domingo, 31 de julho de 2016

Pra não dizer que não falei das Olimpíadas III

Continuação das releituras dos meus alunos...


(Keslen & Carlos Magno - Feliciano Sodré - Turma 3009) 


(Dupla: Luis Patrick & Luiz Felipe - Feliciano Sodré - Turma 3009) 

Pra não dizer que não falei das Olimpíadas II

Confiram mais alguns trabalhinhos de Releitura dos meus alunos!!!
Estes agora foram feitos pelos da outra escola!!! O que acharam???


(Dupla: Emilyn & Everton - Feliciano Sodré - Turma 3006)



(Dupla: Késia & Ana Carolina - Feliciano Sodré - Turma 3006) 


(Dupla: Letícia & Iury - Feliciano Sodré - Turma 3006)


(Dupla: Hellen Cristina & Lisandra - Feliciano Sodré - Turma 3006)


(Individual: Yves Kenjiro - Feliciano Sodré - Turma 3006)


(Dupla: Victor Hugo & Matheus Andrade - Feliciano Sodré - Turma 3009) 


(Dupla: Pâmela & Maria Rosane - Feliciano Sodré - Turma 3008)


(Dupla: Jady & Maria Aparecida - Feliciano Sodré - Turma 3009)


(Dupla: Wallace & Isaías - Feliciano Sodré - Turma 3009) 


(Dupla: João Victor & Lucas da Silva - Feliciano Sodré - Turma 3008) 

Charges sobre Olimpíadas 2016


01) O que a charge acima critica? O que você pensa a respeito disso? 

02) Você acha que houve exagero na charge? Ou realmente tudo o que foi citado condiz com a realidade? Como driblar tudo isso? 

03) Que mensagem a charge lhe transmitiu?  
04) Copie da charge acima um vocativo, explicando sua importância para o contexto: 

05) O que gerou humor na charge? Comente:

06) O que a charge denuncia? Posicione-se sobre isso: 

07) Responda à pergunta presente na charge: 


08) Quem são as personagens presentes na charge acima? 

09) Transcreva da charge um exemplo de onomatopéia, dizendo a que ela se refere:

10) Qual a crítica embutida na charge? Comente: 


11) Que crítica a charge faz? 

12) A quem é direcionada a crítica? 

13) Por que essa crítica é feita? Posicione-se sobre isso, justificando: 

Para não dizer que não falei das Olimpíadas I

Levei algumas charges sobre as Olimpíadas para TODAS as minhas turmas, é bem verdade, mas achei que ainda era pouco, então... Propus a seguinte atividade nas minhas duas últimas aulas, antes do recesso: 

-> Crie uma RELEITURA da obra de Tarsila do Amaral que você recebeu, adaptando-a ao SEU clima para as Olimpíadas 2016, que pode ser patriótico/festivo ou crítico/revoltado! Capriche! 

Curiosos para verem alguns resultados?!? Confiram alguns... Estes são do Colégio Estadual Almirante Frederico Villar... E que pena que foram tão poucos alunos no dia! :-(


(Dupla: Mariana Maria & Eduarda Santiago - Frederico Villar - Turma 3004)


(Dupla: Lucas Ribeiro & Leonardo Alfeu - Frederico Villar - Turma 3003)


(Dupla: Moisés Rangel & Lucas Garcez - Frederico Villar - Turma 2004)


(Dupla: Carla Monteiro & Maurício Vicent - Frederico Vilar - Turma 2004)


(Dupla: Taís & Thainá - Frederico Villar - Turma 3004)


(Individual - Ysmailleon Sierra - Frederico Villar - Turma 2004)


(Dupla: Danielle & Beatriz - Frederico Villar - Turma 3003) 

"Para que ninguém a quisesse", de Marina Colasanti

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhar-se em seus dias. Não saudades da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
(Marina Colasanti)


01) Identifique a afirmativa correta:

(  ) O texto lido é uma história para ser representada num palco. 
(  ) O texto lido resume-se às confissões dos sentimentos íntimos de um poeta.
(  )  O texto lido é uma narrativa. 

02) Justifique sua resposta dada à questão anterior:

03) O narrador preocupa-se em registrar seu mundo interior ou em apresentar um fato do mundo exterior? Justifique-se: 

04) Ciúme / Beleza. Em relação à história lida, qual dessas palavras expressa CAUSA e qual expressa CONSEQUÊNCIA? Explique rapidamente:

05) No texto aparecem duas personagens que vivem uma situação de desequilíbrio. Que desequilíbrio é esse? Percebemos a situação ou tomamos conhecimento dela através da fala do narrador? O que isso revela? 

06) “...mimetizada com os móveis e as sombras”. Essa frase expressa, conotativamente, o resultado da violência do marido contra a mulher. Explique por quê:

07) Releia esses fragmentos do texto: “mandou que descesse a bainha”, “exigiu que eliminasse os decotes”,  “permitindo que fluísse em silêncio”. Os verbos destacados denunciam a concepção que o tal marido fazia de sua esposa. Que concepção era essa? Justifique: 

08) No fundo, o marido não só conseguiu fazer com que os homens não olhassem mais para sua esposa como o “feitiço” também atingiu a ele próprio. Copie uma passagem do texto que comprove essa afirmação:

09) Qual a mensagem que o texto lhe transmitiu? Explique-a: 

10) Classifique as orações destacadas no texto: 

11) Classifique a oração que aparece em negrito no texto, justificando bem a sua resposta: 

sábado, 30 de julho de 2016

Para refletirmos um pouquinho...

Texto 01:

O Analfabeto Político

O pior anlfabeto 
é o analfabeto político. 
Ele não ouve, não fala, 
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha, 
 do aluguel, do sapato e do remédio 
dependem das decisões políticas. 

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha 
e estufa o peito dizendo 
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, 
da sua ignorância política,
nasce a prostituta, o menor abandonado
e o pior de todos os bandidos:
o político vigarista, 
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais. 

(Bertold Brecht)

Texto 02:

Intertexto

Primeiro levaram os negros
mas não me importei com isso
Eu não era negro. 

Em seguida, levaram alguns operários
mas não me importei com isso
Eu também não era operário. 

Depois prenderam os miseráveis
mas não me importei com isso 
Porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei. 

Agora estão me levando 
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo. 

(Bertold Brecht)


01) Além do autor, o que os dois textos têm em comum? Comente: 

02) Por que tudo depende de política? Justifique sua resposta:

03) O que seria um analfabeto político? Temos muitos deles por aí? 

04) Você se considera um analfabeto político? Por quê? 

05) Por que tudo de ruim é, de certa forma, causado pelo analfabeto político? 

06) O que é denunciado no segundo texto? Posicione-se com relação a isso: 

07) Você concorda que já é tarde, depois de tanta omissão? Por quê? 

08) Que mensagem os dois textos lhe transmitiram? 

09) Com qual você se identificou mais? Por quê? 

10) Qual é a solução para os problemas centrais presentes em cada texto? Comente:

Atividade sobre o filme "O Bom Dinossauro" (1 h 34 min)


Sinopse: Os dinossauros foram extintos após a colisão de um gigantesco asteróide com o planeta Terra. E se este evento não tivesse ocorrido? O filme parte desta premissa para trazer a história de dinossauros que ainda hoje controlam o planeta. E mostra a amizade de Arlo, um dinossauro adolescente, com um jovem menino humano, Spot.

01) O que aconteceu de curioso na hora em que Arlo e seus irmãos nasceram?

02) Caracterize o protagonista Arlo utilizando, no mínimo, três adjetivos:

03) Por que Arlo demorou a colocar a sua marca junto às de sua família? 

04) Qual a função de Arlo e de seus irmãos na fazenda? Qual era a sua maior dificuldade em cumprir a sua tarefa inicial?

05) Que nova função o pai de Arlo resolveu lhe dar? Ele a cumpriu bem? Qual seria o seu "prêmio"? Justifique sua resposta:

06) Que "animal" estava roubando a comida deles, afinal? 

07) Posicione-se sobre essa afirmação do pai de Arlo: "Às vezes você tem que ir além do medo para ver a beleza do que está do outro lado", dizendo em que momento isso ocorreu: 

08) O que o pai resolveu fazer para que o Arlo perdesse o seu medo excessivo? Isso funcionou? Por quê? 

09) O que aconteceu quando o pai decidiu que era a hora de os dois voltarem para casa? Você acha que teve algum culpado? Explique:

10) Por que Arlo tinha raiva do Spot? Quando isso mudou? Por quê? 

11) O que Arlo e Spot descobriram que tinham em comum? 

12) Você acha que Spot deveria ficar com o Arlo ou com a sua nova família mesmo? Por quê? 

13) Como Arlo finalmente conseguiu colocar a sua marca ao lado das marcas dos seus familiares? 

14) De que parte do filme você mais gostou? Por quê? 

15) Que mensagem o filme lhe transmitiu? 

Criando histórias a partir de uma NOTÍCIA de jornal...


Namoro entre pangaré e égua acaba na polícia

O caso de amor entre um cavalo sem raça, um puro pangaré, e uma égua da raça quarto-de-milha, avaliada em 20 mil dólares, acabou no 9 Distrito Policial de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo. O comerciante D.L.M. acusa o pangaré de ter rompido a cerca de sua propriedade e atacado sexualmente a égua Luna, de vastas crinas brancas e olhos azuis. 

O comerciante está inconformado porque o ataque resultou numa prenhez indesejada. D.L.M. quer que a proprietária do cavalo, E.C., pague o aborto da égua. Ele pretende ser indenizado também de todos os gastos que tiver com veterinário e outros eventuais prejuízos.

A dona do cavalo alega que seu animal agiu seguindo um instinto natural. Para E.C., o que ocorreu foi um namoro entre os dois animais e não um ataque. Para a delegada do 9 DP, M.C.A, não há crime a ser apurado. Segundo ela, se o comerciante se sentir prejudicado, deve entrar com uma ação civil de indenização. 

(O Estado de São Paulo - 12 de janeiro de 1994)

01) O que a notícia acima trouxe de diferente, de incomum das demais? 

02) Quando começou a lê-la, você achou que ela fosse verídica ou inventada? Justifique sua resposta:

03) Por que estão usando siglas em vez dos nomes das pessoas envolvidas? 

04) Copie uma passagem do texto em que parecia estar se referindo a um ser humano e não a um animal, explicando seu raciocínio:

05) Quem você acha que tem razão nesta história descrita? Por quê?

06) A delegada pareceu dar razão a qual das partes envolvidas? Justifique sua resposta: 

07) O que você acha que os animais envolvidos responderiam sobre tal acusação, se pudessem?

08) Crie uma história a partir dessa notícia de jornal: 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Atividade sobre a música "João e Maria" - Chico Buarque

João e Maria

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
era você
além das outras três
Eu enfrentava os batalhões,
os alemães e seus canhões,
guardava o meu bodoque
e ensaiava um rock
para as matinês.

Agora eu era o rei
era o bedel e era também juiz
e pela minha lei
a gente era obrigado a ser feliz
e você era a princesa
que eu fiz coroar
e era tão linda de se admirar
que andava nua pelo meu país.

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
o seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
pois você sumiu no mundo
sem me avisar
e agora eu era um louco a perguntar:
O que é que a vida vai fazer de mim?

(Chico Buarque de Holanda e Sivuca)


01) Transcreva da canção dois exemplos de estrangeirismos, explicando: 

02) Qual o foco narrativo do texto? Comprove com uma ou mais passagens:

03) Por que existem palavras em itálico no texto? Qual o objetivo dessa marcação?

04) Altere a oração destacada no texto para "Agora eu era UM rei", explicando o que mudaria: 

05) Transforme a canção em uma HQ:

06) Que mensagem a canção lhe transmitiu? 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Análise da música "Corsário", do João Bosco...


Corsário

Meu coração tropical 
está coberto de neve, mas
ferve em seu cofre gelado
e a voz vibra e a mão escreve: mar
bendita lâmina grave
que fere a parede e traz
as febres loucas e breves
que mancham o silêncio e o cais.

Roseirais! Nova Granada de Espanha! 
Por você, eu, teu corsário, preso
Vou partir
na geleira azul da solidão
e buscar a mão do mar,
me arrastar até o mar,
procurar o mar.

Mesmo que eu mande em garrafas
mensagens por todo o mar
meu coração tropical 
partirá esse gelo e irá
com as garrafas de náufragos
e as rosas partindo o ar! 
Nova Granada de Espanha
e as rosas partindo o ar! 

(João Bosco)

01) Na canção acima, há uma oposição entre o desejo e o que o contém. Levante expressões que indiquem o anseio em romper com amarras e expressões que indiquem as próprias amarras: 

02) Explique o que são "as garrafas de náufragos" e qual seria a finalidade de mandar uma delas:

03) Que mensagem a canção lhe transmitiu? Comente:

04) Classifique morfologicamente as palavras destacadas no texto: 

Atividade sobre o curta "A Ilha" (09 min)


É necessário sair da ilha pra ver a ilha;
não nos vemos se não sairmos de nós”.

01) Relacione a passagem acima, do escritor José Saramago, ao curta, aproveitando para dizer o que você entendeu sobre ela:

02) Por que, apesar de não se passar numa ilha de verdade, o curta tem esse título?  

03) Que exemplo de linguagem não verbal aparece no curta?  Justifique sua resposta:

04) Segundo o curta, qual a maior dificuldade nas grandes cidades? E qual foi a solução para essa dificuldade?

05) Por que a personagem apareceu jogando xadrez com um monstro? O que isso revela?

06) Como percebemos a passagem do tempo no curta?

07) O que Edu comeu primeiro para não morrer de fome? E depois? Ao tentar comer a terceira coisa nos surpreendemos. Por quê? Explique da melhor forma possível:

08) O pedido de socorro de Edu funcionou? Por quê? O que você notou de curioso nesta cena?

09) De que parte do curta você mais gostou? Justifique sua resposta:

10) O que se pode aprender com esse curta? Comente:

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Sobre o gênero MANIFESTO

Manifesto pela ocupação amorosa dos corações vazios




E de agora em diante, fica estabelecido que todos os corações vazios, mal amados, partidos, abandonados ou tão somente subutilizados serão pacífica e amorosamente invadidos e ocupados pelo amor em todas as suas formas.

Sem paus e pedras e enxadas, mas com flores e música e presentes e simples declarações de apreço e cuidado, o amor tomará posse irrevogável de todo e qualquer coração devoluto. Banqueiros e bancários, construtores e operários, empresários, professores, artistas de rua, profissionais de toda sorte, adultos e crianças e velhinhos, todas as almas solitárias deste mundo! Preparem-se para ceder sem luta à chegada implacável do amor às terras férteis de seus corações.

Abram seus portões, escancarem as portas, liberem as janelas, prendam os cachorros e preparem a casa à visita permanente do amor operário, trabalhador, corajoso e simples. Ele vai chegar sem slogans ou passeatas, sem discursos, gritos de guerra ou enfrentamentos com a polícia. Vai surgir na hora mais silenciosa da noite, deitar ao seu lado e acordar com você na hora de ir ao trabalho, como se ali estivesse desde sempre.

O amor vai chegar assim, de manso, mas com o passo forte e a potência de um jato varrendo a craca dos rancores, a sujeira grossa dos maus pensamentos, a gordura acumulada das chateações diárias, da burrice, da inveja, da grosseria. Virá com a força mesma da vida, desobstruindo os canais da memória entupidos de morte. Virá alegre como o cão que reencontra o dono depois da eternidade de um dia inteiro sozinho em casa, à espera.

E então as preocupações ordinárias e mesquinhas farão as malas e deixarão os corações livres para viver em absoluto estado de ocupação plena pelas intenções e ações de um amor generoso, diário e vital.

Esse amor que acorda cedo e faz ginástica, que parece tão mais jovem do que de fato é, esse amor vai pintar as paredes da casa, mudar a posição dos móveis, vai matar a sede e a fome que restam, soltar os passarinhos de suas gaiolas ridículas, vai cuidar da horta no quintal e presentear os vizinhos com as verduras frescas. Esse amor vai florescer e perdurar e se esparramar pelas redondezas. Vai levar ao passeio diário os cachorros que vivem dentro de cada um de nós. Esse amor vai invadir em paz a nossa vida tão talhada para a guerra.

E quando as forças armadas de um coração já machucado se levantarem em defesa natural de sua estrutura, em puro e simples movimento de autopreservação, o amor estenderá sua mão pequena e linda, de unhas roídas e sem nenhum esmalte, e todas as armas cairão em silêncio. Então esse coração abrirá suas fronteiras à chegada irrefreável do encantamento amoroso e total, explosão de energia que nos leva ao encontro de quem somos, nos resgata da morte e nos devolve, sãos e salvos, à vida que é hoje, amanhã e depois um longo e eterno agora.

(André J. Gomes)


01) O trecho "Sem paus e pedras e enxadas, mas com flores e música e presentes e simples declarações de apreço e cuidado, o amor tomará posse irrevogável de todo e qualquer coração devoluto" faz referência a qual movimento social? Explique a relação:

02) Encontre trechos em que o autor usou verbos na forma imperativa e justifique essa utilização:

03) Qual a intenção desse suposto documento? Para quem ele é destinado?

04) Transcreva do texto uma passagem em que o amor aparece personificado (prosopopéia), explicando seu raciocínio:

05) No primeiro parágrafo, mencione os sinônimos que o autor utilizou para "coração vazio", explicando o porquê desse recurso:

06) No segundo parágrafo, observe a presença da figura chamada polissíndeto. Transcreva uma ou mais passagens em que isso ocorre, explicando o seu valor semântico: 

07) Que valor semântico possui o conectivo em destaque no segundo parágrafo? Justifique sua resposta:

08) Explique a importância da citação de tantas pessoas no segundo parágrafo, em vez de apenas dizer um "todo mundo" ou similares: 

09) Transcreva uma comparação presente no quarto parágrafo, opinando sobre ela: 

10) Concorde ou discorde da afirmação destacada no texto, no sexto parágrafo, explicando suas razões: 

11) Releia o último parágrafo do texto e explique o que significa a passagem em destaque: 

12) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 


(Participação mais do que especial da minha querida amiga Zizi Cassemiro!)

"Renúncia", de Manuel Bandeira

Renúncia

Chora de manso e no íntimo... Procura
curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
da tua inconsolável amargura. 

Só a dor enobrece e é grande e é pura. 
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será, ela só, tua ventura... 

A vida é vã como a sombra que passa...
Sofre sereno e de alma sobranceira,
Sem um grito sequer, tua desgraça.

Encerra em ti tua tristeza inteira,
e pede humildemente a Deus que a faça
tua doce e constante companheira...

(Manuel Bandeira) 

01) Em "Procura curtir sem queixa o mal que te crucia", qual é o significado do verbo em destaque? Empregue-o num sentido diferente do texto:

02) Há alguma relação entre o título e a ideia central do poema? Justifique:

03) Comprove por que o texto é um soneto:

04) Como o poeta conceitua a dor? 

05) Por que é um poema de exortação?

06) Qual a função de linguagem predominante no poema? Justifique sua resposta:

07) Nos versos "Só a dor enobrece e é grande e é pura", que figura de linguagem foi empregada e qual seu efeito no texto?

08) Na comparação "A vida é vã como a sombra que passa...", que imagem o autor nos transmite sobre a vida?

09) Releia os dois últimos versos do poema e identifique a alternativa correta:

(A) O poeta crê ser preferível a tristeza à alegria.
(B) Só Deus nos dá forças para suportar a tristeza.
(C) O poeta exorta que se peça a Deus, com humildade, alívio para os males.
(D) O poeta transmite uma mensagem de conformismo.

10) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Porque o TROVADORISMO também pode ser legal...

Mãos de afeto

Preparei minhas mãos de afeto
Pra esse rapaz encantado
Pra esse rapaz namorado
O mais belo capataz de todos os cafezais
O mais belo vaqueirode todos os cerrados.

Eu tinha um ombro de algodão
Pra ajeitar seu sono
Eu tinha uma água morna
Pra lavar o seu suor
E o meu corpo uma fogueira
Pra esquentar seu frio
E minha barriga livre
Pra gerar seu filho.

Preparei minhas mãos de afeto
Pra esse rapaz encantado
Pra esse rapaz namorado
Que partiu pra nunca mais 
Traído nos cafezais
E os seus olhos roubaram o verde dos cerrados
E os meus olhos lavaram todos os meus pecados.

(Ivan Lins)

01) Retire do texto trechos ou dados que denunciam a época a que ele pertence:

02) A mulher se encontra só, sem a pessoa amada. Por quê?

03) Como nos é apresentada essa mulher? 

04) Por que podemos afirmar que tal canção lembra o Trovadorismo? 

05) Copie do texto uma ou mais passagens que revelam a chamada "vassalagem amorosa":

06) Que mensagem o texto lhe transmitiu? 

Análise da música "Brasil", de Cazuza



Brasil

Não me convidaram 
pra essa festa pobre
que os homens armaram
pra me convencer
a pagar sem ver
toda essa droga
que já vem malhada
antes d´eu nascer.
Não me ofereceram 
nem um cigarro
fiquei na porta
estacionando os carros
não me elegeram 
chefe de nada
o meu cartão de crédito 
é uma navalha...

Brasil!
Mostra a tua cara
quero ver quem paga
pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Não me sortearam 
a garota do Fantástico
não me subornaram
será que é meu fim
ver TV a cores
na taba de um índio
programado pra só dizer sim
Grande pátria desimportante
em nenhum instante 
eu vou te trair...

Não, não vou te trair...

(Cazuza)

01) Explique as duas passagens destacadas na canção:

02) Quem poderia ser esse "eu" que fala no texto? Justifique sua resposta:

03) Caracterize a festa e explique o fato de ela ser chamada de festa "pobre":

04) Na segunda estrofe, identifique o destinatário que vem claramente expresso:

05) Podemos dizer que "a gente" dessa estrofe opõe-se a "os homens" da primeira. Por quê? Quem seria? 

06) Existe algum vocativo na canção? Qual? Explique:

07) Por que na última estrofe a TV é citada? Qual sua relação com o que se disse antes? 

08) Que mensagem a canção lhe trasmitiu?

09) Assinale as afirmações corretas, consertando as falsas:

O texto revela:

(A) o amor pelo Brasil.
(B) a busca de soluções para os problemas do Brasil.
(C) uma análise da realidade brasileira.
(D) a consciência com relação aos problemas nacionais.
(E) certa indiferença no que diz respeito às questões sociais. 

10) Em que estrofe encontra-se uma invocação? Explique:

11) De qual primeiro acontecimento o eu lírico foi excluído?

12) Qual a consequência para ele de ter ficado "de fora da festa"?

13) Em "Brasil, mostra tua cara", a palavra destacada metaforiza o rosto ou a verdadeira identidade? Explique:

14) O eu lirico desse texto teria alguma razão para não se mostrar revoltado ao retratar o país? Justifique sua resposta com fatos atuais ou estatísticas que você conheça:

15) O tom dos três últimos versos da música aproxima-se do tom da segunda estrofe, já que o eu lírico faz uma invocação e uma proposta. Que proposta é essa?

16) Que expressão da primeira estrofe revela que a miséria é uma "herança" social para o eu lírico?

17) No terceiro verso da canção, a palavra HOMENS esconde a identidade:

(A) de todas as pessoas;
(B) da cclasse dirigente;
(C) dos pobres;
(D) dos guardadores de carro;

18) No texto há algumas figuras de estilo. Identifique uma antítese, uma metáfora e uma personificação, explicando cada uma: 

Atividade sobre o curta "O vendedor de fumaça" (07 minutos)


SINOPSE: O filme mostra um jovem que, ao chegar a certo vilarejo, encanta a população com suas mágicas de fumaça. Com seus truques de ilusão, consegue atender a todos os desejos e necessidades da população, tornando todo mundo muito feliz e, ao mesmo tempo, tornando a ele uma espécie de herói. Contudo, algo inesperado acontece e põe por terra todas as ilusões...

01) Escolha duas personagens do curta e descreva as características delas:


02) Quando o vendedor chegou ao vilarejo, não havia nenhuma plateia o esperando. Qual foi a primeira mágica que ele fez para atrair o público? Isso deu certo? Justifique?

03) Descreva duas manobras que o vendedor fez para atrair a atenção do público:

04) Quem foi a primeira pessoa que se interessou pelas mágicas do vendedor? Justifique sua resposta:

05) Num certo momento da animação, o vendedor de fumaça começa a ficar popular no vilarejo. Quais foram as mágicas feitas por ele?

06) Por que o vendedor de fumaça, em um determinado momento, não pisa numa poça de água?

07) Qual a reação dos moradores do vilarejo quando o vendedor de fumaça se despede deles? Eles tinham alguma noção do que iria acontecer após a partida do mágico?

08) O que foi que aconteceu depois que o vendedor saiu do vilarejo? O final foi surpreendente ou esperado? Justifique sua resposta:

09) Narre resumidamente o que aconteceria se começasse a chover antes que o vendedor de fumaça conseguisse sair do vilarejo e suas mágicas fossem desfeitas:

10) Você acha que existem muitos "vendedores de fumaça" espalhados pelo mundo? A quem eles podem ser comparados? Justifique sua resposta:

11) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

12) Que mensagem podemos extrair do texto, de um modo geral? 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Para refletir e debater...



"Eu ensinei a todos eles. Lecionei no ginásio durante dez anos. No decorrer desse tempo, dei tarefas a, entre outros, um assassino, um evangelista, um pugilista, um ladrão e um imbecil.
O assassino era um menino tranquilo que se sentava no banco da frente e me olhava com seus olhos azuis-claros; o evangelista era o menino mais popular da escola, liderava as brincadeiras dos jovens; o pugilista ficava perto da janela e, de vez em quando, soltava uma risada rouca que espantava até os gerânios; o ladrão era um jovem alegre com uma canção nos lábios; e o imbecil, um animalzinho de olhos mansos, que procurava as sombras.
O assassino espera a morte na penitenciária do Estado; o evangelista já um ano jaz sepultado no cemitério da aldeia; o pugilista perdeu um olho numa briga em Hong Kong; o ladrão, se ficar na ponta dos pés, pode ver minha casa da janela da cadeia municipal; e o pequeno imbecil, de olhos mansos de outrora, bate a cabeça contra a parede acolchoada do asilo estadual.
Todos esses alunos outrora sentaram-se em minha sala, e me olhavam gravemente por cima de mesas marrons. Eu devo ter sido muito útil para esses alunos – ensinei-lhes o plano rítmico do soneto elisabetano, e como diagramar uma sentença complexa".

(PULLIAS, E. V. & YOUNG, J. Apud PILETTI, Claudino. Didática geral. 8. ed. São Paulo, Ática, 1987)

01) Após a leitura do texto, faça uma “tempestade de ideias”:

02) Que tema(s) podemos extrair do texto acima?

03) Num primeiro momento, como se espera que seja o comportamento de cada um dos cinco alunos citados no texto?

04) Esse comportamento se confirmou com a leitura do depoimento do professor? Justifique sua resposta:

05) Analise e comente o desfecho de cada um desses cinco personagens citados pelo autor:

06) Você percebe alguma possível IRONIA presente no texto? Se sim, onde? Qual?

07) Que pistas textuais indicam essa possível ironia? Sublinhe no texto, se possível:

08) O quer seria um “professor útil”? Até que ponto um professor, por mais bem intencionado que seja, pode alterar o destino de seus alunos?

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

10) Crie um parágrafo dissertativo-argumentativo sobre um dos temas levantados na questão 01 e 02:

domingo, 24 de julho de 2016

Atividade sobre o curta "O xadrez das cores" (21 min)



Sinopse: Cida, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma velha de oitenta anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Dona Estela tripudiando em cima de Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio,  até que decide se vingar através de um jogo de xadrez. 

01) Que comentário preconceituoso da patroa mais lhe chamou a atenção? Por quê?

02) Por que, apesar de todos os insultos, Cida continua no emprego? Você acha que isso é comum de acontecer? 

03) Justifique o título do curta, deixando claro a importância do xadrez para o entendimento da história:

04) Caracterize as duas personagens principais do curta, utilizando 04 adjetivos para cada uma delas:

05) Apesar das muitas diferenças, o que ambas as personagens descobriram ter em comum, no passado? O que isso revela? 

06) O que o curta denuncia? Você acha que ele cumpriu o seu objetivo? Comente:

07) Que parte do curta você achou mais interessante? Por quê?

08) O final do curta sinaliza alguma mudança na vida das personagens? Explique:

09) “Com a Dona Estela, eu aprendi que a vida da gente é que nem um jogo de xadrez. Pode ser uma guerra muito violenta, mas também pode ser uma brincadeira muito divertida”.  Posicione-se sobre tal afirmação: 

10) Que mensagem o curta lhe transmitiu? 

sábado, 23 de julho de 2016

Escola sem partido ou a lei da mordaça?!?

Escola sem partidos, eu apoio!




-- Não fale nada. Não se misture. Tome cuidado.

Era época do AI5. O medo rondava. Pensar era perigoso. Falar o que pensava, então, saía caro. Custava a vida. Pessoas sumiam. Umas por dias. Outras para sempre. Não voltavam. Ou voltavam torturadas. Aos pedaços. Coração em farrapos.

Nas escolas, a matéria era decoreba. Folhinhas e mais folhinhas de nomes e datas. Só. Sem grandes questionamentos ou discussões. O receio se espalhava nas almas como triste erva-daninha em jardim abandonado. Política? A prudência aconselhava: melhor largar de mão.

De temor em temor, a gente se encolheu. Se afastou do contexto político. Não se envolvia, não questionava. Assim a gente chegou ao fundo do poço. Com uma coleção vergonhosa de políticos corruptos que, impunes, fazem o que bem entendem.

As falcatruas são tantas que daria um álbum. Aliás um álbum bem grosso e com direito a muitas figurinhas repetidas. Inclusive várias da mesma família.

O povo virou herança. Passa de pai para filho. Herança que ninguém cuida. Políticos se espalham como mato. Sugam, matam, como parasitas. Dilapidaram nossas riquezas, e o que havia de condições de vida. Da gente, só querem o voto. Depois descartam. Até as eleições seguintes.

A gente permitiu. Se omitiu. Omissão também é escolha. Não ter partido já é tomar partido. A falta de escolha já é escolha.

Agora, como reedição do AI5, surge essa proposta da “escola sem partido”. Um projeto de lei que visa, resumidamente, murchar a capacidade de questionamento dos alunos. Cercear a colocação crítica dos professores. Um “projeto mordaça”.

O que está por trás desse projeto de lei? A proposta verdadeira não é a de uma escola neutra. Não se iluda. Nada é neutro e apartidário. O real objetivo é excluir a liberdade de ensinar. Empobrecer ainda mais a escola que temos. Um crime.

Quem elabora um projeto desses não tem ideia do que seja Educação. Mas tem a exata ideia do que é pressão, repressão, perseguição e ameaça. Voltamos à ditadura. E estupramos a constituição que assegura o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.

Estamos abrindo a temporada de caça às bruxas. As bruxas? Os professores, essas criaturas perigosas que pensam e ensinam a pensar.

A escola que questiona, pondera, critica, incomoda. A escola que te leva a sonhar com uma sociedade minimamente justa, é perigosa. Final de linha para os corruptos que precisam e contam com os votos dos incautos abobalhados. Melhor garantir que não se saia da decoreba boba e básica, não é?

Professores não incitam. Alunos não são seres manipuláveis. Entre numa sala de aula. Assista o que se passa. Os alunos de hoje são super bem informados. Antenados, têm as próprias ideias.

Ao contrário, manipulados, alienados é o que eles querem que a gente construa. Alunos apáticos. Que não pensem. Não participem da dinâmica social. Não se coloquem, não enxerguem os absurdos, não reivindiquem o justo. Robôs eleitores são o sonho dourado para candidatos manipuladores e corruptos.

Reparem os alunos que fizeram o lindo movimento de ocupação das escolas. Eles incomodam. Eles põem poderes em risco. Meninos não manipuláveis? Que vão às ruas? Que ocupam suas escolas e brigam pelos seus direitos? Meninos que se envolvem em manifestações, atos públicos e passeatas? Claro que não pode. Cortem suas asas. São muito perigosos. Não se pode permitir esse abuso!

Por isso é preciso calar a educação o quanto antes. Já se perguntou porque as greves de professores duram tanto? Porque escola fechada dá lucro. O interesse é esse mesmo. Escolas falidas. Professores sem aula. Mal remunerados. Insatisfeitos. Fracos. Professores que não ensinem. É o que eles precisam criar.

Professores são como a onça Juma, morta no desfile da tocha olímpica. Você finge que trata bem. Finge que tem consideração. Sempre mantendo cuidadosamente atrás das grades. No máximo , se andar livre, de coleira. Ao menor ataque, nem pestaneje: tiro, porrada e bomba. Acabe com ele.

Essa é a “lei coleira”. Vamos aceitar? Abaixar as cabeças para facilitar a colocação? Você que está dentro da escola, me diga. Como não falar do dia-a-dia? Do contexto histórico? Das barbaridades que acontecem? Do desrespeito ao povo?

Como não abordar a realidade crua e pobre dos alunos, se é o que eles vivem? Como estar ali e não levantar questionamentos? Não se preocupar em apontar saídas? Não dar voz às revoltas?

Disputas políticas fazem parte da escola viva. Acontecem a todo momento. No embate pelo respeito, pela hierarquia, nos limites, nas regras de convivência. Na compreensão de que não vivo sozinho.

Diferenças partidárias são apenas mais uma ponta de um todo muito maior. Professores são diferentes. Alunos são diferentes. Faz parte. É preciso que se pense:

-- A quem serve a escola partida, rachada, sucateada que os governos têm se empenhado em perpetuar?

-- A quem serve o fechamento progressivo de escolas?

-- A quem serve um ensino que não ensina? E que, mesmo não ensinando, é obrigado a aprovar?

-- A quem vai servir essa pretensa “escola sem partido”?

-- Quem propõe esse projeto de lei? Quem lucra com ele?

-- Quem vai se servir do seu desserviço?

-- A pedido de quem ela está sendo criada? (vou dar uma cola: procure por família Bolsonaro...)

Pensei muito. Medi prós e contras e aqui me posiciono. Sou a favor da escola sem partido. Isso mesmo. Ao contrário do que você imaginou, sou a favor. Estou aberta a mudanças. Quero uma escola melhor. Diferente da que temos hoje.

Há muito tempo que estamos partidos. Estamos partidos nos direitos de avaliar o aluno corretamente. Partidos de medo com o portão aberto, por falta de porteiro. Partidos, no coração, ao ver que faltou merenda e o menino, que só contava com aquela refeição, se encolhe de fome.

Partidos em nossa consideração como profissionais. Desrespeitados. Somos partidos à força em nossas greves. Partidos ao meio, profundamente, quando apanhamos da polícia no meio da rua.

Partidos e segregados na hora de pagamentos e reajustes que surgem como regalias só para categorias específicas. Partidos e parcelados em salários e descontos inadequados e ilegais. Partidos e deixados de lado, como comida ruim, pelo Ministério Público que insiste em não nos enxergar, nem ouvir nossos apelos.

Estou farta! Quero escola inteira, sem partidos! Tenho sede é de escola inteira. Uma escola de discursos múltiplos. De debate e criação de conhecimento. Uma escola crítica, como críticos já são as crianças e os adolescentes.

Uma escola de qualidade. Boa. Suculenta em conhecimento e cidadania. Plural e linda. Um inteiro de diversidades. De diferenças. De cabeças pensantes. De cores e brigas, discussões e acertos.

Sem pedaços e destroços. Sem rachaduras, nem maquiagem. Inteira em teto, chão, paredes. Inteira em almas diversas e unidas no mesmo objetivo.

Uma escola empenhada em problematizar. Em desconstruir e refazer. Onde, cada um com suas características, se exponha, sem medo. E todos juntos sejam ponte, laço, futuro. Um futuro que nos redima de um passado tão triste. E de um presente tão duro.

Escola inteira. Formadora de cidadãos inteiros e conscientes. Capazes de modificar o mundo. Porque o que está aí, sinceramente, não está servindo mais.

Existe uma consulta pública. Entre, vote. Dê seu voto. Proteste, enquanto ainda é possível. Pelo jeito que as coisas andam, a gente não sabe até quando ainda vai poder falar o que pensa.

(Mônica Raouf El Bayeh)
(http://extra.globo.com/mulher/um-dedo-de-prosa/escola-sem-partidos-eu-apoio-19755894.html#ixzz4FFdGk0MF)

01) O título parece indicar que a autora é a favor do projeto de lei "Escola sem partidos". No decorrer do texto isso se confirma? Justifique sua resposta:

02) Como as matérias eram ensinadas no tempo da ditadura? Voltar a isso seria um avanço ou um retrocesso, na sua opinião? Comente:

03) Por que a gente chegou ao fundo do poço, segundo a autora? Você concorda ou não com ela? 

04) Quando a autora menciona que há algumas figurinhas repetidas, tal expressão encontra-se no sentido denotativo ou conotativo? Explique: 

05) Ao dizer que existem várias figurinhas "da mesma família", que problema a autora denuncia? Isso é comum de acontecer? Se é proibido, por que então nada acontece? 

06) A que a autora compara os políticos? Tais comparações são, de fato, válidas? Comente: 

07) Posicione-se sobre a passagem destacada no texto, explicando: 

08) Por que tal projeto de lei também pode ser chamado de "lei da mordaça"? Qual o REAL objetivo dele? 

09) O que é uma "caça às bruxas"? 

10) Por que o professor tem sempre sido alvo desse tipo de ameaça, de castração? 

11) Por que a escola, dependendo do que ela ensina, pode ser perigosa? Perigosa para quem? 

12) Além dos professores, a autora cita outros seres "perigosos". Quem? Por quê? O que você pensa a respeito disso?

13) Por que a greve, segundo a autora, dura tanto? Você concorda com isso? Justifique sua resposta:

14) Retire do texto um exemplo de intertexualidade, explicando: 

15) A que a autora compara os professores? Por quê? 

16) Transcreva do texto uma passagem extremamente irônica, explicando a sua escolha:

17) Quando a autora fala que é a favor da escola sem partidos, o termo em destaque tem o mesmo sentido do usado no projeto de lei? Explique: 

18) O que a autora disse com a passagem "Eu tenho sede é de escola inteira"? 

19) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente:

20) Afinal, você é contra ou a favor do projeto de lei "Escola sem partido"? Por quê? Já votou na consulta pública indicada pela autora? 

21) Observe a imagem abaixo e as sugestões de "propostas". Qual delas você acha mais importante do que a que está sendo proposta? Quem mais tem destruído o nosso país? É mesmo o "perigoso" professor? 


22) O que a charge abaixo denuncia? Comente: