sexta-feira, 29 de abril de 2016

A importância de ter corpo e mente sãos

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa  sobre:

“A IMPORTÂNCIA DE UM CORPO E MENTE SÃOS”

Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Instruções:

1.   O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
2.   A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
3.   A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
4.   A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
5.   A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação  terá o número de linhas copiadas desconsideradas  para efeito de correção.


Texto 01:

modelo-thaiz-pazeto-1-jpeg.jpgA  modelo Thaís Pazeto, que foi uma das finalistas do concurso Musa do Brasil, compartilhou com os fãs um drama que tem vivido nos últimos seis meses. Em entrevista ao site Ego, Thaís disse que sofre de vigorexia. O distúrbio que deixa a pessoa insatisfeita com a aparência, consiste no vício em atividades físicas para obter um visual mais sarado.

Apesar de ter um corpo escultural, Thaís confessou que já fez dietas malucas e frequentou em um único dia a academia três vezes. “Cheguei ao cúmulo de malhar três vezes por dia e substituir toda a minha dieta por massa magra, comia só frango basicamente. Me olhava e ainda me olho no espelho e sempre penso que preciso melhorar o corpo. Isso me deixa em desespero!”.
Thaís falou também sobre as consequências da vigorexia: "Sentia os meus músculos tremerem por todo o corpo, era como se eles estivessem sentindo os efeitos físicos de uma abstinência de exercícios físicos. Isso me deixava aflita, mas eu continuava”.

Para combater o problema, Thaís disse que conta hoje com ajuda de profissionais especializados e luta para treinar de forma moderada. “Continuo indo para a academia, mas comecei a mudar a minha cabeça. O ponto psicológico é fundamental para a minha recuperação. É um tratamento de choque. Estou numa fase quase recuperada".  
(Disponível em: http://conexaopenedo.com.br/2016/04/finalista-de-concurso-thais-pazeto-luta-contra-a-vigorexia/)

Texto 02:
Vigorexia

A vigorexia, transtorno dismórfico muscular ou Síndrome de Adônis, é uma doença psicológica caracterizada por uma insatisfação constante com o corpo, que afeta principalmente os homens, levando-os à prática exaustiva de exercícios físicos.

Por norma, os vigoréticos adotam uma alimentação muito restritiva e passam a eliminar o consumo de gorduras, exagerando no consumo de alimentos ricos em proteínas, com vistas no aumento da massa muscular. É comum que eles também abusem dos anabolizantes.

Eles ficam sempre insatisfeitos com os resultados, vendo-se como indivíduos muito magros, apesar de serem muito fortes e terem músculos muito bem desenvolvidos. Por isso, a vigorexia é considerada um tipo de Transtorno Obsessivo Compulsivo e necessita de tratamento.


Texto 03:
doenças.png

Texto 04: 
Percebe-se atualmente uma busca exagerada pelo corpo perfeito. Influências da mídia, meio social ou outros contextos interferem de tal forma na percepção corporal da pessoa que esta pode apresentar quadros complexos como o distúrbio da bulimia, que em sua prática pode gerar a anorexia. Padrões de beleza que glorifica os músculos também podem gerar distúrbios como a vigorexia, no qual o sujeito não está satisfeito com o seu corpo mesmo já estando com uma aparência bastante forte e musculosa. Muitos pensam que ainda não estão fortes o suficiente, que precisam malhar mais. Indivíduos que têm essas falhas na percepção corporal necessitam de tratamento psicoterápicos e acompanhamento médico e nutricional também. Esse conjunto de tratamentos, juntamente com a força de vontade do paciente, poderá surtir efeitos positivos, mesmo a longo prazos. O que não se deve fazer é ignorar esse problema tão cruel que atinge não apenas mulheres, mas muitos em geral por todo o mundo. Problema este que deve ser confundido com “frescura” ou brincadeiras, mas sim, encarado como realmente deve ser: uma doença.(...)
Texto 05:

vigorexia.jpg

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar

Em função da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos assimilados ao longo de sua formação, faça uma dissertação argumentativa sobre “o papel da mulher na sociedade contemporânea”. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Instruções:

1. O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
2. A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
3. A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
4. A redação que apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos receberá nota zero.
5. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Texto 01:  Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

(A quase primeira-dama, 43 anos mais jovem que o marido, aparece pouco, gosta de vestidos na altura dos joelhos e sonha em ter mais um filho com o vice)

Marcela Temer é uma mulher de sorte. Michel Temer, seu marido há treze anos, continua a lhe dar provas de que a paixão não arrefeceu com o tempo nem com a convulsão política que vive o país - e em cujo epicentro ele mesmo se encontra. Há cerca de oito meses, por exemplo, o vice-presidente, de 75 anos, levou Marcela, de 32, para jantar na sala especial do sofisticado, caro e badalado restaurante Antiquarius, em São Paulo. Blindada nas paredes, no teto e no chão para ser à prova de som e garantir os segredos dos muitos políticos que costumam reunir-se no local, a sala tem capacidade para acomodar trinta pessoas, mas foi esvaziada para receber apenas "Mar" e "Mi", como são chamados em família. Lá, protegido por quatro seguranças (um na cozinha, um no toalete, um na entrada da sala e outro no salão principal do restaurante), o casal desfrutou algumas horas de jantar romântico sob um céu estrelado, graças ao teto retrátil do ambiente. Marcela se casou com Temer quando tinha 20 anos. O vice, então com 62, estava no quinto mandato como deputado federal e foi seu primeiro namorado.

(...) Bacharel em direito sem nunca ter exercido a profissão, Marcela comporta em seu curriculum vitae um curto período de trabalho como recepcionista e dois concursos de miss no interior de São Paulo (representando Campinas e Paulínia, esta sua cidade natal). Em ambos, ficou em segundo lugar. Marcela é uma vice-primeira-dama do lar. Seus dias consistem em levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, em São Paulo, e um pouco dela mesma também (nas últimas três semanas, foi duas vezes à dermatologista tratar da pele).Por algum tempo, frequentou o salão de beleza do cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi, famoso pela clientela estrelada. Pedia luzes bem fininhas e era "educadíssima", lembra o cabeleireiro. "Assim como faz a Athina Onassis quando vem ao meu salão, ela deixava os seguranças do lado de fora", informa Biaggi. Na opinião do cabeleireiro, Marcela "tem tudo para se tornar a nossa Grace Kelly". Para isso, falta só "deixar o cabelo preso". Em todos esses anos de atuação política do marido, ela apareceu em público pouquíssimas vezes. "Marcela sempre chamou atenção pela beleza, mas sempre foi recatada", diz sua irmã mais nova, Fernanda Tedeschi. "Ela gosta de vestidos até os joelhos e cores claras", conta a estilista Martha Medeiros.

Marcela é o braço digital do vice. Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambiente. Um fica longe do outro a maior parte da semana, uma vez que Temer mora de segunda a quinta-feira no Palácio do Jaburu, em Brasília, e Marcela permanece em São Paulo, quase sempre na companhia da mãe. Sacudida, loiríssima e de olhos azuis, Norma Tedeschi acompanhou a filha adolescente em seu primeiro encontro com Temer. Amigos do vice contam que, ao fim de um dia extenuante de trabalho, é comum vê-lo tomar um vinho, fumar um charuto e "mergulhar num outro mundo" - o que ocorre, por exemplo, quando telefona para Marcela ou assiste a vídeos de Michelzinho, que ela manda pelo celular.

 ...Michel Temer é um homem de sorte.
(Juliana Linhares)
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bela-recatada-e-do-lar)


Texto 02Livre, respeitada e do bar

(Pelo direito de ser E DE NÃO SER bela, recatada e do lar)

Quando a gente acha que já teve náuseas suficientes nos últimos dias, surge uma reportagem sobre a esposa do Michel Temer, intitulada “bela, recatada e do lar”. Antes de tudo, que fique claro, não vejo nenhum problema se uma mulher quiser ser bela, recatada e do lar. Como disse Simone de Beauvoir, “que a liberdade seja a nossa própria substância”. Toda mulher é livre para escolher o caminho que torna-a realizada. Isso só se torna um problema quando um dos maiores veículos de informação do país coloca- ainda que de forma velada- essas características como padrão a ser seguido, e coroam a reportagem dizendo que Temer é um homem de sorte.

Precisamos olhar para isso. Pensar sobre isso. Precisamos repensar esse encardido conceito de “bela”. A boa e velha mulher objeto que tem seu valor diretamente relacionado ao quão agradável ela é aos olhos alheios. O fato de que a primeira análise de uma mulher sempre será a respeito da sua aparência (mesmo quando ela está apresentando um projeto no trabalho ou esperando o ônibus no ponto) é algo que o feminismo tenta extirpar há décadas. Mas o mundo não está interessado em mostrar que a beleza da mulher está muito além da estética.

Mulher bonita é a mulher que luta, meus queridos.Na sequência temos a mulher “recatada”. Essa é a tal mulher que “se dá o respeito” aos olhos machistas e conservadores.  São esses mesmos olhos que acham que a mulher que saiu de saia curta contribuiu para o próprio estupro. Recatada é a mulher que sabe ficar em silêncio em uma discussão “de homem”. 

A mulher que “se recolhe à própria insignificância”. A mulher que se recolhe.

Não. Nós não vamos nos recolher. E isso é só o começo.

E a cereja do bolo: “do lar”. Quando a expressão “do lar” significa trabalhar cuidando da casa, ela é uma característica fantástica e honradíssima, para homens ou para mulheres.  Cuidar da casa é exaustivo, necessário e relevante. Mas quando “do lar” vem depois de “recatada”, sabemos que não se trata de zelar da casa. Trata-se de “não se expor”, de “ser uma boa esposa”, de “ocupar seu lugar de mulher”.

Lugar de mulher. Lugar de mulher é onde ela quiser, amigo.É no bar, tomando whisky. É em casa, lendo jornal e comendo amendoim. É em plataforma de petróleo. É na sala de aula, assistindo e lecionando. É em pista de skate. É na câmara dos deputados.  É dirigindo táxi. É na rua, à noite, sozinha. É no mundo.

(...) O que nós estamos vendo é, além de tudo, uma tentativa de mudança ideológica em muitos campos. Mudança essa que coloca a mulher, a família, os trabalhadores, os gays, os negros e tantos outros no lugar que eles julgam adequado. Isso se chama retrocesso e isso dá medo. Mas, sabem como é, o medo nunca nos impediu de lutar.

Michel Temer é um homem de sorte? Pode ser que seja. Assim como o marido (ou mulher) de uma engenheira. De uma militante feminista. De uma faxineira. De uma stripper. De uma professora de biologia. Mas a existência de uma mulher não serve para ser mero acessório da felicidade de um cônjuge. A nossa existência serve para fazer sentido por si só. Para não se encaixar em modelos ultrapassados. (...) Para sermos livres e respeitadas, seja no lar ou seja no bar. Nós somos muito mais do que eles querem que a gente seja. E é bom que eles estejam prontos para isso.

(Ruth Manus)
(Disponível em: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/livre-respeitada-e-do-bar/)

Texto 03:

Nesta semana a revista Veja fez uma matéria com Marcela Temer, esposa de Michel de Temer e, logo na manchete, a definiu assim: bela, recatada e do lar. O texto soava elogioso ao fato de Marcela ser discreta, falar pouco e usar saias na altura do joelho. Para boa feminista, meia imposição basta.

Fica evidente a tentativa da revista de fazer uma oposição ao que Dilma representa. Uma mulher aguerrida, forte, fora do padrão imposto do que se entende que uma mulher deve se comportar. Mas, é como se dissessem: mulher boa é a esposa, a primeira dama, a “que está por trás de um grande homem”.

(...) Destaco que não critico aqui Marcela e mulheres que possuem estilo parecido. O problema é julgar que esse modelo deve ser o padrão.

É não respeitar a mulher como ser humano, alguém que pode estar num lugar de liderança, e que tem o direito de ser como quiser sem julgamentos à sua moral ou capacidade.

(...) O lado bom da reportagem foi a campanha virtual que feministas lançaram logo após a matéria ir ao ar. Várias estão postando fotos fazendo coisas que a sociedade acredita não serem para uma mulher com a hashtag bela, recata e do lar.Há fotos com mulheres bebendo, no bar, trabalhando, com roupas curtas, com o objetivo de mostrar que lugar de mulher deveria ser onde ela escolhe estar. Percebe-se como, apesar de alguns avanços que tivemos, a mentalidade machista perdura e é ainda tão 1792...


Textos 04, 05 e 06:







terça-feira, 26 de abril de 2016

Ainda sobre cuspidas na cara...

A defesa da cusparada, um retrocesso evolutivo

Triste momento nós estamos vivendo, onde o desespero por ter razão faz com que até cusparada seja tida como contra-argumento defensável. É simples, mas como vejo muitos adultos alfabetizados cometendo esse equívoco, faço questão de tentar explicar o absurdo inerente a essa forma de pensar. Começando pelo argumento mais utilizado, aquele que aceita a cusparada como um revide aceitável quando a vítima emite opiniões divergentes em tom agressivo. No caso, dois políticos dentro do Plenário da Câmara. Os dois já defenderam ditadores, os dois são extremistas em seus pontos de vista. Cada um deles tem o direito de expressar suas opiniões naquele local, por mais repulsivas que sejam. Se você os considera abjetos, perceba, eles foram eleitos pelo povo. Então, num exercício rápido de lógica, você pode constatar que o reflexo nunca será diferente do monstro que se posiciona na frente do espelho. 

Quando você defende uma cusparada dada por um deles no outro, afirmando que foi um revide impulsivo contra uma atitude de desrespeito, valorize o esforço de seus pais em sua educação primária, você está incoerentemente aplaudindo um gesto bestial como método honroso para granjear respeito. E os cuspes celebrados se multiplicam. O ator revoltado dá uma cusparada num casal que o agredia verbalmente em um restaurante, perdendo qualquer razão que poderia ter na discussão. E, ao invés de pedir desculpas públicas, afirma não se arrepender do ato impensado. Quando o ser humano deixa de pensar exatamente nos conflitos argumentativos, onde é levado a exercer essa habilidade que nos difere dos animais irracionais, ele está exercitando apenas o seu direito de ser imbecil. 

Você aprende a ler e a escrever, estuda décadas com plena dedicação, daí, quando chega o momento em que você é levado a utilizar eficientemente sua retórica para defender seu ponto de vista no calor da discussão, você dá uma cusparada. Você não tem que pedir perdão apenas pra quem recebeu no rosto a saliva expelida de sua boca, mas também pedir perdão aos seus professores, pedir perdão aos seus pais e aos filósofos que se erigiram ao longo da história como preceptores do, lamento dizer, dada a análise que faço no texto, superestimado gênero humano. Tenho absoluta certeza que irão aparecer comentários criticando minha visão sobre o tema, pessoas irão afirmar que estou dando mais importância ao cuspe do que à agressão verbal que o incitou, provavelmente as mesmas que repetem mantras tolos como “direitos humanos para humanos direitos”. Então já respondo aqui: Estude. Leia mais e fale menos. 

Quando o ser humano aceitar a selvageria como opção defensável na democracia, ele estará cavando sua própria sepultura existencial. Não há agressão brutal o bastante que não possa ser aniquilada pela força da palavra. A cusparada é o recurso dos desesperados e dos inseguros.

(Octavio Caruso)


01) Que fato(s) da atualidade serviu(serviram) como "estímulo", como base para esse texto ter sido escrito? 

02) Quais são os dois políticos indiretamente mencionados no texto? O que eles têm de diferente e o que eles têm em comum? 

03) A que ator o texto também se refere? Explique:

04) Copie do texto uma passagem que contenha uma certa ironia, explicando-a: 

05) Posicione-se sobre as passagens destacadas no texto, argumentando a fim de defender bem o seu ponto de vista! 

06) Qual a opinião do autor sobre as cuspidas? Quais os argumentos principais levantados por ele para defender essa opinião? 

07) Você já cuspiu em  alguém? Já sentiu vontade? Cuspiria? O que você pensa a respeito disso, de um modo geral? Comente: 

08) Você realmente acha que o maior problema foi a cuspida? Justifique sua resposta: 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

10) Vale a pena dar uma refletida sobre o vídeo abaixo:



quarta-feira, 20 de abril de 2016

Analisando o momento politico atual


01) Posicione-se sobre o tema fornecido pela charge acima, justificando sua resposta com, no mínimo, três argumentos bem convincentes:

02) A que o brasileiro se referia quando pensou que "o Brasil precisa de novas bases"? O que seriam, basicamente, essas novas bases? De quais antigas se livrariam? 

03) Pela construção da charge e todos os detalhes presentes nela, qual parece ser a opinião do chargista sobre esse assunto? Explique:


04) Observe, isoladamente, a primeira frase presente na charge acima. Posicione-se sobre ela, justificando seu ponto de vista:

05) A última fala surpreendeu você? Ou não? Justifique sua resposta: 

06) O que a charge denuncia? O que  você pensa a respeito disso? 



07) No último domingo, você deve ter reparado que o Brasil ficou dividido entre o SIM e o NÃO para o Impeachment da Presidente Dilma. Além desses dois grupos, você percebeu alguma outra subdivisão entre eles? Se sim, quais? Explique seu raciocínio:

08) Considerando os dois grandes grupos (e suas subdivisões, se for o caso), enumere quais os possíveis interesses (desejos) de cada um deles: 

09) Você teria votado no SIM ou no NÃO? Qual seria a sua justificativa na hora do voto? 

10) O que a charge critica? Justifique sua resposta, posicionando-se sobre ela: 

11) Pelo que você, de um modo geral, tem observado no quadro político atual, você se considera uma pessoa otimista ou pessimista? Explique sua resposta: 


12) Pela tirinha acima, podemos perceber que o Armandinho, mesmo sendo ainda uma criança (ou talvez justamente por isso), esperava outro tipo de comportamento dos "representantes do povo". Como seria, no mínimo, esse comportamento? Explique:

terça-feira, 19 de abril de 2016

Todo dia deveria ser dele, mas...





























Cara de índio

Índio cara pálida, 
Cara de índio 
Índio cara pálida,
 Cara de índio 
Sua ação é válida 
Meu caro índio
 Sua ação é válida,
 Valida o índio 
Nessa terra tudo dá
 Terra de índio 
Nessa terra tudo dá 
Não para o índio 
Quando alguém puder plantar, 
Quem sabe índio
 Quando alguém puder plantar 
Não é índio 
Índio quer se nomear
 Nome de índio 
Índio quer se nomear, 
Duvido índio
 Isso pode demorar, 
Coisa de índio
 Índio sua pipoca, 
Tá pouca índio
 Índio quer pipoca 
Te toca índio
 Se o índio se tocar,
 Touca de índio
 Se o índio toca,
 Não chove índio 
Se quer abrir a boca 
Pra sorrir índio 
Se quer abrir a boca, 
Na toca índio
 A minha também tá pouca, 
Cota de índio 
Apesar da minha roupa, 
Também sou índio. 

(Djavan)

  • Observando todas as imagens e a letra de música acima, assim como todo o seu conhecimento sobre o tema, crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo que responda à seguinte pergunta: "Por que nem todo dia é dia de índio?"
  • De qual charge você mais gostou? Por quê? 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Muito orgulho desses jovens guerreiros!


Com a Educação da Rede Estadual do Rio de Janeiro em GREVE (e eu, claro, sou grevista, com muito orgulho), tem ocorrido muita pressão pra cima de todo mundo! Quanto desgaste! Muito triste todo ano confirmar o quão grande é o descaso dos governantes com a Saúde e com a Educação, especialmente. Com a Saúde, o povo até tenta cobrar mais, denuncia, já que é mais pro AGORA, mas a Educação... fica não em segundo plano, mas em último, e acham que pode se deixar pra amanhã, ou depois, pro ano que vem, pro outro, e por aí vai!!! 

Tenho dezoito anos de Estado e, neste tempo, fiz muito mais greve do que não fiz e é impressionante como todo mundo parece se voltar contra as nossas tão justas lutas... O governo (que já era de se esperar, obviamente!), os pais, os alunos, a mídia descaradamente comprada e que vomita uma série de mentiras para tentar denegrir a nossa imagem e proteger os políticos corruptos em troca de regalias! Vergonhoso e triste escambo!

Mas desta vez sinto algo bem diferente no  ar... e me alegro... Os pais se mostraram e têm se mostrado muito compreensivos, solidários, e os alunos então... Minha nossa!!! Já são mais de setenta escolas ocupadas por eles, que cuidam da escola, limpam, cozinham, promovem atividades culturais, provando que "quem ama (de verdade) cuida!". Estão dando aulas de organização e de CIDADANIA! E eles sabem bem de que lado estão! Já perceberam claramente o quanto a luta é justa, é NOSSA, e que há lições grandes demais para ficarem apenas dentro das salas de aulas. Como a greve também ensina! Como eu tenho aprendido com essa moçada! Como cada um deles tem me renovado a esperança! Como sou grata! Como eu me orgulho!

Cada ocupação me deixou, me deixa e me deixará emocionada... por ver que quando a gente cansa da luta vem essa galera e nos coloca mesmo pra descansar um pouco e assume a luta, assume o comando! Alguns pais também, que coisa linda! Quanto gás! Quanto apoio! Eu certamente, com essa idade, estaria lá, fazendo o mesmo, conforme aprendi com quase todos os professores guerreiros (e grevistas!) que passaram pela minha vida. E é impossível não explicitar uma emoção em especial: hoje ocuparam o "Miguel Couto", ou, vulgo, o ESTADUAL, escola em que estudei dos 5 aos 16 anos... e isso não só me encheu de alegria, como me fez trans-bor-dar!

Se quando eu olho pros políticos, em sua grande maioria, especialmente no grande circo que foi o dia da votação pro Impeachment da Dilma, no último domingo, eu sinto NOJO e VERGONHA, quando eu olho pra essa juventude corajosa, guerreira, parceira, justa, eu sinto muita ALEGRIA, EMOÇÃO e ORGULHO! Muito obrigada! É por vocês que eu ainda não desisti... é por vocês que eu insisto... resisto... porque vocês me representam! #ocupatudo

(Andreia Dequinha - professora que AINDA tem esperança no que faz, graças a vocês!) 

domingo, 17 de abril de 2016

Bobagens (Sírio Possenti)

Um programa como o de Jô Soares não é o melhor exemplo para ser estudado por quem deseja descobrir como funciona uma entrevista. Um dos lugares comuns sobre a questão diz que um bom entrevistador é o que faz o entrevistado falar até mesmo o que ele não desejaria. O programa do Jô não é o melhor exemplo pela simples razão de que o entrevistado dele é sempre uma escada: o que diz serve para uma tirada do entrevistador. Dependendo do tema e do entrevistado, a coisa funciona bem. Às vezes, no entanto, a entrevista desanda. O que se explica facilmente: existem temas em relação aos quais, mesmo lendo bastante, da cozinha ao teatro, Jô não tem a mínima habilitação.
Um dia desses os entrevistados eram Martinho da Vila e o Presidente de uma Associação de Magistrados. Mesmo cansado, pensei em assistir. O Martinho é um grande papo, e a questão do Judiciário está pegando fogo.

A conversa com Martinho ia bem, até que Jô perguntou sobre seu conhecimento de línguas africanas, já que de alguns discos participam músicos angolanos cantando músicas nativas. Martinho disse o óbvio: que, tendo estado na África várias vezes, mesmo em temporadas curtas, aprendeu um pouco. Não conhece as línguas, mas se vira (e acrescentou que o mesmo ocorre em relação ao francês, o que mostra que ele é normal). Mas Jô o interrompeu para comentar que se pode aprender as línguas africanas mesmo em pequenas temporadas, porque elas têm poucas palavras. E botou para funcionar suas leituras de almanaque. Informou que em suaíli as palavras querem dizer muitas coisas. E deu um exemplo, uma certa palavra que pode ser empregada em várias situações. Decidi dormir, perdi a entrevista com o magistrado. Achei que não suportaria uma lição de direito constitucional do mesmo nível.

Disse que Jô acionou suas leituras de almanaque, mas a coisa é mais grave do que isso: trata-se do grosseiro preconceito linguístico e cultural. Se a gente abre um dicionário – Jô aparentemente abre, tem até vários em formato eletrônico –, a coisa mais interessante que se pode descobrir é que todas as palavras têm muitos sentidos, que todas as línguas são como o suaíli ou o suaíli é como todas as línguas.

Pode-se fazer isso aleatoriamente. Cito um exemplo do português e um do inglês. Tome o verbo “ligar” e está lá: apertar, prender, unir, fazer aderir, estabelecer relações, unir por vínculos morais e afetivos, prestar atenção, acionar o motor, fazer girar o disco do telefone, unir em combinação química (ver o famoso Aurélio, que registra ainda outros sentidos). Vejam agora a palavra inglesa “pack”: para começar, pode ser verbo ou nome. Alguns sentidos: coleção de coisas; pacote contendo um certo número de coisas semelhantes; maneira pela qual alguma coisa é empacotada; grande quantidade; grupo de animais que vivem juntos; soma total de algo, como frutas ou vegetais, processadas ao mesmo tempo; comprimir na forma de massa compacta; ir embora rapidamente, etc. (MacMillan Contemporary Dictionary).

A experiência nossa de cada dia mostra que qualquer palavra tem muitos sentidos. Que esse não é um “problema” de línguas faladas por povos considerados inferiores.

Com suas intervenções no campo, Jô confirma uma tese corrente e, por azar, verdadeira: as línguas ainda são o espaço em que vigoram os mais grosseiros preconceitos.

(Sírio Possenti)

1. Qual é o assunto principal do texto?

2. Como o autor rebate a afirmação de Jô Soares sobre as línguas africanas?

3. Por que tal afirmação do apresentador é um grosseiro preconceito linguístico e cultural?

4. Por que o autor desistiu de ver a segunda entrevista naquela noite?

5. Que conclusão tira o autor do episódio? 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Atividades para o retorno às aulas

Eu estava elaborando essas atividades no início de 2015 e minha filha, na época com 8 aninhos, pediu para me ajudar. Leu que eu tinha feito vários textos sobre as férias e quis fazer um também. É minha parceira em tudo mesmo! 

Texto 01: Férias

Para muitos, férias é sinônimo de bola
para mim, só trabalho rola.
Tenho que ajudar minha mãe
a arrumar dinheiro para sustentar
cinco bocas.
Não é fácil! Três irmãos menores, eu e ela.
Meu pai? Não conheço, nunca  vi.
Faço de tudo: engraxo, vendo bala no sinal,
o que importa é que não seja nada de mau. 
(Rosa Corrêa) 

Texto 02:

Querido Diário,
Dá para acreditar que a professora de Língua Portuguesa passou uma redação sobre as férias?!!!
Em pleno século XXI, 2015, e a "tia" passa uma atividade tão ultrapassada,tão  infantil!!! Será que ela  pensa que somos crianças? Pô, já estamos no sexto ano!!! Fala sério!
Afe!
Se bem que...   alguém  que escreve em um diário em vez de num blog, não  pode ser considerada  moderninha rsrsrs .
O que posso falar das minhas férias? 
Hum... dormi  horrores, acordei tipo meio-dia, comi tudo que via pela frente, fiquei na  Internet o restante do dia e à noite assisti a tudo que é filme até de madrugada.
 Pronto! Só isso!
Parece chato, sem graça?  Pode até ser para alguns, para mim, foi perfeito! Só não ter que seguir uma rotina, acordar e dormir na hora que me dá na telha, já foi ótimo.
By, by!
(Rosa Corrêa)

Texto 03:

"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 
"Navegar é preciso; viver não é preciso."
Quero para mim o espírito desta frase, transformada 
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não 
É necessário; o que é necessário é criar.
(Fernando Pessoa)



Amo esse poeta e essa frase dos navegadores antigos me impressionou muito. Só faria uma modificação:Viajar é preciso!
Adoro conhecer outros lugares! Aproveitei o recesso escolar para passear e descobrir novos lugares. Dessa vez. fui  nas cidades históricas de Minas Gerais. Foi tudo de bom! História é minha matéria preferida! Viajei e aprendi! Fiz duas coisas que amo de paixão!
Volto às aulas renovado!
                                                                                                      (Rosa Corrêa) 

Texto 04:

Férias 

Alguns brincam,
alguns viajam,
alguns ficam de bobeira,
alguns veem TV
outros, com um animal
Alguns leem e outros escrevem
E você? gosta de fazer o quê?
                                                                     (Hannah Maria Corrêa Lutterbach) 

1. O que todos os textos têm em comum?

2. Com que texto você se identificou mais? Justifique sua resposta.

3. O  protagonista do texto 03 disse que sua matéria predileta é História. E a sua? Por quê?

4. O que podemos inferir sobre o personagem do texto 01?

5.Que atitude contraditória a protagonista do texto 02 apresentou? 

6. Relendo os três primeiros textos, quem você acha que aproveitou  melhor as férias? Comente sua resposta.

7. Em que o último texto se difere dos demais?

8. Responda à pergunta do último verso do poema da autora Hannah:" O que você mais gosta de fazer nas férias?"

Texto 05:

9. Faça um texto  citando  palavras que as férias lhe fazem lembrar como o autor do texto 05 fez:

Texto 06:

10. O que causa o humor na tira acima? 

Texto 07: 

11. Faça a sua receita de férias: