fala para substituir a última fala da filha, criando um novo final para o texto lido:

02) Elabore duas falas para a mãe (uma para complementar o final original e outra para complementar a fala que você criou para a questão anterior!):

03) Preencha as lacunas do texto com as conjunções adequadas: 

04) Você acredita em fim do mundo? Comente a sua resposta: 

05) Circule no texto todos os vocativos, explicando a importância deles para o entendimento do mesmo: 

06) Por que podemos afirmar que o texto foi construído em forma de diálogo? 

07) O que cada charge a seguir critica? Comente: 

08) O que elas têm em comum? E com o texto lido? Explique: 



09) De qual charge você gostou mais? Por quê? 

10) Você acha importante comemorar o "Dia do Meio Ambiente"? Justifique sua resposta: 

sábado, 3 de junho de 2017

Minha caixinha de gêneros textuais!


Hoje peguei uma caixinha de sapato que estava rolando por aqui e a transformei em uma caixinha de gêneros textuais, que pretendo levar para os meus alunos! A questão dos gêneros é bem interessante e a partir dela se pode explorar muitos terrenos, cada qual mais interessante que o outro! Adooooooooooooooro! 

Catei um monte de crônicas, horóscopos, receitas culinárias, charges, obras de arte, notícias de jornais, entrevista, folheto, bula de remédio, propaganda, adivinha, etc... e fui colocando dentro da caixinha, que promete! Dessa forma, rápida, os alunos aprenderão a reconhecer mole mole cada gênero! Aí é partir para as características de cada um deles... explorar tudinho o que se desejar... 

Tomara que sirva de "aquecimento" para ótimas atividades! E fica aqui a dica, pra quem também quiser experimentar! 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Você cairia no golpe do "cartão cronado"?!?



Preconceitos linguísticos à parte, sinceramente, até agora não sei se é pra gente rir ou chorar analisando a situação acima! Na dúvida, fiz ambas as coisas, confesso, e logo depois parti para a reflexão! 

Mesmo vivendo uma época, já há algum tempo, em que não se valoriza a Educação, muito pelo contrário, é inegável a importância da Língua Portuguesa, em se pelo menos se ter um domínio básico dela para conquistar os seus objetivos. 

O objetivo aqui era bem claro: aplicar um golpe! Querer lucrar em cima da inocência de alguns! Ainda bem que a pessoa abordada era esperta e dominava algumas regrinhas básicas, enquanto quem abordou deve ter fugido não só da escola, mas também da leitura de jornal, revista, de mundo. Digo isso porque meu pai não estudou mais do que a quarta série primária, porém, lia muito jornal, revista, livro, tudo o que lhe caía nas mãos... Conclusão: escrevia extremamente bem e de forma impecável. Não falo apenas de escolaridade, mas de cultura, de sabedoria! 

Até para ser golpista é preciso investir um pouquinho no estudo da própria Língua para não pagar esses micos... e fico me perguntando aqui se o receptor também tivesse essa prática, esses vícios... Você acha que ele cairia? Sim ou não? Por quê? Vamos confabular um pouquinho.... he he he 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Amém! Que assim seja!


Oração de um povo sofrido 

Deus me livre dos corruptos. Dos vendidos. Dos que vendem. Dos que trocam seu povo honesto por qualquer propina e milhão.

Deus me livre dos sonsos e cínicos. Dos que riem e me arrombam a alma. Dos que ganham meu voto e me desprotegem. Dos que só pensam em seu tostão. 

Deus me livre dos que desviam, Tanto que levam a falências. Dos que deixam seu povo à míngua. Humilhado e sem salários

Deus me livre dos que fecham universidades e hospitais. Dos que sucateiam escolas. Dos que trocam seu povo por qualquer anel

Deus me livre das escolhas podres. De me contentar em escolher o menos pior. 

Deus me livre dos ruins. Dos corruptos. Dos sem lei. Dos sem culpa. Sem remorsos. Dos que maltratam por sentir prazer

Deus me livre da cara limpa que esconde a alma suja. Deus me livre da justiça injusta. Dos que olham e fingem não ver. Deus proteja os pobres. Esse povo que ninguém cuida. 

Deus me livre dos homicidas. Eleitos por um povo ingênuo. Deus me livre de todos eles. E perdoe o voto meu. 

Deus olhe por esse povo sofrido. E de volta a esperança que essa gente comeu. 

(Mônica Raouf El Bayeh)

01) Por que a aurora repetiu tantas vezes a expressão "Deus me livre" em seu texto? Isso tem algo a ver com o fato de ser uma "oração"? Justifique sua resposta: 

02) Copie do texto dois pares de antítese: 

03) Transcreva do texto uma espécie de causa e consequência, explicando seu raciocínio:

04) Circule no texto uma passagem que contenha um desvio gramatical, corrigindo-o: 

05) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

06) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto:

07) Invente você também agora a sua própria oração!

08) Utilizando o texto como estímulo, crie um texto que responda a esta pergunta: "Onde foi que nós erramos?"

Charges sobre o Judiciário


01) O que a charge acima denuncia? Comente da forma mais completa possível, posicionando-se sobre esse assunto:

02) Que metáfora foi utilizada nela? Foi bem apropriada? Justifique sua resposta:

03) A opinião do chargista com relação ao Judiciário é bem clara. E quanto aos policiais? Você concorda com ele? Acredita que os policiais têm cumprido o seu papel? Explique: 

04) A pessoa que se encontrava na gaiola é qualquer trabalhador? Justifique sua resposta: 

05) Que solução imediata você acha que caberia nessa questão? E a longo prazo? 

06) Como fazer com que o Judiciário e a Polícia trabalhem juntos? Quais os interesses de cada um?

07) Que dois temas possíveis de redação poderiam ser retirados desta charge em especial? 




07) Que crítica a charge acima faz? Posicione-se com relação a isso: 

08) O que significa o fato de a Justiça estar com um olho coberto e um aberto representa? É o que acontece na realidade? Comente: 

09) Você acha que a Justiça deveria ser igual para todos ou deve ter "dois pesos e duas medidas"? Explique seu raciocínio:

10) O que a espada e a balança deveriam simbolizar? E o que tais objetos, de fato, têm representado? 



11) Explique o que você entendeu da charge acima:

12) O que revela a escolha de tais objetos? A que diferenças eles remetem? 



13) O que a charge acima denuncia, em especial? 

14) O que os remendos revelam? E por que eles só aparecem no "verso"? 



15) O que a charge acima denuncia? 

16) Você acha que o povo, de um modo geral, tem feito a sua parte? Tem cobrado? Como fazer a Justiça enxergar? 



17) O que a charge acima critica? Posicione-se sobre ela, explicando seu ponto de vista: 

18) Você acha que a Justiça tem seguido essa ordem que estão dando a ela? Justifique sua resposta, tentando citar situações que comprovem essa visão: 


19) O que se pode entender da charge acima? Você concorda com a visão do chargista? Por quê?

20) Como a Justiça pode se "libertar" e por que você acha que ela não faz isso? 


21) Qual a crítica presente na charge acima? Isso tem mesmo fundamento? Por quê? 

22) Por que será que a Justiça não se envergonha de toda essa exposição? Que vantagens ela pode estar tendo para ir contra muitos e a favor de poucos? 


23) Há alguma incoerência na charge acima? Justifique sua resposta: 

24) Por que há dinheiro para aumentar o salário de alguns e dizem que não há para aumentar o de outros? O que isso revela? Como resolver essa questão? 



25) O que a charge acima revela? Você concorda com ela? Justifique-se: 

26) Qual dos dois tipos de juízes você acha que tem errado mais? Qual deles prejudica mais a população? 

27) Por que o juiz e o político estão se tornando tããããão parecidos? 

28) Retire da charge um exemplo de vocativo: 



29) Que característica da Justiça a charge acima ataca, em especial? Você concorda com isso? Explique seu raciocínio: 

30) Relacione a charge em questão ao famoso ditado popular que diz que "a Justiça tarda, mas não falha", explicando: 



31) O que a charge acima critica e que relação isso tem com a manchete presente no jornal? 

32) Você concorda com a fala da personagem presente na charge? Explique, citando, se possível, alguns exemplos que levaram você a pensar dessa forma: 

33) O que TODAS as charges têm em comum e o que isso revela? Comente: 

34) Agrupe, em pares, as charges que abordam os temas de forma mais semelhante, mais próxima, explicando: 

35) De que charge você mais gostou? Por quê? 

36) Que recado você gostaria de dar para a Justiça, de um modo geral? Capriche!

37) A Justiça é representada por uma mulher, conforme você já deve ter notado. Como você interpreta isso: como uma forma preconceituosa de dizer que mulheres não resolvem nada ou a figura feminina é usada apenas por uma questão gramatical? Justifique sua opinião:


(Agradeço à Nalvinha, colega do grupo Arte e Manhas da Língua, pela questão 37!!!)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Charges sobre Sistema Carcerário


01) Que problema social a charge denuncia?

02) A que os presídios são comparados? Por quê? Foi uma boa metáfora?

03) O que, segundo a charge, está prestes a acontecer?

04) Como resolver esse problema, em especial?

05) Por que os presídios se encontram superlotados: a quantidade de criminosos que aumentou ou a falta de investimento nessa área? Explique: 

06) Podemos afirmar que a charge a seguir é idêntica à anterior? De qual você gostou mais? Por quê?


07) A charge abaixo tem o mesmo sentido das anteriores? Mas qual metáfora foi usada desta vez? Foi mais apropriada ou não? Justifique sua resposta: 
08) Qual o efeito da charge abaixo, sobre esse mesmo tema? Que desfecho você acha que essa história teria que ter? E qual terá? Há diferenças? Comente: 


09) A charge abaixo dialoga com a anterior? Aponte semelhanças e diferenças entre ambas: 


10) O que a charge a seguir denuncia sobre o nosso sistema carcerário? O que você pensa a respeito disso? Comente: 


11) Que outra denúncia sobre o assunto em questão a charge abaixo faz? Posicione-se sobre isso, explicando bem o seu raciocínio: 


12) De que charge você mais gostou? Por quê?

13) Como resolver todos esses problemas levantados?

14) Aponte dois possíveis temas de redação acerca desse assunto:

domingo, 21 de maio de 2017

Um texto beeeeeem interessante!

A caminho do brejo 

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos. Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras. 

A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contra-cheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais...
(Cora Ronái)
https://oglobo.globo.com/cultura/a-caminho-do-brejo-20606929

01) O que significa o termo "A vaca foi pro brejo"? Você costuma usá-la? 

02) Você acha que o nosso país ainda está a caminho mesmo do brejo ou já mergulhou nele? Justififque sua resposta: 

03) Qual a solução (imediata) para tirar o país do (caminho do) brejo? E as mais distantes? 

04) Posicione-se sobre as passagens destacadas no texto, explicando seu ponto de vista em cada uma delas:

05) Explique o porquê do emprego do demonstrativo "aquele" e afins no segundo parágrafo e o que isso, de certa forma, revela:

06) Explique as repetições da expressão "Um país vai para o brejo", presentes no texto:

07) De todos os "deslizes" citados na grande lista (e que não termina), qual foi o que você considerou mais grave? Por quê? 

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

09) Qual a SUA parcela de culpa nisso tudo? Comente: 

10) Associe o texto à charge abaixo: 

sábado, 20 de maio de 2017

Charges sobre desmatamento


01) O que a charge critica? Justifique sua resposta:

02) Por que a personagem está sentindo tanto calor? De quem é a culpa? Qual foi a "pista" para descobrir isso? 

03) Qual o problema denunciado pela charge? E qual seria a solução para esse problema? 

04) Encontre na charge um desvio gramatical, justificando e corrigindo-o: 

05) O que a expressão "Meu Deus", presente na charge, revela? A que classe gramatical ela pertence?

06) Qual a importância das árvores e do reflorestamento e o que isso tem a ver com a charge? 

07) Que mensagem podemos extrair desas charge? 

08) Que dois temas possíveis de redação podemos extrair da charge? 

09) A charge abaixo tem o mesmo sentido da charge inicial? Explique bem o seu raciocínio: 


10) Observe a imagem e a charge abaixo, comparando-as entre elas e também com a charge inicial. Qual delas vai mais além? Por quê? Comente: 



11) Qual a mensagem transmitida pela charge abaixo? 


12) O que a charge abaixo denuncia? Comente, posicionando-se sobre esse assunto:


13) De que charge você mais gostou? Explique a sua escolha: 

14) Nós também temos um papel importante na preservação do meio ambiente. Como você acha que pode, individualmente, ajudar? E coletivamente? 

15) Caso você fosse uma árvore sobrevivente ao desmatamento, que apelo faria ao homem? Tente fazer isso criando uma charge: 

(Agradecimento às amigas Maria Aparecida e Nalvinha pelas duas últimas questões!)

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trabalhando com Charges


Selecionei umas 36 charges para trabalhar com as minhas turmas e, nesta atividade, cada trio recebia uma e tinha que dizer o que ela criticava ou denunciava, elaborar três perguntas "inteligentes" (se não colocar assim alguns engraçadinhos perguntam quantas personagens têm na charge, se é homem ou mulher, essas coisaaaaas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) e responder a cada uma delas! Depois ainda tinha que descobrir dois possíveis temas de redação  para ela! 

O resultado foi super legal e tal atividade serviu para que eles perdessem um pouco o medo das charges, tão ricas, que equivalem a textos imensos, né? Eu amo trabalhar com esse gênero textual! E vocês?!? 

Então, a partir de hoje, vou disponibilizar algumas das charges escolhidas aqui, com perguntas que eu mesma elaborei e algumas, claro, aproveitei dos meus queridos e espertos alunos! Olha que chique! 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Charge para Produção Textual


01) O que a charge acima denuncia? Como lidar com esse problema?

02) Quais as "pistas textuais" mais importantes para o entendimento dessa charge?

03) Quantos vícios são citados? Quais são eles?

04) De todos esses vícios, qual você acredita ser o mais perigoso? Por quê?

05) O que as coleiras representam? Tal metáfora foi bem empregada? Justifique sua resposta:

06) Elabore um texto dissertativo-argumentativo sobre tal tema, não se esquecendo, claro, de adicionar a ele as propostas de intervenção para esse problema apresentado: