segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Mas é claro que elas existem...

Charge 01: 

Charge 02: 


Charge 03:


Charge 04: 


Charge 05: 


Charge 06: 


Charge 07: 


Charge 08: 


Charge 09: 


Para refletir...


01) Que crítica encontra-se presente em cada uma das charges selecionadas? 

02) Aproveite para dar um título a cada uma delas: 

03) Qual charge você achou mais interessante? Por quê? 

04) Posicione-se sobre a reflexão presente na última imagem da leva...

Um soco no estômago mesmo...!!!



01) Responda, sinceramente, à primeira pergunta que aparece no vídeo acima:

02) Qual o objetivo do vídeo? Ele conseguiu cumprir com esse objetivo? Justifique sua resposta:

03) O que mais incomodou você no vídeo? Por quê?

04) Que mensagem o vídeo lhe transmitiu? Comente:

domingo, 30 de outubro de 2016

Atividade sobre a música "A Banda" - Chico Buarque



A Banda

Estava à toa na vida, 
o meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
cantando coisas de amor
A minha gente sofrida 
despediu-se da dor
Pra ver a banda passar, 
cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Pra ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Qu‘inda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar, 
cantando coisas de amor

Mas, para meu desencanto, 
o que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar 
depois que a banda passou
E cada qual no seu canto, 
em cada canto uma dor
Depois de a banda passar, 
cantando coisas de amor.

(Chico Buarque de Holanda)


01) Há exemplos de oralidade nessa letra de música? Se sim, copie-o(s):

02) Na segunda estrofe, há um mesmo verbo utilizado com sentidos diferentes. Que verbo é esse? Explique esses dois sentidos: 

03) Na última estrofe, explique os diferentes sentidos da palavra CANTO: 

04) Que mensagem a música lhe transmitiu? Comente: 

05) Faça a análise morfológica das palavras destacadas no texto: 

06) Agora você deverá transformar toda a música em uma HQ! Não deixe faltar nenhum detalhe! Capriche! 

sábado, 29 de outubro de 2016

"O Isolado" (Elias José)

Meu caro:

Quando você descer a serra, encontrará uma estrada larga e, depois, um trilho. Vá pelo trilho. Siga sempre em frente. Bem longe de tudo me encontrará. Ando escondido do mundo, mas abrirei as portas para você. Afinal, ainda há muita estima entre nós e isto me fará fazer a exceção. Apresentar um mundo bonito para todos, seria bom. Mas você vai ter pena ao notar como mudei. Não tenho bebidas para oferecer-lhe, talvez um cafezinho ou chá a gente consegue. Já não bebo e das coisas do passado só me restam um livro de Drummond e um disco da Bethânia. Estavam comigo e para aqui vieram também. Não tenho toca-discos, mas a voz vai penetrando pela sala, que é quarto e cozinha, toda vez que toco nele. A vista não me ajuda a ler versos, mas conheço cada página pelo tato. Minto, não há só o livro e o disco. Há também o retrato dela, de perfil, linda demais. A única lembrança dela, do que foi nosso. Ainda gosto muito de lembrar-me: nossas festas, nossas danças, as bebidas. Tudo tão perto-distante, tão longe-perto. Não conta para ela, nem diga que escrevi, que ainda existo. Ela também deve julgar que morri, não é verdade? Acho que morri mesmo. Depois do desastre, não tive mais coragem de me olhar no espelho. Falavam tanto de minha cara, julgando-me inconsciente. Senti as ataduras, as deformações. Fugi antes que algum conhecido chegasse ao hospital. Agora a barba cobre parte do rosto, o cabelo cresceu. Penso que logo ficarei completamente irreconhecível. Vou parecer mendigo ou louco. Penso em aparecer por aí. Vou me encostar nas paredes dos bares em que íamos para rever cada um, sem ser visto. 

Você, eu espero ver logo. Um abraço do sempre amigo. 

(Elias José)

01) De que sentimento este texto fala? Justifique sua resposta:

02) Há no texto um clima de saudade, de nostalgia. De que o autor sente saudade? Por quê?

03) Em dado momento, o autor fala de dois sentidos que são suplantados pelo tato. Quais são eles? Justifique: 

04) Há no texto a constante ausência de pessoas e coisas. O que está ausente na vida do autor?

05) Indiretamente, o autor deixa transparecer o que aconteceu com ele. O que foi? Como ele ficou, física e psicologicamente? 

06) Há uma frase nominal bastante poética no texto. Qual? Comente-a: 

07) O texto traz um parágrafo gigante, o que você sabe que é considerado uma inadequação. Divida o texto em mais parágrafos: 

08) Que mensagem o texto lhe transmitiu?

09) Que conselho você daria ao autor da suposta carta?

10) Coloque-se no lugar do amigo que recebeu esta carta e, em seguida, responda-a, não deixando passar nenhum detalhe: 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Atividade sobre a música "Um homem também chora" - Gonzaguinha


Um homem também chora

Um homem também chora,
menina morena,
também deseja colo
palavras amenas.
Precisa de carinho,
Precisa de ternura.
Precisa de um abraço
 da própria candura.

Guerreiros são pessoas
são fortes
são frágeis
Guerreiros são meninos
no fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
que os torne refeitos

É triste ver este homem
guerreiro
menino
com a barra de seu tempo
por sobre seus ombros.
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
a dor que tem no peito
pois ama e ama
O homem se humilha
se castram seu sonho
seu sonho é sua vida
e vida é trabalho
e sem o seu trabalho
um homem não tem honra
e sem a sua honra
se morre
se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz...

(Gonzaguinha)

01) Com quem fala o eu lirico da música acima? Justifique sua resposta, com uma passagem do texto:

02) Segundo o texto, quem são os guerreiros? De que precisam?

03) Por que o autor diz que este homem é um "guerreiro menino"?

04) Explique os versos: "o homem se humilha / se castram seu sonho / seu sonho é sua vida":

05) Você concorda com o autor ao dizer que "a vida é trabalho"? Por quê? 

06) Por que o poeta diz que "não dá pra ser feliz"? 

07) Transcreva do texto um exemplo de antítese, explicando seu raciocínio:

08) Que mensagem a música lhe transmitiu? Explique:

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"Você é um número" (Clarice Lispector)


Você é um número

Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista tem carteira com número, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento -- tudo é número. 

Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem o número da cadeira. 

É por isso que vou tomar aulas particulares de Matemática. Preciso saver coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. 

Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.

Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também. 

Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.

Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados. 

Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica. 

Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo. 

E Deus não é número. 

Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número sexo, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 

(Clarice Lispector)

01) Podemos afirmar que o texto acima é uma crônica? Justifique sua resposta:

02) Qual o assunto do texto abordado?

03) A autora já começa com uma advertência. Qual?

04) Qual a importância dessa advertência para o texto de um modo geral?

05) O texto todo gira em torno de uma enorme crítica ao ser humano em sociedade, mas em um dos parágrafos há uma crítica bem mais acentuada. Qual é esta crítica e a quem é dirigida? Você concorda? Por quê? 

06) Na sua opinião sincera, o protesto da autora é inútil? Justifique sua resposta:

07) Há diferença entre ser tratado pelo nome ou por um número? Explique seu ponto de vista:

08) Durante toda a exposição de seus pensamentos acerca dos números que rodeiam nossa vida, a autora confirma a todo instante que tudo é numerado. Apenas o que escapa de ser numerado, segundo ela? Ela tem certeza disso? 

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

10) O texto encerra-se com uma indagação. Reflita e tente escrever um pequeno texto, posicionando-se a respeito dessa questão. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"Pausa" (Mário Quintana)

Pausa


Quando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa na leitura de coisas feitas, ou na feitura de minhas próprias coisas, surpreendo-me a indagar com que se parecem os óculos sobre a mesa

Com algum inseto de grandes olhos e negras e longas pernas ou antenas? Com algum ciclista tombado? Não, nada disso me contenta ainda. Com que se parecem mesmo?

E sinto que, enquanto eu não puder captar a sua implícita imagem-poema, a inquietação perdurará. 

E, enquanto o meu Sancho Pança, cheio de si e de senso comum, declara ao meu Dom Quixote que uns óculos sobre a mesa, além de parecerem apenas uns óculos sobre a mesa, são, de fato, um par de óculos sobre a mesa, fico a pensar qual dos dois -- Dom Quixote ou Sancho? -- vive uma vida mais intensa e, portanto, mais verdadeira...

E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade da recriação das coisas em imagens, para terem mais vida, e da vida em poesia, para ser mais vivida. 

Esse enigma, eu passo a ti, pobre leitor. E agora? 

Por enquanto, ante a atual insolubilidade da coisa, só me resta citar o terrível dilema de Stechetti: "Io sonno um poeta o sonno um imbecile?"

Alternativa, aliás, extensiva ao leitor de poesia... 

A verdade é que a minha atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele. E daí? 

-- Mas o melhor -- pondera-me, com a voz pausada, o meu Sancho Pança --, o melhor é repor depressa os óculos no nariz. 

(Mário Quintana)

01) Com quem você acha que se parece mais: Dom Quixote ou Sancho Pança? Justifique sua resposta:

02) Na sua opinião, qual dos dois vive uma vida mais intensa, mais verdadeira, mais emocionante? Por quê? 

03) Atualmente você acha que os escritores fazem o leitor pensar ou pensam por ele? Aponte as vantagens e as desvantagens disso:

04) O texto implicitamente nos informa que o poeta é mais Sancho Pança ou Dom Quixote? Comprove, incluindo uma passagem do texto:

05) "...o melhor é repor depressa os óculos no nariz". Qual o significado real desse conselho?

06) Perante os olhos da sociedade, é mais fácil ser Sancho Pança ou Dom Quixote? Justifique sua resposta:

07) Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema "Sancho Pança x Dom Quixote": 

08) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto de Quintana:

09) Que mensagem a charge abaixo lhe transmitiu? 


10) Associe a tirinha abaixo ao texto e à charge acima, explicando bem:


terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Trágico acidente de leitura" (Mário Quintana)

Trágico acidente de leitura

Tão comodamente que eu estava lendo, como quem viaja num raio de lua, num tapete mágico, num trenó, num sonho. Nem lia: deslizava. Quando de súbito a terrível palavra apareceu, apareceu e ficou, plantada ali diante de mim, focando-me: ABSCÔNDITO. Que momento passei!... O momento de imobilidade e apreensão de quando o fotógrafo se posta atrás da máquina, envolvidos os dois no mesmo pano preto, como um duplo monstro misterioso e corcunda... O terrível silêncio do condenado ante o pelotão de fuzilamento, quando os soldados dormem na pontaria e o capitão vai gritar: Fogo! 

(Mário Quintana)

01) Quantos parágrafos tem o textículo acima? E quantas frases?

02) Podemos afirmar que se trata de um texto narrativo? Justifique sua resposta: 

03) Há descrição no texto? Se sim, comprove com uma passagem extraída do mesmo: 

04) O que o narrador quis dizer nas duas primeiras frases? 

05) Podemos afirmar que o ato de ler dá prazer ao narrador? Justifique com uma passagem do texto:

06) O que o aparecimento da palavra desconhecida provocou na leitura? Você já se sentiu assim? 

07) A palavra em questão já era sua conhecida? O que (acha que) ela significa? 

08) Ao ler determinados textos, criamos uma imagem em nossa mente do fato que está sendo relatado. Por que isso ocorre?

09) Que relação o autor faz entre essa imagem e a palavra "abscôndito"?

10) Em "Acidente mata Dias Gomes em SP", a palavra ACIDENTE no título de uma matéria jornalística, e no título criado por Quintana tem o mesmo sentido? Por que teria este escolhido tal palavra? Comente:

11) Por que a palavra “abscôndito” apareceu em letra maiúscula no texto?

12) Por que o autor empregou reticências no texto?

13) Que ideia lhe sugere a palavra “abscôndito”? Agora procure o significado dela no dicionário e veja se você passou perto:

14) O que você achou do texto? Sentiu dificuldade de entendê-lo? Por quê?

15) Tente chutar o significado para as palavras desconhecidas nas frases seguintes, consultando, em seguida, o dicionário para saber o verdadeiro significado delas:

a)    Vou defenestrá-lo se não se comportar direito!
b)    Gosto muito de carne engrolada.

16) Procure no dicionário 5 palavras desconhecidas e engraçadas, que você acredite que ninguém da sua turma conheça!  Coloque o significado de cada uma no caderno e depois escreva as mesmas numa folha separada para trocar com algum colega! Cada um deverá inventar significados para as palavras que receber e depois criar um pequeno texto usando todas elas! Vamos ver o que vai sair?!?

17) Diga a que classe gramatical cada palavra destacada no textículo pertence, bastando apenas reconhecê-la, sem precisar analisar cada uma por completo. Não se esqueça de, para facilitar, numerar cada palavra! 

Essas metamorfoses nossas de cada dia...

Texto 01: Metamorfose

Um homem 
que costumava achar toda gente estúpida
(menos ele próprio) 
acordou certa manhã
transformado em burro.
Ficou muito triste e durante três dias não comeu coisa
alguma.
Não achava mais gosto em comida de gente
e tinha vergonha de comer 
comida de burro.
Mas a fome o acabou forçando 
a experimentar capim
que ele achou estranhamente saboroso.
Alguns dias mais tarde
zurrava alegremente
Passado um mês 
puxava a carroça pela rua
como a coisa mais natural do mundo. 
E quando, muito tempo depois, 
ele acordou de novo transformado em gente,
ficou muito triste e se achou estúpido. 

(José Paulo Paes)


01) Justifique o título do texto:

02) Que mensagem podemos extrair da leitura desse texto?

03) Indique 5 adjetivos que caracterizem o protagonista da história: 

04) Que outro título você daria a esse texto?

05) Classifique morfologicamente as palavras destacadas no textículo:

06) Tente responder, se puder: "Me responda você, que parece sabichão: / se lagarta vira borboleta, por que trem não vira avião"?!?

Texto 02: Metamorfose ambulante

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião 
Formada sobre tudo. 

Eu quero dizer 
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo. 

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou.

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor.

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator.

É chato chegar 
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.

Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

(Raul Seixas)

07)  Que mensagem a música acima lhe transmitiu?

08) Posicione-se sobre o refrão, explicando e usando, no mínimo, três argumentos:

09) O que os dois textos têm em comum? Como eles dialogam? Explique:

10) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo acerca da ideia contida na passagem a seguir:

11) Com qual texto você se identificou mais? Por quê? 

12) Diga a que classe gramatical pertence cada palavra destacada no texto 02: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Atividades sobre o MENOR ABANDONADO


Texto 01: Filhos de estimação

Li em algum lugar que uma entidade protetora dos animais está oferecendo cães e gatos abandonados a pessoas de bom coração que queiram adotá-los. Os animais passaram por veterinário, estão ótimos de saúde, não oferecem perigo. Por que foram atirados à rua? Quem sabe porque as pessoas enjoam dos bichos quando eles crescem. Ou porque bicho dá trabalho. Não sei, porém, se vocês repararam que os cachorros e gatos vagabundos estão diminuindo nas ruas. Era comum antes topar com dezenas de vira-latas perambulando pelas calçadas, cheiriscando muros e latas de lixo. Agora pouca gente usa lata para guardar lixo. O próprio lixo emagreceu, não tem mais a atração da fartura de desperdício de tempos atrás. Inflação, custo de vida, essas coisas. A captura municipal se aprimorou. A campanha de prevenção da raiva alertou os donos dos bichos. E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraídos

Para substituir esses animaizinhos desvalidos surgem novos bandidos de crianças desgarradas em São Paulo. Se antes uma criança pedindo esmola chamava nossa atenção, hoje nós a olhamos com naturalidade e indiferença. Dar ou recusar uma nota, uma moeda, tornou-se um gesto maquinal. 

Suponho que o destino desses guris está selado: eles acabarão na cadeia. Ou nos encostarão contra a parede a qualquer momento, o revólver em nosso peito. 

É possível que amanhã, com outro Governo, o Brasil não seja um grande exportador de armas, mas passe a ser conhecido no mundo como uma país de brio que deu às crianças esquálidas e tristes não direi diploma de doutor, isso seria um enorme milagre inútil. Mas uma oportunidade de trabalho, ao menos isso, com um pagamento que lhes permita, depois de aprender uma profissão prática, ganhar a vida com o coração limpo e honestidade. Podemos sonhar acordados. 

(Lourenço Diaféria)

01) O texto acima é um fragmento de uma crônica em que o autor aponta um grave problema social de São Paulo e do Brasil. Indique, em cada parágrafo, um tópico que resuma a ideia central de cada um deles: 

02) Escreva como se relacionam logicamente os quatro parágrafos em relação à mensagem que se quer transmitir:

03) Considere as afirmações e assinale a alternativa correta: 

I - A ironia é utilizada pelo cronista para sugerir que ele e muitas pessoas não estão sensibilizados com a gravidade dos fatos.
II - O fim a que se destina o texto é de envolver o leitor e convencê-lo de algumas ideias fundamentais. 
III - A palavra "filhos" se refere a elementos humanos e está empregada com referência às crianças desgarradas. 

(A) Apenas I e II estão corretas.
(B) Apenas II e III estão corretas.
(C) Apenas I e III estão corretas.
(D) Todas as alternativas estão corretas.

04) A expressão "Li em algum lugar", destacado no texto, indica vaguidão ou certeza? Qual foi o objetivo de se utilizar a mesma?  

05) Responda, com pelo menos três argumentos, à pergunta em negrito no texto: 

06) Explique a carga semântica presente neste trecho, destacado no texto, especialmente na palavra aqui sublinhada: "O próprio lixo emagreceu": 

07) Justifique o plural presente na palavra em destaque na frase seguinte: "E os automóveis não perdoam cachorro e gato distraídos":

Texto 02: Gente também é bicho: preserve a criança brasileira

Despreocupação social ou falta de sorte? Mal nasceu e já vive em condições tão miseráveis. Condições estas, que nenhum ser, por mais inferior que possa ser, mereça viver. Esse é o retrato da criança brasileira no mundo atual. Morando nas ruas, alimentação precária, sem estudo e na maioria, sendo explorada pelos pais para arranjar uns míseros trocados. 

Mas o que fazer para ajudar essas crianças? Afinal, elas são o futuro de toda uma geração. Sem elas, estaremos próximos, muito próximos, de um processo triste e pecaminoso de extinção.

Tempo e dinheiro são duas coisas hiper-importantes e muito preciosas. Então, para que gastá-los com campanhas beneficentes relativas à questão ambiental, quando nosso futuro está jogando nas ruas, na sarjeta, precisando tanto de nossa ajuda, preocupação e atenção para com eles. 

Falta preocupação não só do governo, mas também de toda a população. Não é uma questão de "cada macaco no seu galho". Isto é questão social. Que deve preocupar a toda uma população. 

Enfim, temos que abraçar nosso futuro. E este, está presente em cada rostinho alegre e descontraído das nossas crianças. Vamos fundar uma ONG, não de preservação ambiental, e sim, de apoio sócio-cultural a nossos filhotes. Caso contrário, o futuro será repleto de flores, tartarugas marinhas e ursos panda, mas, e a RAÇA HUMANA? 

(Redação de uma aluna) 


08) Justifique o título do texto acima, relacionando-o ao seu conteúdo:

09) Que crítica ele faz? A quem, em especial? Explique: 

10) Fazendo uma reflexão sobre os dois textos lidos, é correto afirmar que o problema social apontado por eles é o mesmo? Justifique sua resposta:

11) Explique a expressão destacada no texto 02, relacionando-a ao assunto discutido em ambos os textos: 

12) Segundo o texto 01, um "diploma de doutor, isso seria um enorme milagre inútil". Explique e justifique essa afirmação com base nos dois textos: 

13) Que nota você daria ao texto 02, que é uma redação? Por quê? 

14) Interprete a charge abaixo e relacione a mesma aos dois textos lidos: 


15) Elabore um texto dissertativo-argumentativo, nos moldes do ENEM, sobre o tema "Menor abandonado: um problema de todos nós";

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

"Nunca descuidando do dever", de Marina Colasanti

Jamais permitiria que seu marido fosse para o trabalho com a roupa mal passada, não dissessem os colegas que era esposa descuidada. Debruçada sobre a tábua com olho vigilante, dava caça às dobras, desfazia pregas, aplainando punhos e peitos, afiando o vinco das calças. E a poder de ferro e goma, envolta em vapores, alcançava o ponto máximo da sua arte ao arrancar dos colarinhos liso brilho de celulóide

Impecável, transitava o marido pelo tempo. Que, embora respeitando ternos e camisas, começou sub-repticiamente a marcar seu avanço na pele do rosto. Um dia notou a mulher um leve afrouxar-se das pálpebras. Semanas depois percebeu que, no sorriso, franziam-se fundos os cantos dos olhos. 

Mas foi só muitos meses mais tarde que a presença de duas fortes pregas descendo dos lados do nariz até a boca tornou-se inegável. Sem nada dizer, ela esperou a noite. Tendo finalmente certeza de que o homem dormia o mais pesado dos sonos, pegou um paninho úmido e, silenciosa, ligou o ferro.

(Marina Colasanti)

01) A proposta é a seguinte: Você continuará o texto acima, imaginando possíveis continuações para a situação apresentada. 

Componha dois pequenos textos (cerca de dez ou doze linhas):

a) um com desfecho trágico;

b) outro com desfecho cômico;

02) Justifique o título do texto, aproveitando para criar um outro: 

03) Pelo texto, apresente 5 características para a mulher e mais 5 para o marido:

04) Assinale o substantivo que melhor define a esposa:

(A) gratidão;
(B) respeito;
(C) insegurança;
(D) vaidade;
(E) obstinação;

05) Comprove a sua resposta para a questão anterior com uma ou mais passagens do texto:

06) Faça a análise morfológica das palavras destacadas no texto:

07) Divirta-se com a história em questão transformada em HQ:



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Atividade sobre o curta "Minha vida de João" (23 minutos)


Sinopse: O curta é um desenho animado, sem palavras, que conta a história de um garoto chamado João e os desafios que ele enfrenta durante seu processo de crescimento, para tornar-se um homem em nossa sociedade: o machismo, a violência familiar, a homofobia, as dúvidas com relação à sexualidade, o primeiro emprego, a primeira relação sexual, gravidez da namorada, uma DST e a paternidade. (Duração: 23 minutos)

01) No curta, o que significa o lápis / borracha? Segundo ele, quem tem que cuidar das crianças, ainda que esteja fazendo outras tarefas: com o pai ou com a mãe? O que você pensa sobre isso? Comente:

02) Você viu algo de errado quando João imita a mãe? Justifique sua resposta, aproveitando para dizer como se deveria proceder nesses casos: 

03) Qual o problema enfrentado pela família de João? Isso é comum de acontecer? Que consequências isso pode trazer para a criança? Como resolver? 

04) Há algum mal em meninos brincarem com bonecas? Existem brincadeiras típicas de menino e de menina? Isso tem que ser uma regra? Comente:

05) O que se sugere ao retirar a boneca da mão do João e colocar um revólver? Posicione-se sobre isso, dizendo que leitura você faz disso: 

06) João reluta na hora de, como os outros meninos, jogar pedra no gato, mas acaba fazendo. Como você interpreta tal fato? Explique:

07) Depois da violência contra o gato, João se mostra arrependido? Como você percebeu isso? Comente: 

08) Como João queria ter um violão, o que ele resolve fazer? Isso foi fácil de acontecer? Por quê? 

09) No que João parecia ser diferente dos outros meninos da idade dele? Isso é bom ou ruim? Comente:

10) Com base no que foi apresentado no curta, cite 5 adjetivos que caracterizem João: 

11) Que problema aconteceu com o João e como isso aconteceu? É comum de ocorrer com as pessoas dessa idade? Justifique sua resposta:

12) Você acha que João fez bem em contar sobre o seu problema à Maria? E o que ela também aproveitou para contar a ele? Eles administraram bem tudo isso? Por quê? O que você faria no lugar de cada um deles? 

13) Que parte do filme você achou mais interessante? Por quê?

14) Que mensagem podemos extrair do curta? Comente:

15) Qual a finalidade desse curta? Ela teve êxito? Explique:

domingo, 16 de outubro de 2016

Classificados...

Maria Joana Knijnick, solteira, procura pessoa do sexo oposto para fim de casamento. O interessado deve ser pessoa sensível, que goste de ouvir música, que seja alegre, que goste de passear domingo de manhã, que goste de pescar, que goste de passear na relva úmida da manhã, que seja carinhoso, que sussurre aos meus ouvidos que me ama, que tenha bom humor, mas que também saiba chorar. Que saiba escutar o canto dos pássaros, que não se importe de dormir ao relento numa noite de lua, que saiba caminhar nas estrelas, que goste de tomar banho de chuva, que sonhe acordado e que goste muito do azul do céu. Prefere-se pessoa que saiba escutar os segredos de um riachoe que não ligue aos marulhos do mar; que goste de bife com arroz e feijão, mas que prefira peru com maçã, dá-se preferência a pessoas de pés quentes, que gostem de andar de barco, que gostem de amar e que não puxem as cobertas de noite. Não se exige que seja rico, de boa aparência, que entenda Kafka ou saiba consertar eletrodomésticos, mas exige-se principalmente que goste de oferecer flores de vez em quando. Endereço: Rua da Esperança, 43. 

(Autor desconhecido)

01) Qual o objetivo dos classificados, de um modo geral?

02) Qual o objetivo específico deste? Comprove com uma passagem do próprio texto:

03) Como você acha que é a Maria Joana do texto? Descreva-a (com características físicas e psicológicas!):

04) Imagine que alguém resóndeu ao anúncio de Maria Joana. Escreva essa resposta: 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Atividade sobre o curta "Era uma vez outra Maria" (20 minutos)



Sinopse: O curta é um vídeo educativo que apresenta a história da menina Maria, que percebe que meninas são criadas de maneira diferente dos meninos, e descobre que essa criação influencia seus desejos, comportamentos e atitudes, e passa a questionar o seu papel no mundo. (Duração: 20 minutos)

01) Já no começo, o curta apresenta comportamentos típicos de menina e de menino, ainda que isso gere uma certa insatisfação. Comente sobre isso:

02) Você acha que existem, por exemplo, brincadeiras para menina e outras para menino? Justifique sua resposta: 

03) O que o lápis simboliza na história? Ele foi muito usado? Explique:

04) E em sua vida? Esse lápis costuma aparecer muito? Comente:

05) De acordo com a história, liste cinco adjetivos referentes à Maria:

06) O que a amiga de Maria relatou para ela e as outras amigas? O que ela fez? Você acha que ela agiu corretamente? Comente: 

07) O que aconteceu quando Maria descobriu que havia engravidado? O que João ameaçou fazer com ela? 

08) Qual a ideia romântica que Maria tinha no começo de João e qual a ideia reslista que depois passou a ter? Explique essa mudança: 

09) Qual foi a reação dos pais de Maria quando ela lhes contou que estava grávida? Isso reflete a realidade, de um modo geral? Justifique sua resposta:

10) Que conselho a avó pareceu ter dado à Maria? O que você pensa a respeito disso?

11) Maria e João chegaram a se casar e a morarem juntos? Você acha que deveriam ter tentado isso? Quem pareceu não querer que isso acontecesse?

12) O desfecho do curta lhe surpreendeu? Justifique sua resposta: 

13) Que parte do curta mais chamou a sua atenção? Por quê? 

14) Justifique o título do curta, explicando bem:

15) Que mensagem o curta lhe transmitiu? Qual a finalidade dele?

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Feliz Dia das Crianças!

Charge 01: 
Charge 02: 


Charge 03: 


Charge 04:



Charge 05: 


Charge 06: 


Charge 07: 


Charge 08: 


Charge 09: 


Charge 10: 


01) Que charge sobre esta data comemorativa lhe chamou mais a atenção? Justifique sua resposta, levantando argumentos: 

02) Elabore UM parágrafo a respeito desta data, unindo as ideias contidas em todas as charges em questão: 

sábado, 8 de outubro de 2016

Atividade sobre o curta "Era uma vez uma família"



01) Já no começo do curta mostra a novidade que ocorreu na vida de Maria. Qual foi ela? Isso é algo comum de acontecer hoje em dia? Explique:

02) Como é composta a nova família de Maria? O que mais chamou a sua atenção? 

03) Por que os pais costumam brigar tanto com os filhos? Às vezes você acha que isso ocorre de maneira excessiva? Justifique sua resposta, recorrendo a uma passagem do curta:

04) Por que e quando as pessoas se sentiam, literalmente, diminuídas? Você já se sentiu assim? Comente: 

05) Os filhos, em geral, imitam os pais, seguem seus exemplos? Cite um bom e um mau exemplo imitado no curta, explicando bem: 

06) Nos textos e nos filmes, existem determinadas "pistas textuais" que nos ajudam a entender melhor uma ou outra cena ou trecho. Que pista textual foi usada para mostrar que o menino havia fugido de casa? E que o pai estava assistindo a um filme impróprio para menores? E para demonstrar raiva das personagens? E para demonstrar ofensas? 

07) Por que, afinal, o menino fugiu de casa? 

08) Que "chamada" a vovó deu nos adultos? Você acha que foi merecida? Por quê? 

09) Existem várias formas de se chamar a atenção de alguém e o curta mostra claramente isso. Cite uma situação em que isso aconteceu, dizendo qual maneira teve mais êxito e por quê:

10) O que Maria e seu companheiro se prometeram? Eles cumpriram? Foi fácil? Justifique sua resposta:

11) Você acha que os pais cometem os mesmos erros que os pais deles cometeram em sua criação? Comprove citando uma passagem do curta: 

12) Por que a menininha se sentiu uma bolsa, um objeto, quando a mãe a estava levando para a escola? Ela teve motivo para se sentir assim? Houve mudança com relação a esse comportamento da mãe? Comente: 

13) Por que razão Maria não queria deixar a filha se vestir com a fantasia que elazinha tanto queria? O que pensa com relação a isso? 

14) Que mensagem o curta lhe transmitiu? Comente: 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nossa Língua Portuguesa


A língua é algo mutável. De outra forma ainda estaríamos falando indo-europeu. A internet, porém, sobretudo em seus programas de conversação chamado de chats, está criando uma nova linguagem. 

A oralidade e a pressa com que as pessoas conversam, principalmente se se levar em consideração a lentidão da rede, fazem com que se desconsiderem regras básicas da gramática e da ortografia. Assim, não é incomum observar uma vírgula entre sujeito e predicado, em português, crime de lesa-sintaxe, ou mesmo alguns absurdos como "faser" ou "anciosamente", que são casos em que fica difícil diferenciar o erro de digitação do erro ortográfico.

Quando se considera que é a elite do país que tem acesso a computadores, a situação torna-se ainda pior. Se as pessoas mais ricas e que estudam nos melhores colégios do país não conseguem escrever dentro das boas normas gramaticais e ortográficas -- por mais contaminações orais que se possam admitir --, há certamente algo de errado com o ensino. 

Ninguém exige, é óbvio, que cada aluno da elite brasileira seja um latinista ou um helenista, mas escrever dentro da norma do português com todas as variações admissíveis é o mínimo que se deveria exigir de qualquer profissional de qualquer área. 

A Internet ainda suscita outros problemas de linguagem. Escrever em letras maiúsculas é mais ou menos o mesmo que gritar. Existem também outros problemas como as chamadas caracteretas. São quase que como uma linguagem simbólica representada por desenhos que em certos aspectos se assemelha aos hieróglifos egípcios. Uma risonha composta por acentos e símbolos significa, por exemplo, felicidade. 

Seja em português, em inglês ou qualquer outra língua do planeta, a Internet já começa a modificar os usuais meios de comunicação reputados como corretos. É melhor pensar nas implicações desse fenômeno antes que seja tarde demais e as línguas já estejam descaracterizadas pela extrema e cada vez mais rápida popularidade da rede. 

(Editorial da Folha de São Paulo, 15/08/1996)

01) Se considerarmos o primeiro parágrafo como a introdução de um texto dissertativo, a ideia básica defendida ao longo do texto seria: 

(A) a internet pressupõe que seus usuários dominem tanto o Latim como o Grego.
(B) a internet não interfere na linguagem que está sendo criada.
(C) a internet não estabelece o que seja correto ou adequado.
(D) a internet está criando uma nova linguagem.
(E) a internet não é o problema, mas os usuários é que primam pela linguagem.

02) Se considerarmos o último parágrafo como a conclusão, qual seria a ideia final?

03) Há coerência entre as ideias defendidas na introdução e na conclusão? Justifique sua resposta:

04) Qual o argumento utilizado no desenvolvimento do quinto parágrafo?

05) O autor do texto trabalha com a tese e conclusão de âmbito universal, mas argumenta a partir de exemplos particularizados (a língua portuguesa, que dá título ao editorial do jornal). Que frase retoma o caráter universal do texto?

06) Releia o último parágrafo e responda: Você acredita que as línguas possam ser descaracterizadas diante da rápida popularidade da Internet? 

07) A palavra destacada no primeiro parágrafo, seguindo as regras ortográficas atuais, está adequada? Justifique sua resposta:

08) Por que a palavra "chats" encontra-se no texto em itálito? De que outra maneira ela poderia aparecer registrada?

09) A palavra destacada no segundo parágrafo está de acordo com as normas gramaticais? Ela deveria mesmo estar no plural? Por quê? 

10) Você acredita que, na internet, existem mais casos de erro de digitação, de erro ortográfico ou de ambos? Explique seu raciocínio:

11) Observe as duas imagens a seguir para relacioná-las, de alguma forma, ao texto lido e à discussão por ele levantada: 




Leia o texto abaixo: 

Pontuação

Insiste o autor em combater a ideia, muito divulgada, de que a pontuação é problema de ouvido, que assinala a pausa e, por isso, dispensa ao escritor os conhecimentos rudimentares de gramática. 

Bem sabe que ouvido e gramática estão aqui unidos como dois braços de um abraço; mas o excessivo privilegiamento que se concede à pausa sobre as relações sintáticas que os termos da frase mantêm entre si, constantemente leva a pessoa a cometer enganos grosseiros no uso da vírgula, muitas vezes com resultados desastrosos na comunicação adequada da mensagem. 

Uma frase não é um amontoado desordenado de palavras, da mesma forma que um automóvel não é um amontoado de peças: tudo aí está interligado por força da funcionalidade de seus elementos constitutivos, que ordena o fundamental e o acessório que a gramática procura descrever, explicitando os princípios que regen o bom emprego da vírgula e de outros sinais de pontuação. 

(Evanildo Bechara, na apresentação do livro "A vírgula", do professor Celso Luft)

12) Por que uma vírgula entre sujeito e predicado, em português, pode ser considerado crime de lesa-sintaxe? 

13) Todos os itens apresentam o uso correto da vírgula, exceto o item D. Por quê? 

(A) "Dolorosas ferroadas de abelhas, quem diria, podem funcionar como um excelente complemento terapêutico para uma série de enfermidades".
(B) "A França, definitivamente, está em estado de guerra aberta".
(C) "A frágil vida intelectual que o professor pretende construir nesta planície varrida pelos tufões emocionais esboroa-se como aquelas casinhas de madeira usadas para as experiências atômicas."
(D) "Atividades específicas do campo cultural, também têm espaço nos programas de dois candidatos à Prefeitura do Rio."
(E) "Os Tupinambás sentiam-se vencedores no combate quando conseguiam dominar o campo de betalha e faziam os inimigos fugirem pelos arredores, embrenhando-se pela mata, ou evcuando o local de canoas." 

(Algumas questões foram retiradas de uma prova da UFF e outras foram por mim elaboradas!)

sábado, 1 de outubro de 2016

Caráter evangélico do voto


Nossa democracia precisa estar enraizada na pedra sólida de quem veio para servir a todos, e não para tirar proveitos e obter privilégios. Votar é um ato de caridade. Ou de egoísmo e, portanto, de ofensa ao próximo e a Deus. Posso votar com raiva, visando apenas a derrotar o adversário de meu candidato. Ou porque espero obter da eleição algum benefício pessoal.

O pior voto é o de quem se deixa seduzir pela propaganda enganosa. De quem vota por mera simpatia ao candidato, sem conhecer os seus reais compromissos e interesses. Ou de quem vota esperando receber algum benefício pessoal ou familiar, sem pensar na melhoria do município e dos direitos da população.

Desde a Grécia antiga, votar é escolher quem deve administrar a cidade para o bem comum. A democracia nasceu imperfeita, pois entre os gregos eram poucos os homens livres se comparados ao número de escravos, e imperfeita a democracia continua. Cabe a nós, cidadãos, aperfeiçoá-la.

Está ao alcance de nosso voto escolher vereadores e prefeitos que administrem o município em favor da maioria da população, e não de corporações ou da minoria que usa a máquina pública em benefício próprio, inclusive embolsando o dinheiro de nossos impostos pela via da corrupção.

Votar bem nos exige espiritualidade. Torna-se um ato de caridade quando, ao me aproximar da urna, não penso em meus interesses, mas nos direitos daqueles que ainda se encontram sem acesso digno à alimentação de qualidade, à saúde, à educação, à cultura, ao transporte público, à moradia e ao lazer.

O olho do eleitor deve se estender para além de seu bairro e se perguntar como o seu voto pode melhorar as condições de vida nas periferias, erradicar as favelas, favorecer o transporte coletivo, ampliar o saneamento, e combater os cartéis de ônibus, as milícias e o narcotráfico.

“Vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (João 10,10), disse aquele que partilhou os pães e os peixes para saciar a fome da multidão. A vida é o dom maior de Deus. Portanto, não há exagero em afirmar que votar de acordo com a vontade de Deus é eleger vereadores e prefeitos que terão por meta favorecer a maioria da população do município, em especial os mais carentes de direitos.

O voto de caridade não se pergunta se o candidato é cristão, espírita, adepto do candomblé ou ateu. “Nem todo aquele que diz Senhor, entrará no Reino dos Céus” (Mateus7,21)

Há candidatos que posam de santinhos, são indicados por padres e pastores, enchem a boca com o nome de Jesus, mas são lobos em peles de ovelhas. Estão centrados em suas ambições políticas pessoais e vinculados aos interesses escusos das corporações que representam. São insensíveis aos dramas dos pobres e dos excluídos.

Não nos deixemos enganar por belos discursos e sedutoras promessas. Procuremos nos informar sobre a vida pregressa de nossos candidatos. Verificar se, de fato, se empenharam pelo bem da maioria e lutaram contra os preconceitos e a opressão. Caso contrário, estaremos semeando vento para colher tempestades. E a democracia brasileira já se encontra suficientemente fragilizada para alicerçarmos sua base — a eleição municipal — na areia movediça dos que, uma vez eleitos, cospem em nossos votos. Nossa democracia precisa estar enraizada na pedra sólida de quem veio para servir a todos, e não para tirar proveitos e obter privilégios.
(Frei Betto)


01) Qual a tese defendida pelo autor do texto acima?

02) Que argumentos foram usados para sustentar essa tese?

03) Retire do texto uma passagem que tenha chamado a sua atenção de forma especial, dizendo o porquê: 

04) Por que o final do texto é o igual ao começo do mesmo? 

05) Que mensagem podemos extrair do texto lido? Comente:

06) Escreva UM parágrafo dissertativo argumentativo sobre "A IMPORTÂNCIA DE SE ESCOLHER BEM UM CANDIDATO":