quarta-feira, 30 de março de 2016

Me-xi-da, graças a ela!


Não sei se as estatísticas estão corretas e isso pouco importa! O importante é que, numa época tão desértica, de tamanha descrença, ler algo desse tipo me contagiou e me animou. Maravilha! Às vezes precisamos de umas sacudidas dessas! E que sacudidas! 

Ter filho sempre foi, pelo menos pra mim, uma puta prova de amor; nos dias de hoje então... Uma MISSÃO, um ato tamanho de coragem e fé em Deus! Ninguém, em sã consciência, arriscaria colocar um filho no mundo se não acreditasse mais nele! 

Estamos rodeados por ratos corruptos, em todas as esferas, mas se olharmos bem há, ainda, muita gente solidária, do bem, graças a Deus! Há quem queira destruir, mas também há quem "arregace as mangas" e vai lá (re)construir, com a cara e a coragem (e quem precisa de mais do que isso?!?). 

Há quem goste de guerra e de conflito, e que a todo instante pensa em algum plano (in)falível para ferir ou matar o(s) outro(s), mas existem pessoas que ousam criar determinados objetos apenas esperando um sorriso puro de uma criança! 

Entre o MEDO e o AMOR, eu sempre vou optar pelo segundo, mesmo já levando taaaaaaaantas porradas por conta disso! Preço alto, altíssimo, tão alto quanto preservar a nossa dignidade, hoje em dia. Mas vale a pena, sim, pagar pra ver, acreditar! 

Pode até haver muro, um mais alto do que o outro, mas sempre haverá gente cordial e solidária que vai abrir uma porta ou uma janela ou, com mais sorte ainda, o coração para dizer ao outro: -- Você pode entrar! A casa é sua! E ainda convida para se sentar à mesa para saborear um bom papo, um café, um suco ou, quem sabe, um pastel de chocolate feito com tanto amor e capricho! (Huuuuuum! Deu fome!).

Bom, se eu me considero do bem e você que está lendo também... Putz! Já somos dois! Já somos três! Quatro... Cinco... Já fazemos a diferença neste mundo cão! E, se analisarmos bem, pra cada escândalo que a mídia nos apresenta, sem dó, apesar das tantas distorções (perigosas), existe alguém que nos enche de alegria compartilhando uma história, uma vitória, ou alguma mensagem de otimismo, como esta que conheci graças à amiga Lívia Pimenta (que não por acaso está grávida!). Obrigada, de coração! Finalizou um dia de tantas decepções... 

Desabafando um pouquinho


Queria conseguir, mesmo forçando a barra, rir da charge acima, mas não consigo, (in)felizmente. E não consigo não por ser desprovida de humor e da capacidade de fazer piada, pois sou expert nisso, garanto, mas... O momento é duro e crucial. Massacrante. Com a desvalorização tamanha da nossa profissão já estamos até "acostumados", embora não devêssemos, mas vermos os nossos poucos direitos sendo descaradamente roubados é demais, deprimente e triste! Todo santo dia me pergunto: A que ponto chegamos?!? Será que a coisa consegue, ainda, piorar?!? Ou será que já chegamos ao fundo do poço?!?

Que a dureza do atual momento não me roube, porém, a esperança de dias melhores tampouco me torne covarde ou temerosa em excesso e nem que me impeça de sonhar com um tempo em que o ladrão desista de assaltar o professor não por ele ser um ferrado e digno de pena, mas por reconhecer a sua importância para a sociedade e fazer com que se saia dali refletindo se vale a pena continuar no mundo do crime em busca de dinheiro e sem nenhuma dignidade. Aliás, que eu possa sonhar com um mundo sem ladrões, inclusive na politica! Já somos duramente assaltados por essa corja que finge que nos governa! E são muitos, mais perversos do que qualquer ladrãozinho de rua, de porta de banco, de loja! Não nos poupam! 

Agora mesmo estou aqui aflita porque tenho colegas lá na frente da ALERJ enfrentando gás de pimenta, tropa de choque, uma forte repressão dos seguranças da casa, como se fossem o quê? Bandidos? Não, são GUERREIROS, que lutam por mim, por todos nós, contra esse sistema que nos escraviza e pisoteia, sem nenhuma culpa. Um professor foi agredido, mas já foi medicado e está bem. Bem? Bom, dentro do possível. Aposto que a dor física é, ainda, "fichinha", perto da dor moral que ele está sentindo! Garanto! 

Que eu fique aqui orando, enquanto me recupero de uma Dengue, Zika, Chicungunya ou qualquer coisa que seja. É tudo o que eu posso fazer, por ora. Nenhuma doença, por pior que seja, dói mais do que acompanhar esses relatos tão tristes. É duro ver policial descendo o cacete no trabalhador explorado e desrespeitado tanto quanto ele! Queria que ele se rebelasse e fosse para o lado certo, que é o dele também, se consciente fosse! Enfim...

Não queria terminar esta minha postagem transbordando tristeza, preocupação, descrença, desânimo, nada disso! Então recorro à tirinha do Armandinho (que eu adoro!), e que ela acenda em mim -- e em todos nós -- a chama da ESPERANÇA de que possamos todos acordar e perceber, de uma vez por todas, que JUNTOS SOMOS FORTES! Só falta a gente se unir... só isso...! Será que é tão difícil assim?!? Mesmo?!? 


(Professora Andreia Dequinha, GREVISTA sim, com muito orgulho!)

Atividade sobre a música "24 horas por dia" - Ludmila



24 horas por dia

Tu não tem nada pra fazer
E fica nessa agonia
Fala de mim, pensa em mim
24 horas por dia
Fala de mim, pensa em mim
24 horas por dia

Só sabe meu primeiro nome
E acha que me conhece
Olha, se põe no seu lugar
Vê se comigo não se mete

Faz carinha feia quando passa do meu lado
Ainda por cima baba olhando de cima a baixo
Novinho ficou maluco, até parou no tempo
Quando eu mandei o quadradinho
Mostrando o meu talento

Calça apertada, bunda empinada
Dez vezes melhor que a sua namorada
Para tudo, pego no copo com a unha decorada

Ô mandada safadinha
Eu descobri seu truque
Pra saber da minha vida
Não sai do meu Facebook.

(Ludmila)

01) Aponte o desvio gramatical presente no primeiro verso da música, explicando-o:

02) Quem seria o destinatário do recado presente na música? Que recado, resumidamente, seria esse?

03) Retire do texto dois numerais, classificando-os: 

04) Copie do texto um exemplo de vocativo, justificando seu raciocínio:

05) É possível conseguir descobrir muitas informações de possíveis desafetos fuxicando apenas o Facebook dessas pessoas? Justifique sua resposta:

06) Cite três argumentos positivos e três negativos sobre as redes sociais: 

07) Analise as palavras que se encontram no grau diminutivo: elas expressam carinho ou deboche? Comente:

08) Classifique, morfologicamente, as palavras destacadas no texto: 

09) Copie do texto alguns registros de oralidade e também gírias, explicando a importância (ou não) desses elementos para o contexto textual:

10) Agora escreva uma "resposta" para o recado dado pela letra de música: 

terça-feira, 29 de março de 2016

Texto bem interessante do Freixo

Impeachment
Faço uma apologia ao diálogo. O mundo não pode ser dividido em coxinhas e petralhas. Não ergamos muros. Muros são surdos e podem soterrar a democracia.
Não é possível que as pessoas contrárias ao impeachment ou que criticam as atitudes do juiz Sérgio Moro, apesar da gravidade de todas as denúncias contra o governo, sejam simploriamente acusadas de defenderem a corrupção.
O combate à corrupção é fundamental, mas não pode ferir regras básicas do Estado democrático de Direito. As investigações não podem ser empurradas pela lógica do “custe o que custar”, violando os limites legais.
Nossa democracia é uma conquista recente que custou muito caro. Enfrentamos o chumbo de oito anos de Estado Novo e 21 anos de ditadura civil-militar. Todos somos responsáveis pela preservação do Estado democrático de Direito.
Por mais importantes que sejam as investigações da Lava Jato e por maior que seja o clamor popular, as instituições não podem agir sob o calor dos acontecimentos e atropelar os ritos legais em nome do combate à corrupção. Não é pelo governo, é pela democracia.
Todas as manifestações são legítimas, sejam de esquerda ou direita, verdes, amarelas ou vermelhas. As ruas são o espaço da política e das nossas diferenças, mas as instituições não podem funcionar sob o ímpeto da mesma lógica.
É preocupante ver um juiz trocar a toga pela carapuça de herói nacional e extrapolar as exigências de seu cargo, publicando notas de caráter político, autorizando e divulgando escutas telefônicas juridicamente questionáveis e vazando informações de forma seletiva. O conteúdo dos diálogos é tão importante quanto o modo como eles foram obtidos.
A democracia não é construída com heróis, mas com instituições fortes e equilibradas que funcionem de forma soberana e transparente e que atuem dentro dos limites das garantias constitucionais.
A crença no salvacionismo judiciário é perigosa porque tolera arbitrariedades e reflete não apenas o completo esvaziamento da política, mas a sua total negação.
O messianismo pode ser sedutor aos espíritos cansados, mas não nos conduzirá ao paraíso. A resposta para a crise não é judicialização, mas a reafirmação da política enquanto espaço do diálogo, do convívio da diferença e da construção pública.
Precisamos criar formas de baratear campanhas eleitorais, acabar com o sequestro da soberania pela oligarquia político-econômica, fortalecer a transparência e garantir a participação das pessoas nas decisões de interesse comum.
Democracia não combina com salvadores da pátria. Como dizia o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, pobre do povo que precisa de heróis. O futuro cabe a nós mesmos.
(Marcelo Freixo)


01) A que gênero textual pode-se enquadrar o texto  acima? Por quê?

02) Reconheça as relações de sentido estabelecidas pelos conectivos destacados no texto:

03) Explique o que o autor quis dizer com "O conteúdo dos diálogos é tão importante quanto o modo como eles foram obtidos":

04) O autor termina seu texto com a frase "O futuro cabe a nós mesmos". Você concorda com isso? Escreva um parágrafo dissertativo-argumentativo sobre esse tema: 

05) Transcreva uma frase do texto que apresenta a mesma crítica contida na charge a seguir, explicando seu raciocínio:

06) O que você achou do título? Que outro título você daria ao texto?

07) Posicione-se sobre a afirmação "Muros são surdos e podem soterrar a democracia":

08) Você concorda que "É preocupante ver um juiz trocar a toga pela carapuça de herói nacional"? Justifique sua resposta: 

09) Que aparentes soluções o  autor do texto propõe para sairmos dessa crise? E quais seriam as suas soluções, especialmente para este momento? 

10) Elabore UM parágrafo dissertativo-argumentativo sobre o tema abordado:


(Questões elaboradas pelas professoras Andreia Dequinha e Rosa Maria)

domingo, 27 de março de 2016

A lição do rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: 

- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!

A galinha:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e:

- Há ratoeira na casa, ratoeira !


- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:


- Há ratoeira na casa!


- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!


Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.


Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...


O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.

O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.


Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.


A mulher não melhorou e acabou morrendo.


Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

Moral da história:  Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que ele não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de cada um... é de todos! 

(Autor desconhecido)

Pra não deixar a Páscoa passar em branco...






Todo dia é uma excelente oportunidade para refletirmos sobre um montão de coisas, mas hoje, domingo de Páscoa, penso que tem um quê a mais até, devido à importância desta data, e olha que não estou entrando, de forma alguma, no quesito religião! É algo pessoal mesmo, particular! Pelo menos pra mim o é! 

Fico bastante preocupada (e entristecida) com determinadas distorções, e é impressionante a quantidade de famílias em que vejo que o mais importante é o chocolate, é o Coelhinho da Páscoa... e se esquece tão veloz de que o protagonista é Jesus, sua morte e seu renascimento. Duas charges mostram claramente essa inversão de valores! Outra comprova que há nesta data o peso da má distribuição de renda, em que algumas crianças comemoram com muito e muitas com pouco ou nada, o que é triste, visto que, para Deus, todos somos iguais, seres humanos amados, pelos quais Ele entregou o seu filho Jesus. Uma charge mostra, ainda, como seria, em tempos modernos e tecnológicos, registrada e compartilhada a ressurreição de Jesus! Ou alguém duvida, considerando a overdose de fatos banais que é postada diariamente?!?

Para não levarmos também tudo tãããão a sério, há uma pseudo-correção de um "trabalho de um aluno", com sugestões, em cima da tão famosa música cantada na Páscoa pelas crianças... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A proposta de hoje é, além de refletirmos, que cada um elabore três questões sobre cada texto aqui presente! Quem topa?!? Pode registrar nos comentários do blog que as melhores serão aqui publicadas (com os devidos créditos, claro!). Boa Páscoa a todos!!! 


quarta-feira, 23 de março de 2016

Atividade sobre o curta "1,99 - Um supermercado que vende palavras" (72 minutos)



Dia desses assisti a esse filme e achei bem interessante! Claro que não a qualquer olhos, visto que ele permite a pessoa "viajar" em suas tantas reflexões, mas... como eu adoro...!!! Espero que você(s) também possam curtir!!! Aqui estão algumas questões simples que elaborei baseadas nele!!! 

01) O que, basicamente, o filme denuncia? Justifique sua resposta:

02) Por que todos de repente param para olhar a menina de patins? Qual a função dela? Em que será que ela se baseia para fazer as suas escolhas?

03) Explique por que podemos afirmar que existe uma espécie de “apartheid” da sociedade de consumo:

04) Como se pode interpretar o fato de consumirem a palavra “único” e logo em seguida alguém repô-la  na prateleira?

05) O que as pessoas jogando pingue-pongue com o espelho revela? Você acredita quer a humanidade está mesmo caminhando para isso?

06) Qual a parte do filme que mais chamou a sua atenção? Por quê?

07) Por que algumas caixas estão sem nome?

08) Segundo o diretor do filme, a injustiça social não é o único viés possível para se compreender o ser humano, ao contrário, atrapalha a compreensão das relações da sociedade, cada vez mais complicada. Para ele, nossa fragilidade está no fetiche: “somos fetichistas e muito susceptíveis à própria propaganda e aos seus slogans”. Nesse supermercado não há cor, não há marcas, só frases com o apelo usado para que comprem seus produtos, ou seja, vendem-se palavras, vendem-se slogans e, em última análise, vendem-se fetiches. Posicione-se sobre essa afirmação, justificando sua resposta:

09) Se tal supermercado realmente existisse, que  palavras você gostaria de comprar? Justifique sua resposta:

10) O que você achou do filme? Que mensagem pôde extrair dele? Que sensação ele despertou em você?

segunda-feira, 21 de março de 2016

Atividade sobre o curta "O primeiro voo" (07 minutos)


Sinopse: O curta em questão conta a história de um passarinho que quer aprender a voar, e, no caminho, acaba reensinando um homem a sorrir. 

OBS.: Tentei "upar" o vídeo, mas não consegui, mas, de qualquer forma, ele pode ser encontrado nestes dois endereços:



01) Caracterize o homem utilizando 4 adjetivos:

02) Ao perder o ônibus, como o homem lida com a espera pelo próximo? O que quebra essa expectativa e como ele reage a isso?

03) Há certas barreiras impostas pelo homem para que o passarinho não se aproxime dele. Quais? Como ele faz isso? É algo comum ou raro as pessoas, hoje em dia, se protegerem das outras? Opine:

04) Podemos afirmar que o passarinho conseguiu desarmar o homem, vencer essas barreiras? Explique:

05) O que o aviãozinho de papel feito pelo homem pode, metaforicamente, representar, considerando o contexto do curta? E a queda dele? E o carro ainda passar por cima dele? Como você pode interpretar tudo isso? 

06) De que maneira a frase "A razão deste mundo estava num outro mundo inexplicável", do escritor moçambicano Mia Couto, dialoga com o curta? Explique: 

07) Qual parte do curta lhe chamou mais a atenção? Por quê?

08) O final do curta sugere alguma mudança na vida do homem? Comente:

09) Que mensagem o curta lhe transmitiu?

10) Apesar de o curta abordar vários temas, qual você apontaria como sendo o principal? Justifique seu raciocínio: 

domingo, 20 de março de 2016

Atividade sobre a música "Cantinho escondido" - Marisa Monte

Cantinho Escondido

Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que frequente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro...

(Marisa Monte)

01) No verso “Um lugar para o coração pousar” há a presença da figura de linguagem chamada:

(   ) hipérbole;
(   ) prosopopeia;
(   ) ironia;
(   ) eufemismo;

02) O título da canção remete a um cantinho escondido. Que lugar seria esse?

03) “Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido”. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta:

04) Copie todas as rimas da canção e diga se são ricas ou pobres:

05) Considerando toda a 2ª estrofe, o sujeito do versoUm endereço que frequente sem morar” classifica-se como:

(  ) Sujeito Simples (um endereço);
(  ) Sujeito desinencial (ele);
(  ) Sujeito Composto (endereço e coração);
(  ) Sujeito inexistente;

06) O uso do diminutivo em “cantinho escondido” denota:

(   ) diminuição de tamanho;
(   ) ironia;
(   ) depreciação;
(   ) afetividade;

07) Explique, com suas palavras, o que você entendeu com o primeiro e segundo versos da terceira estrofe:

08) O eu lírico da canção descreve um cantinho que todo mundo tem. Descreva o seu:
09) A frase “Fazer o circo pegar fogo de verdade”, presente na canção, está sendo usada conotativamente. Explique o seu sentido neste contexto:

10) Em “Eu posso até mudar”, a preposição representa um modalizador do discurso e do eu lírico. Explique o efeito de sentido conquistado:

11) Em “Eu posso até mudar / MAS onde quer que eu vá / O meu cantinho  há de ir”, o termo em destaque dá ideia de:

(   ) causa;
(   ) conseqüência;
(   ) tempo;
(   ) contradição;
(   ) proporcionalidade;

12) O texto abaixo foi encontrado no blog de Márcia Cobar (http://marciacobar.blogspot.com), no qual ela relata que cada pessoa tem um cantinho escondido particular, seja dentro de si, em algum lugar da casa onde mora, da cidade, do país, em fim, do mundo. Leia o que ela diz:

"Quando o mundo gira rápido demais, quando a realidade se torna um comprimido duro de engolir ou simplesmente quando tenho vontade de passar um tempo sozinha, eu procuro o meu esconderijo. Este é o meu cantinho sagrado onde encontro paz e consigo aprofundar em mim mesma. É lá que eu respiro ar puro e tomo café de vez em quando. É lá que leio bons livros e escuto músicas. É neste lugar que minhas ansiedades são aplacadas, minha paz é restabelecida e minha saudade é apaziguada. É neste lugar que, muitas vezes, minha vida volta a ter sentido".
Você também tem um cantinho escondido só seu? Escreva um bonito texto falando como é esse cantinho, onde fica e o que você faz nele? Se preferir, ilustre-o com criatividade ou fotos.

  

(Autores: Andreia Dequinha, Sandra Vitezi, Mariuza Freire, Simone Maróstica, Cris Happy, 
Lourdes Galhardo, Helaine Soares, Ruth Barbosa, Sinara Soares, Maria Regina)

Atividade sobre a música "Menina má" - Anitta



Menina Má

Me olha e deseja que eu veja
Mas eu digo: não vai rolar.
Agora é tarde pra você querer me ganhar
Rebolo e te olho
Mas eu não quero mais ficar
Admito que acho graça em ver você babar.

Vem, se deixa render
Vou como sereia naufragar você
Satisfaço o meu prazer
Te provocar e deixar você querer. 

Agora eu vou me vingar: menina má.
Vou provocar, vou descer e vou instigar
Me pede beijo, desejo
Não vou beijar
Pode sonhar!
Sou uma menina má. 

(Anitta)

01) Defina, utilizando cinco adjetivos, o que seria uma menina má:

02) Pelo vídeo, algo aconteceu para que a menina se transformasse numa menina má. O que foi? Explique, dizendo se você acha se isso foi ou não motivo suficiente para essa transformação:

03) Analisando apenas a letra da música, há algum indício disso? Justifique sua resposta: 

04) Explique o segundo verso da segunda estrofe: 

05) Escolha algum par de rima para você comentar a expressividade na letra de música:

06) Você acha que toda pessoa má age necessariamente motivada pelo desejo de vingança? Por quê? 

07) Que mensagem a música lhe transmitiu? 

08) Você acha que hoje em dia existem muitas "meninas más"??? Comente:

09) Escreva uma carta em resposta a essa letra de música, sendo o menino da história:

sábado, 19 de março de 2016

Atividade sobre o filme "A Dona da História" (84 minutos)


Sinopse: Aos 55 anos de idade, Carolina passa por uma crise pessoal. O casamento não vai bem, alguns sonhos da juventude não se realizaram e ela amarga o fato de não ter experimentado tudo que gostaria na vida. Revisitando seus passado, na década de 70, ela era uma jovem estudante que se encantou pelo militante de esquerda Luís Cláudio. A paixão fulminante terminou num pedido de casamento e depois vieram os quatro filhos e o fantasma da rotina. 

Fazendo um balanço de sua vida, Carolina tenta desvendar o que teria sido dela se tivesse tomado outros caminhos. Enquanto isso, o marido tenta vender o apartamento da família para conhecer Cuba. Num encontro com o passado, ela se torna "A dona da História" e imagina quantas possibilidades foram abertas e deixadas de lado para ela na euforia dos 18 anos e no desespero dos 55 anos! 

01) O que aparentemente começou a desencadear uma crise de insatisfação em Carolina em relação à vida que estava levando?

02) Como Carolina e Luís Cláudio se conheceram? Esse clima tem a ver com o Romantismo propriamente dito ou destoa um pouco? Explique seu ponto de vista:

03) Os protagonistas do filme contradizem ou confirmam aquele velho ditado que diz que "os opostos se atraem"?Justifique sua resposta:

04) Caracterize, usando, no mínimo, 5 adjetivos, cada uma das personagens:

05) De um modo geral, podemos afirmar que o filme é romântico? Por quê?

06) Qual a característica da prosa romântica que está mais nitidamente presente na história do filme? Explique:

07) Por que o chamado "flash back"narrativo foi essencial na história?

08) Qual dos dois personagens pareceu mais romântico? Por quê?

09) O que o final do filme, no aeroporto, revela? Explique bem:

10) Que mensagem o filme, como um todo, lhe transmitiu? 

11) Que mudanças em sua vida você gostaria de fazer, sendo o(a) dono(a) da história? Cite alguma(s):      

quinta-feira, 17 de março de 2016

Produção Textual


1. Produza um parágrafo dissertativo explicando o porquê desses versos da música "Que País é Esse?", de Renato  Russo, serem  atuais, embora sejam de 1987:

Um imenso basta vindo de todos os cantos do Brasil

elvis
/



2. Escreva um texto em prosa ou em versos sobre as críticas expressas  nas charges acima:

3.  Agora é sua vez!  Desenhe o mapa do Brasil e escreva dentro dele adjetivos  que o tornariam um país melhor:

terça-feira, 8 de março de 2016

Temos o que comemorar?!?


Sim, a minha resposta para a pergunta que serve de título para a postagem de hoje é SIM! Há o que se comemorar, pois são décadas e décadas de conquistas, de provações e resistindo bravamente a provocações também! Porém, ainda há muito mais a se conquistar... diariamente... 

Se eu sou contra o Dia Internacional da Mulher?!? Não, não chego a sê-lo, pois tenho orgulho de ser mulher e de tudo o que conquistei em uma sociedade extremamente machista, embora muito se negue. Fácil negar, difícil é fechar os olhos para esse problema denunciado na imagem acima. Difícil comemorar UM dia da Mulher, enquanto em todos os outros raramente esses problemas são discutidos, resolvidos, cessados. Queria comemorar não a existência de uma Lei Maria da Penha, mas o fato de não precisarmos nunca recorrer a ela para nos proteger.

Queremos o verbo APANHAR sendo empregado para TODAS e em TODOS OS DIAS apenas se referindo às flores... e nunca sentindo -- nem no corpo nem na alma -- esse verbo com outro sentido. Aí sim teremos MUITO a comemorar! 

Atividade sobre a música "A noite" - Tiê

Será que só eu adoro trabalhar com músicas nas minhas aulas?!?

Sou simplesmente APAIXONADA por essa música, que me toca a alma e me faz chorar toda vez que eu a ouço... "Viajo" e, pelo visto, para lugares que eu nem sabia que conhecia... que (já) tinha ido... 
Vou arriscar levando para os meus alunos assim que retornar da greve...

Será que eles vão curtir?!? O que acham?!? 


A noite

Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce não para
É uma história que se complicou
Eu sei bem o porquê.

Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços,
Me entorta as costas e dá um cansaço...
A maldade do tempo fez eu me afastar de você

E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui.
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão,
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na minha mão.

Pro tanto que eu te queria, o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei
Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico essa linda história confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você

Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

(Tiê)


01) Que possíveis fatos poderiam causar no eu lirico as emoções e as reações descritas na letra da música acima?

02) Você já se sentiu como o eu-lírico presente na letra de música? Comente:

03) Em "esse medo que cresce e não para", de que o eu lírico parece ter medo?

04) Caracterize esse eu lírico, usando, no mínimo, cinco adjetivos:

05) Baseando-se nas dicas da música, como você analisa o relacionamento das pessoas envolvidas?

06) Classifique os verbos situados no primeiro verso: eles são transitivos ou intransitivos? Por quê?

07) Justifique o emprego do porquê destacado no texto:

08) Que outro título você daria à música? Por quê?

09) Você acha que a noite realmente acentua determinadas coisas? Por quê? 

10) Que mensagem a música lhe transmitiu?

11) Comente a função poética e a emotiva presentes no texto:

12) Localize, no texto, expressões típicas da linguagem coloquial e depois aponte a forma culta de cada uma delas:

13) Encontre sinônimos para as palavras BASTAM (primeiro verso) e COMPLICOU (terceiro verso):

14) Explique a preferência pelo pretérito perfeito para o eu lirico relatar a sua história:

15) Transforme a letra de música em uma carta que o eu lírico enviaria para a pessoa a que ela se refere:

(Parceria com a grande e querida amiga Zizi Cassemiro

segunda-feira, 7 de março de 2016

Você está preparado(a) para isso?!?


O caso da ponte

JOÃO era casado com MARIA e se amavam.

Depois de um certo tempo, João começou a chegar cada vez mais tarde em casa. 

Maria se sentiu abandonada e procurou PAULO, que morava do outro lado da ponte. Acabaram amantes e Maria voltava para casa sempre antes do marido chegar. 

Um dia, quando voltava, encontrou um BANDIDO atacando as pessoas que passavam na ponte. Ela correu de volta para a casa de Paulo e pediu proteção. Ele respondeu que não tinha nada a ver com isso e que o problema era dela. Ela, então, procurou um AMIGO. Este foi com ela até a ponte, mas se acovardou diante do Bandido e não teve coragem de enfrentá-lo. 

Resolveu procurar um BARQUEIRO, mais para baixo do rio. Este aceitou levá-la por R$ 115,00, mas nenhum dos dois tinha dinheiro. Insistiram e imploraram, mas o barqueiro foi irredutível. Aí voltaram para a ponte e o Bandido matou Maria. 
(Autor desconhecido)

TAREFA: Você deverá colocar as seis personagens em ordem DECRESCENTE de culpa, isto é, coloque como número 01 o maior responsável pelo que ocorreu e o restante em ordem decrescente, ficando o número 06 com o que você julga menos culpado. 

Na minha opinião, a culpa foi: 

01) _________________________
02) _________________________
03) _________________________
04) _________________________
05) _________________________
06) _________________________

Atividade sobre o filme "Cartas para Deus" (1 h 54 min)


Sinopse: Tyler Doherty é vítima de cancêr e trava uma batalha diária contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady, vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real.


01) Como os colegas de classe se relacionavam com Tyler? 

02) Como cada personagem lidava com a doença de Tyler? 

a) Ele mesmo: 

b) O irmão Ben: 

c) A mãe: 

d) A vó:

e) A amiga Samantha: 

03) Como era a vida do carteiro Brady antes de conhecer Tyler? 

04) Por que, apesar de faltar tanto, o carteiro não foi mandado embora?

05) Por que o carteiro perdeu a guarda do filho?

06) Disseram que Tyler era "um guerreiro de Deus". O que se quis dizer com isso? De quem foi essa fala? 

07) O que dizia na carta que Tyler escreveu para Deus? Comente: 

08) O que a mãe dele resolveu fazer após lê-la? 

09) O que aconteceu com o carteiro no final da história? 

10) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

11) Que mensagem o filme lhe transmitiu? Comente:

12) Agora escreva a sua cartinha para Deus... Capriche! Abra o seu coração! 

Atividade sobre "Baile popular" - Di Cavalcanti


01) A imagem transmite claramente um sentimento. Que sentimento é esse? Explique:

02) Explorando o título da imagem, aponte que elementos nela presentes contribuem para a caracterização do baile como tal:

03) Quais os traços presentes na imagem que denunciam características brasileiras?

04) Que outro título você acha que combinaria melhor com a imagem? Por quê?

05) Baile lembra dança; dança lembra alegria. A imagem do rosto das pessoas demonstra alegria? Justifique:

06) Você frequenta algum baile popular? Já frequentou algum? O que você sente e acha desses ambientes?

07) Pela imagem podemos perceber que se trata de uma cena antiga ou atual? Que elementos nela presentes podem justificar a sua resposta?

08) "Os amigos que tiveram o privilégio de conviver com Di Cavalcante, dizem que ele era um boêmio e romântico que teve incontáveis mulheres. A vida para Di Cavalcante era uma constante alegria e celebração."  Justifique essa afirmação  usando como argumentos o quadro em estudo:

09) Identifique todas as cores presentes na obra de Di Cavalcanti. Qual é a predominante?

10) Qual a personagem que mais se encontra em destaque? Justifique sua resposta:


(Autores: Andreia Dequinha, Sandra Vitezi, Ruth Barbosa, 
Sinara Soares, Lourdes Galhardo, Maria Regina)

domingo, 6 de março de 2016

Atividade sobre a música "Zen" - Anitta

Quem disse que não pode levar Anitta???? 

Adoro levar músicas para trabalhar com meus alunos e fico impressionada ao ver como eles se empolgam e participam ainda mais das aulas! Levo Chico, Caetano, Legião, Paralamas... mas, "não querendo polemizar, mas já polemizando", NADA, por exemplo, me impede de levar uma música da Anitta, uma vez ou outra. 

Muitas vezes perdemos porque deixamos o nosso pré-conceito falar mais alto do que a nossa vontade de entrar no mundo do aluno, em seus gostos, pois só depois de conseguirmos isso que teremos livre-acesso e aí poderemos convidá-lo, várias vezes, para o nosso, sendo prazeroso para todos! O importante é sempre quebrarmos paradigmas... 

Então hoje, vamos de Anitta, sim!!! Experimente!!! E depois nos conte...!!!"


Zen 

Olha, cê me faz tão bem
Só de olhar teus olhos, baby, eu fico zen
Coração acelerado a mais de cem
Juro que eu não quero mais ninguém 
Você me faz tão bem!

Olha, baby, eu não tô mais na idade
Se quiser embora fique à vontade 
Esperava um pouco de maturidade em você

Olha, tenta me levar a sério
Esse nosso lance já não tem mistério
Eu já te falei que tudo o que eu mais quero é você

Então tenta não me provocar
Que eu prometo não vou complicar 
Feito nuvem solta pelo ar 
É assim que eu vou te levar

(Anitta)

01) Explique a intenção de se usar o "cê", no primeiro verso, em vez do "você":

02) Tente justificar as várias presenças do "olha" na música:

03) Existe na música algum vocativo? Se sim, qual? Qual a importância dele no contexto?

04) O que você consideraria falta de maturidade em um relacionamento? Enumere:

05) Retire do texto um numeral, classificando-o:

06) A que o numeral citado na questão anterior se refere?

07) Você concorda que quando a pessoa está apaixonada ela não precisa de mais nenhuma outra? Fidelidade é importante em uma relação?

08) Pelo contexto, o que a outra parte tentou fazer para ter como resposta a passagem "se quiser embora fique à vontade"? Isso é comum de acontecer?

09) Explique a passagem "feito nuvem solta pelo ar": 

10) Associe o teor da música com seu título: 

11) Crie mais duas questões referentes à música:

12) Elabore uma espécie de "resposta" para a música em questão: 

Exercícios sobre Sujeito

Sobre a charge acima, responda:

01) Responda à pergunta da professora observando os aspectos gramaticais:

02) Por que o aluno  acha que quem confia nos políticos é um mané? 

03) Você concorda com o menino? Justifique sua resposta: 


04) Qual é o sujeito da frase dita pela professora na charge acima? Como ele é classificado? Explique:

05) Qual é a crítica presente na  charge? Posicione-se sobre ela: 


06) Qual é o sujeito da frase dita pelo aluno? Comente: 

07) Explique a denúncia feita pela charge:

08) Transcreva um exemplo de vocativo, extraído da fala do menino:

09) Por que a palavra ÉTICA encontra-se em destaque na charge? Você costuma usar esse recurso? 


10) Qual é o sujeito da frase do primeiro quadrinho da tirinha acima? 

11) Copie da tirinha um exemplo de vocativo, explicando: 

12) O que quer dizer "trabalho análogo ao de um escravo"? 

13) Qual a crítica feita pela tirinha? 

14) Produza um texto dissertativo sobre o trabalho escravo na atualidade:

quarta-feira, 2 de março de 2016

Trazendo para a discussão...

Texto 01: A Pátria Educadora passa a borracha
Que ligações haveria entre a depredação de uma escola em Valparaíso de Goiás, uma circular proibindo o acesso da imprensa às escolas públicas do DF e o ataque selvagem da PM do Paraná aos professores que buscavam defender seus direitos na Casa do Povo? Unindo as três pontas e analisando-as sob o prisma marqueteiro da Pátria Educadora, chegamos à triste conclusão de que o governo, de qualquer matiz ideológica, não tem a menor compreensão da importância desse setor para o país, talvez por desconhecer ainda a estreita relação entre educação e futuro.
 A diluição do prestígio profissional dos professores ao longo dos últimos anos está na base das rebeliões que se sucedem em várias escolas país afora. Ao reconhecer os professores, profissionais que nem o Estado valoriza e protege, os alunos se sentem encorajados não só para desafiá-los abertamente mas confrontá-los fisicamente, como tem acontecido com frequência. Acuados dentro e fora dos estabelecimentos de ensino, os professores vão perdendo espaço e a liberdade de atuação. A escola, antes um reduto sagrado, vedado a intromissões alheias ao ensino, transformou-se em espaço de disputas com cada elemento entrincheirado em um canto.
 Professores, alunos e Estado não se entendem. Os mais de 170 professores feridos com balas de borracha pela polícia do Paraná, marcam episódios de uma batalha, cuja a guerra esta longe de terminar. Ao usar porretes, balas e cães da raça pitbull para atacar os professores, a imagem que o Estado passa para a população, alunos incluídos, é que as tropas de choques estão agindo contra malfeitores e desordeiros comuns que devem ser barrados à força. Nem aos invasores de terras e prédios públicos é dado tamanho rigor. Observado em seu conjunto, a educação pública no Brasil reproduz o mesmo caos verificado hoje em todos os setores e atividades da máquina administrativa. Talvez seja o fato de reconhecer, de uma vez por todas, que a educação é uma necessidade humana séria demais para ser confiada a governos e a políticos de plantão. 
(Ari Cunha)


 01) Explique o duplo sentido do título:

      02) Qual é uma das causas do descaso do governo com a educação?


03) Que fragmento do texto mostra que a educação não é o único problema do país?

04) O autor também explica porque os alunos não respeitam o professor. Transcreva o trecho em que isso acontece: 


Texto 02: Quanto vale um professor?


           Na era do culto às celebridades, do elogio à desinteligência, da ânsia pelo fútil, do aplauso ao vazio, quanto vale um professor? Nada. Talvez menos que nada. Talvez seja um número negativo, uma subtração ao padrão de mundo que a maioria almeja.

Eu me considero uma eterna aluna da vida, uma estagiária da existência; e tive muitos mestres. Ainda os tenho. Daquilo que tenho aprendido, muito devo àqueles que, em sala de aula, transmitiram-me seus conhecimentos. Contudo, devo confessar que a postura dos meus verdadeiros mestres diante da vida foi o que sempre mais me ensinou.
Muitos dos meus professores ilustravam em seu currículo, de diversas formas, o ideário de suas vidas. Eles se viravam com seus baixos salários, lutando por melhor remuneração e melhores condições de trabalho. Eles tinham a audácia de se rebelar contra os ditames de nossos dias: contra a coisificação do homem e a tentativa capitalização das almas, negando-se a pactuar com a transformação dos outros em meros números, em objetos estatísticos que podem ou não nos auferir alguma vantagem patrimonial.

Sempre estudei em escola pública. Já tive aula em que o professor ditasse toda a matéria, pois o giz havia acabado. Já vi professor fazer vaquinha entre os colegas para comprar remédio de preço módico para o filho. Tive a oportunidade de ver a merenda negada ao professor, posto que o Ministério da Educação a distribuía, foi o que alegaram, apenas “para os alunos”.
Hoje, o professor, por mais que se desdobre, por mais que se dedique, por mais que tenha a sua carreira como prioritária, ganhará sempre pouco. Caso se valha apenas da docência, não terá patrimônio, não terá status, não será celebrado, não terá holofote dos veículos de comunicação. E, neste país, ainda prevalece a crença de que quem é celebridade é tudo. De que o bom profissional não é o honesto e probo: o bom é o rico.

           Isso é, implicitamente, ensinado aos nossos filhos. Ser bem sucedido é ter espaço na MTv, é ser badalado por revistas de fofocas, é ser visto de “Camaro amarelo”. Bonito é ser fotografado entre as celebridades. Ser grande é ser famoso, conhecido, não importa se para isso a pessoa tenha que “ordenhar” alguém em reality transmitido nacionalmente. Que importa se o cantor só fala uma frase na música inteira e a frase é de baixo calão? Ele é rico e famoso, e é isso o que importa.Muitos andam preocupados com a crise econômica, mas quem anda se ocupando da crise dos valores? Quem anda se dedicando ao conhecimento, à busca por novas leituras do mundo, à quebra, à ruptura do modelo desumano de sociedade que criamos? Quem se dedica a questionar padrões e a não cotejar o conformismo? Quem, além dos profissionais da Educação?
Por isso, quando vejo um professor sangrando ao legitimamente lutar por um direito seu, a minha alma sangra junto. Mas a ignorância que nos sangra não é capaz de drenar os nossos sonhos. Sabemos que o culto à celebridade, bem como o elogio à ignorância, não se sustenta se iluminado pela razão, uma vez acordada a sensibilidade de cada um.

Ser nada a uma geração onde o vazio é aplaudido de pé, remar contra o mar da mediocridade do mundo é uma glória sem preço. Em tempos como o nosso, ser menos é mais.
(Nara Núbia Ribeiro)

05) Que estratégia  argumentativa o autor usa para  iniciar seu texto?


06) Em "Eu me considero uma eterna aluna da vida, uma estagiária da existência; e tive muitos mestres". O conectivo destacado estabelece uma relação de:
(a)      Explicação                   (b) conclusão                     (c) oposição                  (d) adição

07) “Contudo, devo confessar que a postura dos meus verdadeiros mestres diante da vida foi o que sempre mais me ensinou”. O vocábulo destacado transmite a ideia de:
(a)      Adição                       (b) oposição                      (c) explicação             (d) conclusão

08) Explique o valor semântico das palavras destacadas no texto 02:

09) “Isso é, implicitamente, ensinado aos nossos filhos” (6º parágrafo). A que o pronome “isso” se refere?                                    

10) “Tive a oportunidade de ver a merenda negada ao professor, posto que o Ministério da Educação a distribuía, foi o que alegaram, apenas “para os alunos”.  Embora a  locução conjuntiva “posto que”  seja concessiva, a autora a usou como sinônimo de “já que”.  Nesse contexto, qual  a relação estabelecida?

11) Leia a tirinha do Armandinho a seguir e explique o que o povo pode fazer se começar a pensar!