quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Filme "Perfume - a história de um assassino" (147 min)


Sinopse: Narra trajetória de Jean-Baptiste Grenouille, nascido no local mais mal cheiroso da França, no Cemitério dos Inocentes, em Paris. Fora rejeitado pela mãe, pelas amas-de-leite e pelas instituições religiosas desde o nascimento por não ter o mesmo cheiro que todos os bebês, ainda assim, consegue sobreviver a despeito de tudo e de todos, superando ao longo de sua história doenças mortais, quedas, arranhões, maus tratos...

01) O que leva João a seguir a moça que vendia frutas, sua primeira vítima? Relacione sua resposta ao fato de ele ser diferente desde o nascimento: 

02) O cheiro inebriante desta moça o faz ter um propósito na vida. Qual?

03) O que leva João à cidade de Grasse? 

04) Havia milhares de cheiros em sua roupa, menos um. Qual? O que isso revela?

05) Por que ele não "matava" pessoas do sexo masculino? 

06) Que espécie de aroma ele queria guardar das mulheres?

07) Qual era o fascínio que Laura exercia sobre João?

08) Que "perfume" João buscava montar com o cheiro de cada mulher que "matava"? 

09) De que modo Laura completava o perfume que ele montava?

10) No local onde seria sacrificado, ele lança de um lenço um cheiro diferente que entorpece a todos. Que cheiro seria esse? 

11) Por que, passado uns instantes, todos caem naturalmente em orgia? 

12) Por que o pai de Laura, no final, ainda pede perdão ao assassino de sua filha?

13) Ele não é sacrificado. Qual é então o motivo dessa sua redenção? por que você acha que ele é "poupado"? O que isso revela?

14) Por que seu perfume escravizava a todos?

15) Qual é a única coisa que João não consegue em sua vida toda?

16) Você acha que, no final, ele abdicou de um "poder"? De qual? Como você vê isso? Explique:

17) No decorrer do filme, você sentiu mais revolta com relação ao protagonista ou mais pena? Justifique sua resposta:

18) O que você achou do final do filme? Comente: 

19) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

20) Posicione-se sobre essa passagem do escritor alemão Patrick Suskind, relacionando-a ao filme: "... as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas; elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente ao coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas": 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Trabalhando com a INTERTEXTUALIDADE


Texto 01: Os primeiros milagres de Eliseu

Os cidadãos disseram a Eliseu: "A posição desta cidade é boa, como meu senhor vê, mas as águas são ruins e esterilizam o país." Disse el: "Trazei-me uma tigela nova e ponde sal nela". Trouxeram-na; e ele foi à fonte da água, e atirou lá o sal, dizendo: "Assim diz o Senhor: -- Eu saneio estas águas; doravante não produzirão mais nem monte nem esterilidade". E as águas ficaram sadias até ao dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu tinha proferido. 

Dali subiu a Betel; e quando subia pelo caminho, uns rapazinhos que tinham saído da cidade começaram a zobar dele, dizendo: "Sobe, ó calvo! Sobe, ó calvo!". Ele, voltando-se para trás, olhou-os e amaldiçoou-os em nome do Senhor. Então, saíram da floresta duas ursas e dilaceraram quarenta e dois daqueles rapazinhos. Dali foi para o monte Carmelo, donde voltou para a Samaria. 

(2 Reis, 2, 19)

Texto 02: Eliseu

Apenas Elias foi arrebatado pelo redemoinho à sua vista. Eliseu ficou cheio de seu espírito; fez muitos milagres, em dupla medida, e prodígio era tudo o que da boca lhe saía. Durante a vida não tremeu diante de ninhguém, nem mortal algum teve poder sobre seu espírito. 

(Eclesiástico, 48, 12)

Texto 03: As ursas

O profeta Eliseu está a caminho de Betel. O dia é quente. 

Insetos zumbem, no mato. O profeta marcha em passo acelerado. Tem missão importante em Betel. 

De repente, muitos rapazinhos correm-lhe no encalço, gritando:

-- Sobe, calvo! Sobe, calvo! 

Volta-se Eliseu e amaldiçoa-os em nome do Senhor; pouco depois, saem do mato duas grandes ursas e devoram quarenta e dois eninos: doze a menor, trinta a maior. 

A ursa menor tem digestão ativa; os meninos que caem em seu estômago são atacados por fortes ácidos, solubilizados, reduzidos a partículas menores. Somem-se. 

O mesmo não acontece aos trinta meninos restantes. Descendo pelo esôfago da grande ursa, caem no enorme estômago. Ali ficam. A princípio, transidos de medo, abraçados uns aos outros, mal conseguem respirar; depois, os menores começam a chorar e a se lamentar, e seus gritos ecoam lugubremente no amplo recinto. "Ai de nós! Ai de nós!"

Finalmente, o mais velho acende uma luz e eles se veem num lugar semelhante a uma caverna, de cujas paredes anfractuosas escorrem gotas de um suco viscoso. O chão está juncado de resíduos semi-apodrecidos de antigas presas: crânios de bebês, pernas de menins. "Ai de nós" -- gemem. -- "Vamos morrer!"

Passa o tempo e, como não morrem, se animam. Conversam, riem: fazem brincadeiras, pulam, correm, jogam-se detritos e restos de alimentos. 

Quando cansam, sentam e falam sério. Organizam-se, traçam planos. 

O tempo passa. Crescem, mas não muito; o espaço confinado não permite. Tornam-se curiosa raça de anões, de membros curtos e grandes cabeças, onde brilham olhos semelhantes a faróis, sempre a perscrutar a escuridão das entranhas. E ali fazem a sua cidadezinha, com casinhas muito bonitinhas, pintadas de branco. A escolinha. 

A prefeiturazinha. O hospitalzinho. E são felizes. 

Esquecem o passado. Restam vagas lembranças. que com o tempo adquirem contornos místicos. 

Rezam: "Grandes Ursas, que estais no firmamento..."

Escolhem um sacerdote -- o Grande Profeta, homem de cabeça raspada e olhar terrível; uma vez por ano flagela os habitantes com o Chicote Sagrado. Fé e trabalho, exige. O povo, laborioso, corresponde. Os celeirozinhos transbordam de comidinhas, as fabricazinhas produzem milhares de belas coisinhas. 

Passa o tempo. Surge uma nova geração. Depois de anos de felicidade, os habitantes se inquietam: por um estranho atavismo, as crianças nascem com longos braços e pernas, cabeça nem proporcionada e meigos olhos castanhos. A cada parto, intranquilidade. Murmura-se: "Se eles crescerem demais, não haverá lugar para nós". Cogita-se de planificar os nascimentos. O Governinho pensa em consultar o Grande Profeta sobre a conveniência de executar os bebês tão logo nsçam. Discussões infinitas se sucedem. 

Passa o tempo. As crianças crescem e se tornam um bando de poderosos rapazes. Muito maiores que os pais, ninguém os contém. Invadem os cineminhas, as igrejinhas, os clubinhos. Não respeitam a polícia. Vagueiam pelas estradinhas. 

Um dia, o Grande Profeta está a caminho de sua mansãozinha, quando os rapazes o avistam. Imediatamente, correm atrás dele, gritando: 

-- Sobe, calvo! Sobe, calvo! 

Volta-se o profeta e os amaldiçoa em nome do Senhor. 

Pouco depois, surgem duas ursas e devoram os meninos: quarenta e dois. 

Doze são engolidos pela ursa menor e destruídos. Mas trinta descem pelo esôfago da ursa maior e chegam ao estômago -- grande cavidade, onde reina a mais negra escuridão. E ali ficam chorando e se lamentando: "Ai de nós! Ai de nós!"

Finalmente, acendem uma luz. 
(Moacyr Scliar)

01) Os dois primeiros textos foram retirados de livros da Bíblia. O fato de um remeter a outro caracteriza um tipo de intertextualidade: quando se lê um, automaticamente lembra-se do outro porque tratam da mesma personagem, dos mesmos fatos protagonizados por ela. 

a) Releia-os e aponte as características textuais que os diferenciam:

b) Que recursos são utilizados em cada um para atestar os fatos milagrosos?

c) É possível dizer que um texto "lança luz sobre o outro", ou seja, esclarece o outro? Justifique sua resposta:

02) A partir de uma passagem bíblica, o autor cria uma história que, na verdade, é muito semelhante a um mito de criação. É possível encontrar muitos mitos que explicam a criação do universo ou do homem nas religiões ou na cultura popular. Pesquise alguns e compare-os com o texto 03. Há semelhanças entre eles? Comente:

03) Apesar das características do conto, a narrativa do texto 03 é pontuada de descrições realistas das cenas, que ressaltam o aspecto  científico dos fatos. Aponte algumas passagens em que isso ocorre:

04) Note que as personagens, com exceção de Eliseu, não têm nome nem agem individualmente, mas em grupos. Na sua opinião, qual é o significado dessa escolha, no conto?

05) Quando a sociedade se organiza finalmente, o autor passa a utilizar o diminutivo para denominar seus produtos. Há um duplo significado para esse fato. Indique-os:

06) O diminutivo, nesses casos, indicam carinho (afetividade) ou tamanho? Comente:

07) Explique por que a palavra destacada no texto é grafada com S e não com Z:

08) Como você interpreta a estrutura circular desse conto? 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Vaivém (Lindolfo Gomes)

Era um dia um velho chamado Zusa, que trabalhava pelo ofício de carapina. A sua oficina era um brinco, sempre muito asseada, a ferramenta muito limpa, tudo nos seus lugares. 

Mas a mania do velho era batizar cada ferramenta com um nome próprio. O martelo chamava-se toc-toc, o formão, rompe-ferro, o serrote, vaivém. 

Quando um carapina do lugar precisava de uma, corria logo à oficina do Zusa, a pedir-lhe de empréstimo. 

Mas, tantas lhe fizeram, demorando a entrega ou ficando com as ferramentas algumas vezes, que o velho resolveu parar com os empréstimos. 

Certo dia foi à oficina um menino, de mando do pai, e disse:

-- Papai mandou-lhe muitas lembranças e também pdir-lhe emprestado o vaivém. 

Mestre Zusa pôs as cangalhas no nariz e respondeu:

-- Menino, volta e diz a teu pai que se vaivém fosse e viesse, vaivém ia, mas como vaivém vai e não vem, vaivém não vai. 

(Lindolfo Gomes - Contos Popuçares Brasileiros)

01) Assinale a profissão de Zusa: 

(   ) marceneiro            (   ) serralheiro        (   ) ferreiro   
(   ) carpinteiro             (   ) lanterneiro 

02) Retire do texto um substantivo próprio, justificando:

03) Explique a passagem destacada no primeiro parágrafo, dizendo se já conhecia a palavra "brinco" utilizada com esse sentido empregado:

04) Utilize a palavra BRINCO, presente na questão anterior, para criar duas frases em que elas tenham um sentido diferente do empregado no texto, explicando:

05) Por que cada ferramenta tinha um nome? Isso é uma prática comum? Justifique sua resposta:

06) Há alguma lógica na escolha dos nomes de cada ferramenta? Comente:

07) Copie do texto um exemplo de numeral, classificando-o:

08) Por que as palavras que dão nome às ferramentas não estão com letra inicial maiúscula?

09) Justifique o acento indicativo de crase na passagem destacada no texto ("corria logo à oficina..."):

10) Qual seria o significado da palavra CANGALHAS, presente no texto?

11) Transcreva do texto um vocativo, justificando sua resposta:

12) Copie do texto uma espécie de trocadilho, reescrevendo de forma que ele se desfaça, mas sem perder o sentido:

13) Você acha que o velho Zusa agiu corretamente? Por quê?

14) Que outro título você daria ao texto? 

domingo, 28 de agosto de 2016

Proposta de Redação: QUANTO VALE O SEU VOTO?!?

Muitos brasileiros já não acreditam nos políticos, acham que são todos malandros, aproveitadores, que na hora da eleição vêm pedir o voto com falsas promessas e depois, quando ganham, vão cuidar de suas vidas e de seus interesses.

Mas não podemos nunca esquecer que o povo é quem tem o poder, e que os governantes são apenas os representantes eleitos. Eles têm de atender as necessidades dos cidadãos, respeitar a sociedade acima de tudo, e se esforçar para cumprir as promessas feitas nas campanhas.

Devemos no lembrar de que ninguém exerce a cidadania somente de quatro em quatro anos, quando vota, e que, para que sejamos um país verdadeiramente democrático, temos que fazer o papel de cidadãos todos os dias, por mais difícil que isso às vezes pareça! 



01) Você achou elevado o número de brasileiros que admitem ter vendido voto? Justifique sua resposta:

02) O que você pensa a respeito da venda de voto? Já vendeu o seu? Venderia? Comente: 

03) O que significa "traí meu título"? Explique:

04) Posicione-se sobre a afirmação "O corrupto é corrupto até na hora da corrupção", argumentando:

05) Afinal de contas, quem é corrupto: quem compra o voto ou quem vende? Por quê? 



06) O título da charge condiz com a realidade de quem está votando nela? Explique:

07) Há um desvio gramatical na charge acima. Qual? Faça a alteração necessária para adequar tal palavra segundo a norma culta da Língua: 

08) O que seria votar de forma consciente? 

09) Podemos afirmar que pode ter sido numa dessas que o Tiririca ganhou na política? Justifique sua resposta:


10) Explique o que a expressão de cada personagem acima revela: 

11) Onde reside o humor da charge acima? Explique:

12) Pelo comportamento do eleitor, a que o candidato é comparado? Tem alguma lógica nessa comparação? Comente:

13) O que provalmente o político fez de ruim para ter "traumatizado" o eleitor? 


14) Explique a afirmação acima, posicionando-se sobre ela e argumentando bem:

15) O que, na verdade, o PÃO está ali representando, pelo contexto?

16) Que mensagem se pode extrair da imagem e da citação?



17) Responda à pergunta feita acima, explicando suas razões para pensar assim: 

18) Qual o objetivo do cartaz acima? 

19) Você acha que ele alcançou esse objetivo? Por quê? 

20) Utilizando todas as charges, texto, propaganda, e seus conhecimentos de mundo, elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo, respondendo ao tema: "Quanto vale o SEU voto?"

sábado, 27 de agosto de 2016

Atividade sobre o livro "O fantástico mistério de Feiurinha"



01) Por que todas as princesas tinham o mesmo sobrenome ENCANTADO?

02) Por que Chapeuzinho Vermelho não era princesa?

03) Com que personagem da história Chapeuzinho gostaria de ter se casado? Por quê?

04) Qual das heroínas estava sempre comendo?

05) Por que Dona Branca detestava maçãs?

06) Como Cinderela chegou ao castelo de Dona Branca? Por quê?

07) Do que Rapunzel reclamou, ao entrar na casa de Dona Branca? Qual era a causa do seu mal?

08) Que outras princesas chegaram ao castelo de Dona Branca?

09) Por que Dona Branca marcou essas reuniões?

10) Por que as princesas estavam tão preocupadas com o desaparecimento de Feiurinha?

11) Elas tentaram se lembrar da história de Feiurinha e não conseguiram. Nem sequer sabiam quem era o autor da história. Quem foi escolhido para descobrir o paradeiro da Feiurinha? Por quê?

12) Quem foi incumbido de procurar a pessoa que descobriria Feiurinha? Por que ele foi parar na casa desse autor?

13) O que o autor achou da proposta de Caio? Por quê? E você?

14) Que providências o autor tomou? Que informações ele obteve?

15) As princesas começaram a perder a paciência com tanta demora. O que elas fizeram?

16) Jerusa era empregada do autor. Como ela reagiu ao saber que aquelas sete mulheres eram as mais famosas princesas de todos os tempos? O que isso revela?

17) Outras buscas foram feitas e nada de Feiurinha, Quem acabou desvendando o mistério, trazendo-a de volta?

18) Ao autor sobrou uma missão. Qual era ela?

19) Que mensagem a leitura deste livro lhe transmitiu? Comente:

20) Que nota de 0 a 10 você daria a este livro? Justifique sua resposta:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Trabalhando com o curta "Dona Caroba"


Pretendo passar este vídeo para os meus alunos, para discutirmos sobre uma prática feíssima, mas infelizmente super comum nesta época: COMPRA DE VOTOS! 

Ainda não sei como trabalhei com esse curta, mas logo logo pensarei em alguma coisa. Porém, deixo-o aqui para perguntar se alguém com ele já trabalhou e de que maneira. Queria ideias, sugestões, relatos... Caso alguém ainda não o tenha assistido, mas fez isso aqui, agora, e queria trocar figurinhas também... Agradeço! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Eleições à vista!

As Olimpíadas já foram para a conta... Daqui a pouco é a vez das Paraolimpíadas... e logo logo as Eleições estarão batendo à nossa porta! Pensando nisso, criei esta simples atividade e espero, sinceramente, que gostem! Quem tiver alguma coisa relacionada e que queira acrescentar, por favor, é só dar um alô aqui nos comentários que eu dou um jeito! Combinado?!?

Charge 01:



01) Explique o duplo sentido presente no título da charge acima:

02) O que as marcas do "antes das eleições" indicam? Justifique sua resposta:

03) O que as marcas do "depois das eleições" revelam? Justifique sua resposta:

04) O que fazer para evitar essa segunda forma de tratamento? 

05) Que crítica a charge faz? Posicione-se sobre ela, argumentando bem: 


Charge 02: 

06) O que a charge acima denuncia? Comente o que você pensa a respeito disso, concordando ou discordando, argumentando num caso ou em outro: 

07) Invente uma fala para o político em questão, ou um pensamento para ele: 

08) Explique o modo imperativo presente no verbo escrito no quadro atrás do político:

09) Você acha que TODO político se comporta dessa maneira? Por quê? 

10) Que mensagem você mandaria para os políticos desse naipe? Capriche!

Charge 03: 


11) O que podemos entender da charge acima? Comente:

12) Podemos afirmar que a fala da bibliotecária foi irônica? Por quê? 

13) Justifique as aspas preesentes na fala do menino:

14) Que expressão está presente em cada uma das personagens? Justifique-as: 

15) Transcreva da charge um exemplo de numeral, classificando-o:

16) Justifique o acento indicador de crase presente na fala do menino:

17) O que você acha que o menino fez depois de ouvir a orientação da senhora? 

18) Que título você daria a esta charge? 


Charge 04: 


19) Qual a expressão presente no rosto de quem está filmando? Por que você acha que isso ocorre?

20) Que crítica a charge faz? A quem? Comente:

21) Você acha que o político se ofendeu com o pedido feito a ele? Por quê? 

22) O que tal charge tem a ver com a charge 02? 

23) Qual dessas duas você achou mais interessante? Justifique sua resposta:


24) Justifique o emprego da conjunção adversativa "mas" para o contexto:

25) Que crítica está embutida na charge acima? Você concorda com ela? Por quê?

26) Por que houve uma mudança fisionômica, no último quadrinho, em uma das personagens? 

27) Você concorda com o que foi falado no último balãozinho? Justifique sua resposta:


28) Justifique a ironia presente no título da charge acima:

29) De todas as "modalidades" presentes na charge, qual a que mais incomoda? Por quê?

30) Que mensagem a charge lhe transmitiu? 

31) O que todas as charges têm em comum? 

32) De que charge você mais gostou? Por quê? 

33) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema extraído das charges: 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Análise da música "Ideologia", de Cazuza

Ideologia

Meu partido
é um coração partido
e as ilusões estão todas perdidas
os meus sonhos foram todos vendidos
tão barato que eu nem acredito
eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
frequenta agora as festas do "Grand Monde"

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

O meu prazer
agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock' n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
pra nunca mais ter que saber quem sou 
pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose
meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver. 

(Cazuza)

01) Pelo contexto da música, por que o coração do eu lírico é "partido"? 

02) Explique o título da canção, aproveitando para sugerir um outro: 

03) Podemos afirmar que o terceiro verso da primeira estrofe é uma alusão a um livro intitulado "Ilusões perdidas", de Honeré de Balzac. Tal procedimento constitui o que se chama de:

         (a) intertextualidade   (b) pertinência   (c) pressuposição  (d) metáfora   (e) anáfora 

04) Transcreva da canção o(s) verso(s) que transmite descrença, desânimo, acomodação:

05) Copie do texto exemplos de estrangeirismos: 

06) A palavra "Ideologia" é dicionarizada ora como "conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo", ora como "conjunto de ideias que visa à manipulação e à alienação das pessoas". Os versos que melhor relacionam á primeira e à segunda acepções, respectivamente, são:

(a) "Os meus sonhos foram todos vendidos" / "Eu vou pagar a conta do analista";
(b) "Meus heróis morreram de overdose" / "É um coração partido";
(c) "Eu quero uma pra viver" / "Frequenta agora as festas do "Grand Monde";
(d) "Meu sex and drugs não tem nenhum rock´n´roll" / "Mudar o mundo"

07) Que mensagem a canção lhe transmitiu? Comente: 

Análise da música "Que país é esse?"

Que país é esse? 

Nas favela, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição,
Mas todos acreditam no futuro da nação.

Que país é esse?
Que país é esse? 
Que pais é esse? 

No Amazonas, no Araguaia-ia-ia,
Na baixada fluminense
Mato Grosso, Minas Gerais
E no Nordeste tudo em paz.

Na morte eu descanso
Mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão.

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro mundo se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão

Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

(Renato Russo)

01) De que país fala a música? Que país é esse, afinal?

02) A que tipo de sujeira você acha que a música se refere? 

03) Mesmo tal música sendo composta há mais de 30 anos, podemos afirmar que ela continua atual? Justifique sua resposta:

04) Há alguma contradição nos dois versos destacados na canção? Explique bem o seu raciocínio:

05) Trascreva do texto um verbo no gerúndio, explicando a sua função: 

06) Que mensagem a música lhe transmitiu? 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Que foi isso, Neymar?!?


01) Toda charge dialoga com algum acontecimento, com algum fato recente. No caso desta em questão, a que ela se refere? Comente: 

02) Quem são as personagens da charge? 

03) O que as expressões fisionômicas de cada personagem revela? Comente:

04) Que título você daria a essa charge?

05) No que diz a gramática, há um desvio na fala da personagem com relação ao pronome demonstrativo. Faça a adequação necessária, explicando seu ponto de vista:

06) Que mensagem a charge lhe transmitiu? O que você pensa a respeito disso? Justifique sua resposta: 

07) Crie uma possível fala para o personagem de amarelo, uma resposta para ele dar ao seu interlocutor: 

08) Em que reside o humor da charge? 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Atividade sobre o livro "A Droga do Amor"

Mais uma delícia de livro do queridíssimo Pedro Bandeira, ccom os Karas! Relembrando outra atividade que meus alunos, na época, amaram! Isso já faz, claro, quase uns vinte anos, mas... Certas histórias são mesmo atemporais! Concordam?!?



01) Dois das duas personagens têm seus nomes grafados em desacordo com a norma ortográfica vigente no Brasil: Magrí e Calú. Qual a intenção do autor em cometer esse pequeno "deslize"? 

02) O que torna o título do livro uma expressão ambigua? Justifique sua resposta:

03) No início, Magrí não se encontra no Brasil. Onde ela se encontrava? O que a levou até lá? O que a faz retornar? 

04) Durante a trama, a equipe dos Karas se dissolve e volta a se unir. Explique por que e como isso aconteceu:

05) Qual o foco narrativo da história contada no livro?

06) Quem sumiu da penitenciária máxima? 

07) Quem foi sequestrado no aeroporto de Cumbica?

08) Por que o anão estava sempre por perto da professora Iolanda?

09) Qual era o poder da droga do amor?

10) Como os Karas conseguiram encontrar o Doutor QI?

11) Que mensagem esse livro lhe transmitiu?

12) Que nota você daria a este livro? Justifique sua resposta:

domingo, 21 de agosto de 2016

Atividade sobre o livro "A Droga da Obediência"

Confesso que, às vezes, sinto muita falta de dar aula para o Ensino Fundamental. Tive experiências maravilhosas e bem ricas, sem falar que foi onde tudo começou. Sempre gostei muito de trabalhar com os livros paradidáticos, e, naquela época, os alunos realmente liam, sem tentar apelar pro famoso "copie e cole" do Google! 

Hoje então compartilho uma atividade super simples em cima do livro "A Droga da Obediência", do queridíssimo Pedro Bandeira. Espero que gostem! Comentem! 


01) O que fazia do Elite um colégio muito especial? Quem eram os Karas? Como eles se identificavam entre si?

02) Qual a trama central da história contada neste livro do Pedro Bandeira?

03) Qual foi o motivo da reunião de emergência dos Karas?

04) Quando Miguel foi raptado, ficou sabendo dos planos do Doutor QI. Que planos eram esses?

05) Assistindo ao debate na televisão sobre a "Droga da Obediência", Miguel entende que "a guerra ainda estava longe, muito longe de terminar". Por quê? 

06) Por que Miguel, ao analisar seu próprio comportamento, acabou reconhecendo que não era o líder que maginava ser?

07) No início, Chumbinho impõe sua presença aos Karas, que pretendem despistá-lo após a resolução do caso. Entretanto, ele acaba conquistando seu lugar entre o grupo. Como ele consegue esse feito?

08) O autor "erra" de propósito a grafia do nome de duas personagens. Quais são elas? Por que o autor cometeu esse "erro"? 

09) Explique o título do livro, aproveitando para sugerir outro:

10) O que você achou do livro abordado? Comente: 

11) De que parte do livro você mais gostou? Por quê? 

12) De que parte do livro você menos gostou? Justifique sua resposta:

13) Que mensagem ele lhe transmitiu?

14) Que pergunta você gostaria de fazer ao autor deste livro? 

sábado, 20 de agosto de 2016

CONVITE para a Semana de Arte Moderna

Usando todos os seus conhecimentos sobre a Semana de Arte Moderna, ou a famosa "Semana de 22", e conhecedo os artistas mais significativos desse período, você deverá bolar um novo CONVITE, atualizado, para esse evento! Capriche! E veja só como foi o convite daquela época! 


Veja só este que interessante, para você ter uma ideia! Seja o mais criativo(a) possível! Arrase! Mas não se esqueça de colocar os dados essenciais do gênero CONVITE: Quando? A que horas? Onde?


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Análise da Música "Janaína"

Janaína

Janaína acorda todo dia às quatro e meia
E já na hora de ir pra cama, Janaína pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu
Janaína é passageira. 

Passa as horas do seu dia em trens lotados,
Filas de supermercados, bancos e repartições
Que repartem sua vida. 

Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos.
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz.
Ela diz 
Que apesar de tudo ela tem sonhos,
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz. 
Se Deus quiser... 

Janaína é beleza de gestos, abraços, 
Mãos, dedos, anéis e lábios,
Dentes e sorriso solto
Que escapam do seu rosto.

Janaína é só lembrança de amores guardados.
Hoje é apenas mais uma pessoa
Que tem medo do futuro - que aconteceu? -
Se alimenta do passado.

Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos.
Mas ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz.
Diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos.
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz.
Se Deus quiser..

Já não imagina
quantos anos tem
Já na iminência
De outro aniversário.

Janaína acorda todo dia às quatro e meia
Já na hora de ir pra cama, Janaína pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu.

(Biquíni Cavadão)


01) Copie do texto um substantivo próprio, justificando sua resposta:

02) Que outro título você daria à música? Por quê?

03) Quantas estrofes existem no texto? E quantos versos, no geral? 

04) Copie do texto uma passagem que revela que a protagonista tem uma espécie de rotina:

05) Explique a passagem em destaque na primeira estrofe:

06) Copie do texto um exemplo de numeral, classificando-o: 

07) Explique o sentido da passagem destacada no quinto parágrafo, tentando responder a esta pergunta: 

08) Há os mesmos versos presentes no começo do texto e no final dele. O que isso revela? 

09) Baseando-se no relato do texto, utilize cinco adjetivos para caracterizar a protagonista:

10) Transforme a canção em uma HQ (História em Quadrinhos), aproveitando todos os detalhes: 

11) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente: 

12) Que conselho ou recado você mandaria para a Janaína? 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

E o comentário sobre o biscoitinho GLOBO rendeu...

Texto 01: Biscoito Globo tem defesa apaixonada nas redes sociais

Iguaria, que foi tachada de "sem graça" pelo "New York Times", 
virou foto de perfil de muita gente no Facebook


RIO - O povo do Rio de Janeiro não perdeu o gingado quando veículos estrangeiros se apressaram em reclamar da zika, da violência e da infraestrutura na cidade olímpica. Deu no “New York Times”, porém, que o clássico Biscoito Globo é “sem gosto”, “sem graça”, “ar transformado em bolacha”. E aí — como sói quando gringos opinam sobre tradições locais — o tempo fechou.

O português Milton Ponce, 77 anos, um dos três sócios-fundadores da marca, não quer falar com ninguém. Foi ele quem recebeu David Segal, correspondente olímpico do NYT, na fábrica do biscoito feito de polvilho, leite, ovo, gordura hidrogenada, sal (ou açúcar). Não gostou do artigo que, além de criticar seu produto, reprovava a gastronomia carioca como um todo. Segundo seu filho Marcelo, está “recolhido”.

Marcelo, 33 anos, é sócio minoritário e administrador da fábrica — desde 1963 na Rua do Senado, no Centro. Lá, o quitute que chega a R$ 5 em supermercados paulistas é vendido por R$ 1. O herdeiro comenta:

— Ficou chato. Meu pai prefere não falar. Mas o apoio é tanto que a gente não precisa falar nada — diz Marcelo, que ontem acabou publicando uma mensagem na web: “Obrigado, New York Times! Uma crítica negativa nunca repercutiu tão positivamente para uma marca!

Nos últimos dias, cariocas e simpatizantes inundaram as redes sociais com duas variedades de posts sobre o tópico: ataques rancorosos ao jornal americano e defesas apaixonadas do petisco. Muitos, como o arquiteto Chicô Gouvêa, trocaram suas fotos de perfil por uma imagem da famosa iguaria. Outros milhares curtiram e compartilharam uma foto do escritor Marcelo Rubens Paiva que enquadra o Morro Dois Irmãos na famosa rosquinha.

Até o site de humor “Sensacionalista” entrou na brincadeira, com a manchete irônica: “Após crítica do ‘NYT’, Biscoito Globo terá corante amarelo e sabor artificial de bacon”. Já o publicitário Joel Nascimento Jr., que mora em Boston, detonou Brasil, Estados Unidos e a discussão com um tweet: “Biscoito Globo não tem gosto de nada, pretzel também não. Deixem o ‘NYT’ pra lá e não embarquem em outra polêmica inútil.”

Há quem lembre que o biscoito nunca ameaçou vida, diferentemente do pretzel, que quase sufocou o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, em janeiro de 2002.

A celebrada chef Roberta Sudbrack, gaúcha de Porto Alegre, manifestou no Instagram seu apoio de “carioca por adoção”: “Não se mexe com ícones culturais de um povo! Ainda mais gastronômicos! Tudo é subjetivo! Mas de Biscoito Globo o nosso afetivo entende!”

O chef Claude Troigros, que inclui biscoitos no couvert de seu restaurante Olympe, concorda: — Não se pode criticar uma tradição. Remete ao estilo e o jeito carioca de ser.

Luciana Fróes, crítica de gastronomia do GLOBO (sem relação com o biscoito), defende que o lanche é saudável:

— Acabo de voltar de um spa onde tinha Biscoito Globo. Ele não te dá bode, não é trash — diz Luciana, que elogia a onipresença do produto: — Você está engarrafado no Túnel Rebouças e, opa, ele surge. Suja o carro, mas eu adoro.

‘MANTENHO O QUE ESCREVI’

David Segal, autor do texto polêmico do ‘NYT’, reconhece: ignorava que estava mexendo com uma instituição:

— Sabia que o biscoito era popular, mas não que era tão relevante pros cariocas. Estou sendo xingado de coisas impublicáveis — diz Segal, que tem uma coluna de direitos do consumidor e fica no Rio até o fim dos Jogos.

O americano não retira o que disse sobre o sabor do biscoito (ou a falta dele). Ao mesmo tempo, admite que não levou em conta o contexto:

— Reconheço que ele se insere na experiência: na praia, com mate, deve ser melhor. Da mesma forma, torcedores dos EUA toleram intragáveis hot-dogs porque estão no estádio.

Na segunda-feira, Segal foi levado ao tradicional botequim Galeto Sat’s, e, Copacabana, para conhecer galeto, pão de alho e coração de galinha. Seu lanche carioca preferido? O sanduíche de filé com abacaxi do vizinho Cervantes.

(Emiliano Urbim)

(http://oglobo.globo.com/rio/biscoito-globo-tem-defesa-apaixonada-nas-redes-sociais-19938373)



01) Explique a expressão destacada no primeiro parágrafo do texto:

02) Tal expressão está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta:

03) Você já comeu o biscoito em questão? Concorda com os rótulos dados a ele? Comente:

04) No quarto parágrafo, podemos afirmar que existe uma antítese na passagem destacada? Por quê?

05) Transcreva do texto uma passagem em que também apareça uma antítese, explicando-a: 

06) Explique a ironia presente na manchete do "Sensacionalista", uma característica comum a este site, posicionando-se sobre isso:

07) Posicione-se, concordando ou não, e explicando bem, sobre a afirmação “Não se mexe com ícones culturais de um povo!":

08) Qual a importância da passagem entre parênteses, para o contexto, utilizada no quarto parágrafo? 

09) Copie do texto uma passagem que remeta a um FATO e outra que seja remetida a uma OPINIÃO, diferenciando ambas: 

10) Observe a expressão abaixo, utilizada no texto, explicando se você já tinha se deparado com ela e que outro termo poderia substituí-la sem prejuízo no sentido: 


Texto 02: Vida é biscoito Globo



- Vai ficar aí sentada? Parece uma pata choca!
A mãe da moça tinha frases delicadas como essa. Bem pouco carinhosas. Frases-espeto. Que ela ia enfiando sem dó. Entre assustada e dolorida, a moça pulava e se mexia.
Me diga quem nunca espetou? Quem nunca foi espetado? Quem nunca teve seus momentos de pata choca? Eu tenho. Muitos. Quando me pego como pata choca, sei que estou no fim da linha. Largada. Vencida. Triste. Azeda. Me espeto sem dó. Pulo. Mas, entre assustada e dolorida, volto a caminhar.
Mesmo sem forças, sigo. Como criança emburrada que não quer ir para a escola. Mas vai empurrada. Eu me empurro. Outro jeito não há. Digo mais. Quando uma pata está choca é sinal que está gerando vida. Vai nascer alguma coisa.
Choco pensamentos, ideias. O que pode ser ótimo. Mas se me mantenho inerte, sem nada fazer para que meus ovos passem de teoria à prática e eclodam, de que me adianta?
O medo das mudanças trava. Paralisa. O medo resseca. Tira o sabor e o molejo. É preciso tratar a inércia. O velho hábito de ser mais do mesmo, de se manter sem mudanças, mata por dentro aos poucos.
Não são as mudanças que trazem o sucesso? Que abrem novas frentes e possibilidades? Porque não mudar?
Por medo de se dar mal. Medo de não ser bem visto. De não ser mais querido. De perder o valor aos olhos do outro.
Moça, a vida é biscoito Globo. A gente nunca agrada a todo mundo. E, mesmo agradando, uns vão te gostar mais doce. Outros, mais salgada. Não ligue. Importa é o seu valor. Importa estar perto de quem te valoriza. O resto é o resto.
Existe uma diferença entre os que falam para machucar. Os que podiam se calar e não calam de pura maldade. E dos que falam por amor.
Mães, muitas vezes, precisam espetar para que os filhos não empaquem na vida. Espetam por angústia de ver que a coisa só rumina e não anda. Pode parecer esquisito, mas espetam por amor.
Porque quem ama se importa. Quer seu bem. Sabe que você pode mais do que imagina. Quer te ver mais feliz. Então, moça, se ofenda menos, se perceba mais. Se choque menos, reaja mais. Saia dessa lama e lute pela sua vida. Quando uma pata choca, é sinal de que ali tem vida.
Há momentos em que o fogo é inevitável. Vai ficar de fora no estilo pata choca ou entrar de cabeça e se deixar cozinhar? Se deixe cozinhar. O fogo provoca mudanças. Todo problema também.
No sofrimento enfrentado, viramos boa comida. Adquirimos tempero. A maciez da flexibilidade para novas situações. O jogo de cintura dos que se permitiram transformações. Na fuga, só encruamos. Duros e insossos.
No consultório, não chamo ninguém de pata choca! Há formas mais delicadas de se tratar a inércia. E, na verdade, acho que pessoas que se dispõem a fazer terapia jamais serão patas chocas. São corajosas. São lutadoras. São dignas de toda a minha admiração. Estão ali renovando os temperos. E garantindo que a vida pode, sim, e sempre, ser melhor.
Mostre seu valor sem medo. Seja biscoito Globo. Garanta se manter interessante, fresca, crocante. Quem quiser, que te compre. Quem não quiser, que se dane. Siga feliz.


(Mônica Raouf El Bayeh) 
(http://extra.globo.com/mulher/um-dedo-de-prosa/vida-biscoito-globo-19946276.html#ixzz4Hg8EtY4N)

11) Explique a expressão destacada logo no primeiro parágrafo do texto 02, dizendo se você costuma ou não usá-la:

12) Tal expressão está no sentido denotativo ou conotativo? Justifique sua resposta, aproveitando para diferenciar os dois sentidos para essa expressão:

13) O que são "frases-espeto"? Que outra expressão você utiliza e que tem o mesmo sentido?

14) Posicione-se sobre a passagem destacada no quarto parágrafo, concordando ou discordando dela, com argumentos:

15) Transcreva do texto um vocativo, explicando a importância dele para o contexto:

16) Por que as "espetadas" das mães, segundo a autora, costumam ser diferentes? Você concorda com isso? Já foi muito espetada(o) nesse sentido?

17) No décimo primeiro parágrafo, a palavra destacada trata-se de um vocativo ou não? Explique bem a sua resposta:

18) Destaque do texto uma passagem que tenha despertado a sua atenção de maneira especial, justificando essa escolha:

19) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

20) O que os dois textos têm em comum? Comente, aproveitando para explicar por que as duas imagens a seguir também dialogam com eles:



Análise da música "Cérebro eletrônico", do Gilberto Gil


Cérebro eletrônico

O cérebro eletrônico faz tudo,
Faz quase tudo,
Quase tudo,
Mas ele é mudo.

O cérebro eletrônico comanda,
Manda e desmanda,
Ele é quem manda
Mas ele não anda.

Só eu posso pensar
Se Deus existe,
Só eu.
Só eu posso chorar
Quando estou triste,
Só eu.
Eu cá, com os meus botões
De carne e osso,
Eu faço e ouço,
Eu penso e posso,
Eu posso decidir
Se eu vivo ou morro.
Porque, porque sou vivo,
Vivo pra cachorro.
E sei que cérebro eletrônico nenhum
Me dá socorro
Em meu caminho
Inevitável para a morte.
Porque eu sou vivo,
Ah, sou muito vivo,
E sei que a morte
É nosso impulso primitivo.
E sei
Que cérebro eletrônico nenhum
Me dá socorro,
Com seus botões de ferro e seus olhos de vidro.

(Gilberto Gil)


01) O autor vê a máquina como um ser que auxilia o homem, mas que tem muitos limites em relação à capacidade humana. Localize os versos que comprovam essa afirmação:

02) Quais os limites da máquina que o autor aponta?

03) Entre os traços de superioridade do homem em relação à máquina, que o autor aponta, está a capacidade de sentir e de tomar decisões importantes. Localize os versos que dizem isso:

04) O que significa “Eu cá, com os meus botões” / “De carne e osso”?

05) O que o poeta evidencia com estes versos: “Porque, porque sou vivo / Vivo pra cachorro” e “Porque eu sou vivo, / Ah, sou muito vivo”?

06) De todos os limites apontados no texto, qual (ou quais) você acha que a máquina não pode ultrapassar? Por quê?

07) A letra dessa canção tem caráter dissertativo? Por quê?

08) O homem é capaz de não se deixar subjugar totalmente pela máquina? Em que circunstância?

09) Qual deve ser o lugar da máquina na vida do homem? Que tipo de coisas ela deve fazer? O que não deve (e não pode) fazer?

10) É possível uma convivência pacífica e proveitosa entre o homem e a máquina? Ou ela representa uma ameaça ao ser humano? Justifique sua resposta:

11) Que outro título você daria ao texto?

12) Copie do texto duas orações coordenadas sindéticas adversativas, explicando:

13) Copie do texto duas orações coordenadas sindéticas aditivas, justificando:

14) Copie do texto duas orações coordenadas assindéticas, explicando bem:

15) Copie do texto uma oração coordenada sindética explicativa, explicando:

16) Ao ler o título da música qual é a primeira ideia que lhe vem à mente?

17) Na sua opinião por que o eu lírico diz no primeiro verso que o cérebro eletrônico faz tudo e no segundo verso, muda de opinião e diz faz quase tudo?

18) O autor vê a máquina como um ser que auxilia o homem, mas que tem muitos limites em relação à capacidade humana. Localize os versos que comprovam essa afirmação:

19) Entre os traços de superioridade do homem em relação à máquina, que o autor aponta, está a capacidade de sentir e de tomar decisões importantes. Localize os versos que dizem isso:

21) Eu posso decidir / Se vivo ou morro por quê / Porque sou vivo.

Diferencie semanticamente os dois porquês empregados nos versos acima:

22) Só eu posso pensar / Se Deus existe

Explique a mudança de sentido que ocorreria no posicionamento ideológico do eu lírico se trocássemos a conjunção SE por QUE.

23) No trecho “só eu posso pensar / se Deus existe”, o termo "só" enfatiza a idéia de:

A) isolamento.
B) distanciamento.
C) dúvida.
D) antecipação.
E) exclusividade.

24) "...com os meus botões de carne e osso" "com seus botões de ferro e olhos de vidro". Analise o sentido dos versos, assim como a escolha da linguagem conotativa e denotativa: