segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ladrões e LADRÕES


01) Observe atentamente a charge e diga o que nela despertou estranheza:

02) Que crítica a charge faz? A quem, especialmente? Por quê?

03) O que podemos fazer para que situações como essa não ocorram mais (ou que ao menos não sejam mais tão frequentes)?

04) Você concorda que há ladrões e LADRÕES? Defina esses dois tipos: 

05) Que tipo de ladrão você acha que é mais perigoso para a sociedade? Por quê?

06) Que sentimento você pode observar na expressão do policial? Explique-a:

07) O que leva(ria) uma pessoa a optar pelo caminho do crime?

08) Qual dos dois tipos de ladrão dá mais trabalho para a polícia? Por quê?

(Colaboradora com algumas questões: Professora Rosa Maria Ferreira Corrêa)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Explorando a Zica...


01) Onde reside o humor na charge acima?

02) Corrija um erro ortográfico ali presente, explicando por que razão ele poderia ter ali ocorrido:

03) Você culparia a falta de explicação da TV, que tem o objetivo de informar, ou a limitação do telespectador? Ou ambas as coisas? Comente:

04) Crie um jingle direcionado ao público adolescente, que oriente sobre a possível transmissão da Zica pelo beijo:

05) Elabore argumentos para justificar o nome "Zica", desse vírus tão perigoso:

06) Localize um regionalismo na charge e explique o seu significado:

07) Qual a sua opinião diante da notícia de que o vírus pode ser transmitido através do beijo? Comente:

08) "Zica" é uma palavra feminina. Por que, então, o verbo "transmitir" foi usado no masculino na charge?

09) Invente uma fala para o marido presente na charge:

(Colaboradoras artemanhosas: Zizi, Nalva, Ida Maria, Paula Munhoz)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

E vamos falar dos shortinhos...

O shortinho das colegiais

(Quem ensina valores ensina os seus valores)

A escola tem de formar cidadãos, certo? Errado.
A escola tem de difundir o conhecimento. Mas não é o que se espera, no Brasil.
Agora mesmo, alunas do Anchieta se rebelaram pelo direito de usar shortinhos três centímetros mais curtos do que o permitido pela escola. Não por pretenderem sensualizar, ressaltaram, mas porque sentem muito calor.
As novas gerações são calorentas, compreende-se. O que não se compreende é a comoção que o tamanho do shortinho causou no Estado. Importa-me muito mais o que é mais importante: quando as protestantes abordaram o currículo escolar. Elas defendem mais "educação social e política".
Educação social e política? Já tivemos isso nas escolas. A disciplina se chamava, exatamente, Organização Social e Política do Brasil, o velho OSPB. Tínhamos, também, Moral e Cívica e Religião.
Era o ensino de "valores". Não é o mesmo que a sociedade pede da escola hoje? "Valores".
Naquele tempo, um dos valores que tentavam nos passar era o patriotismo. Num dia tão quente que faria as anchietanas irem para o colégio de fio dental, a professora nos obrigou a cantar o Hino Nacional tantas vezes, em posição de sentido, debaixo do sol, que passei mal e desmaiei.
E agora, no século 21? Que valores serão transmitidos a nossos efebos e cachopas? "Não nos falaram sobre as operações anticorrupção no Brasil", questionaram as meninas do Anchieta. Sob que ponto de vista os professores abordarão a corrupção? O professor petista dirá que sempre se roubou no Brasil, que o brasileiro fura fila e altera nota fiscal, que é do brasileiro roubar. O professor antipetista dirá que uma quadrilha governa o país e que o PT tornou o roubo sistemático. Quem está certo? Quem tem os valores "certos"?
Essa história de valores não é só brasileira. É ocidental. Einstein, o gênio redescoberto, odiava a escola alemã exatamente porque era pouco "humana" e por demais centrada no conhecimento. Mas da escola alemã saíram, além do próprio Einstein, seus colegas Heisenberg, Niels Bohr, Von Braun e Max Planck, só para ficar em alguns da sua área e do seu tempo. Não fosse a exigente escola alemã, Einstein talvez tivesse se tornado sociólogo.
Enquanto o Ocidente se "humaniza", o Oriente Longínquo se "desumaniza". Até demais, reconheço: no Japão, o governo pediu que as universidades fechem as faculdades de ciências sociais e humanas. De 60 faculdades desta área, 30 deverão ser eliminadas nos próximos meses.
Já no Ensino Médio a concorrência é tão feroz, que o número de suicídios entre adolescentes explode nos três primeiros dias de setembro, no Arquipélago — são os dias da volta às aulas.
Estive na Coreia do Sul, visitei famílias "comuns" para ver como eles vivem. As crianças praticamente não têm infância. Depois da escola, passam as horas restantes do dia em cursos de inglês, matemática, línguas, ciências.
Sim, eles exageram. Mas no que resulta?
Bem, eu aqui vivo na cidade-sede da educação na América. São 55 universidades poderosas, entre elas Harvard, com seus 47 Prêmios Nobel, os gênios do MIT e a Boston University de Luther King. E o que se vê nos campi? Japoneses, coreanos e chineses. Estão tomando as universidades americanas, a ponto de o governo planejar o estabelecimento de cotas para LIMITAR o número de orientais nas faculdades.
Esses alunos de olhos amendoados buscam o conhecimento. Como os japoneses aprendem "valores" na escola? Ajudando a limpar os banheiros e a varrer as salas de aula. Que tal?
Valores são subprodutos do conhecimento. Se o estudante aprender sobre a democracia, por exemplo, saberá que esse não é um sistema em que todos podem tudo. Ao contrário: esse sistema só funciona a partir da lei.
Mas quem se interessa pela lei, no Brasil? O Brasil quer formar gerações de libertários. está formando gerações de mimados.
(David Coimbra)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Provocando reflexões e discussões!

Levei o texto abaixo para trabalhar com meus alunos, de todas as minhas seis turmas, e as discussões foram muito interessantes, frutíferas, e me deixaram beeeeem animada, graças a Deus! Bom demais saber o que essa galera pensa, ainda mais quando se tem polêmica envolvida. 

Viramos todos umas velhinhas moralistas apontando o dedo por aí

Você não consegue dar dois passos na sua rede social favorita sem tropeçar nele. Às vezes, ele se esconde atrás de uma imagem qualquer, trancafiado num "ver mais" ou num "continuar lendo". Outras vezes age de forma escancarada. O moralismo do bem é o alicerce do homem moderno, estampado nos textões e nos memes que inundam a internet nossa de cada dia. 

Nesse feriado ele alcançou o Carnaval. Bastou um pai, Fernando, fantasiar-se de Aladdin e vestir seu filho, negro, de Abu, num bloco em Belo Horizonte, para agitar os mais histriônicos baluartes do moralismo do bem da grande rede brazuca. Virou febre: uma demonstração clara de racismo numa festa que é parte da cultura negra tupiniquim. Um pai, sem dizer uma única palavra enquanto celebrava a vida com seu filho, atestava a similaridade imbecil entre negros e macacos no imaginário justiceiro. Sem qualquer direito à defesa. 

Afinal de contas, qual foi o exato ponto da história em que abandonamos aquela noção de que a vida dos outros não nos pertence para nos transformarmos em velhinhas moralistas que passam o dia fofocando sobre a falibilidade de perfeitos estranhos? Quando foi que deixamos de viver as dores e as tragédias da nossa vida para virarmos fiscais dos costumes alheios, apontando o dedo pra gente que a gente nunca viu? Esse não era, afinal de contas, o grande problema por trás de tudo? 

Hoje somos todos justiceiros de alguma coisa. Há sempre uma minoria para salvar de algum perigo. Negros, mulheres, gordos, crianças, gays, ciclistas, índios. Há sempre alguém pra gente usar por aí pra alimentar o nosso próprio ego e escalar montanhas em direção ao nosso incandescente paraíso moral. Há, aos montes, arqui-inimigos pra odiar e combater. 

Com a gente? Não há nada de errado. Nunca. Cultivamos uma alimentação saudável, nos conectamos à mãe natureza, nos preocupamos com o futuro das nossas crianças, compartilhamos todas aquelas matérias engajadas do Catraca Livre, votamos em partidos de esquerda. Somos todos perfeitamente coloridos e bem resolvidos, como se fossemos estrelas de uma dessas propagandas de margarina ou parte do marketing de um banco que se esforça em parecer mais humano do que realmente é. Somos todos desencanados, virtuosos, conscientes, modernos, jovens. Feitos. Pra. Você. Dentro da gente há um rio de hashtags e slogans. Há mais amor por favor, há gentileza que gera gentileza, há o nome de uma tribo indefesa qualquer. Nosso coração é um imenso jogo da velha, cheio de filtros de Instagram e sacadas à lá Prefs. 

Dentro dele, monopolizamos toda sensibilidade do mundo. Longe da matéria que o forma não resta nada além da mais insipiente truculência. Para os justiceiros, é apenas dessa forma que essa bolota azul sobrevoando o espaço se torna um lugar previsivelmente fácil de lidar. Nela, no epicentro dos nossos tribunais morais, há os bons e os ruins. Há aqueles que se importam em criar um mundo melhor – seja lá o que isso signifique. E há o rancor da velha ordem, antiquada, negligente com os cuidados da natureza, mal resolvida com os gays e as mulheres, autoritária, pouco preocupada com as condições dos mais pobres, politicamente incorreta e grosseira. Se você não faz parte de um grupo está necessariamente inscrito no outro. 

Dessa forma, viramos todos caçadores de fascistas. Ninguém escapa do nosso combate. Gente que têm dinheiro, gente branca, gente que não vota nos nossos candidatos (deixando de praticar a verdadeira democracia), gente que preenche o estereótipo que a gente cria pra combater a estereotipização das minorias que problematizamos. Viramos todos umas velhinhas moralistas apontando o dedo por aí. Não sobra nada. Das mulheres que estrelam campanhas lascívias de marcas de cerveja, criando um padrão inalcançável de beleza e objetificando o corpo feminino, aos constantes discursos que silenciamos em desagravo, enquanto lutamos pela liberdade de expressão dos artistas e intelectuais politicamente alinhados com as nossas ideias. Somos todas idosas futriqueiras metendo o bedelho na vida alheia enquanto pedimos que o nosso espaço seja respeitado. O olho que tudo vê na inquisição da santa igreja do progressismo dos últimos dias, pedindo por privacidade. 

Foi um português quem escreveu num poema em linha reta o retrato desse tempo. E ele não era cadastrado em qualquer serviço de e-mail, não fazia a menor ideia do que era uma rede social e não tinha noção do poder que um compartilhamento poderia alcançar. O nome dele também era Fernando. 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, 
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo, 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; 
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, 
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado 
Para fora da possibilidade do soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida… 
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana 
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos, 
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? 

Onde é que há, afinal?

(Rodrigo da Silva)
(http://spotniks.com/viramos-todos-umas-velhinhas-moralistas-apontando-o-dedo-por-ai/)

01) Você conhecia a notícia que gerou a escritura desse texto? Comente:

02) Observe a imagem em questão: a família parece feliz ou infeliz? Você vê algum indício de racismo presente nela? Justifique sua resposta:

03) A fim de criar um certo suspense, no texto aparecem uns pronomes (destacados) que antecipam o nome a quem eles se referem. Que nome seria esse? 

04) O que seria o "moralismo do bem"? Do que ele difere do simplesmente "moralismo"? 

05) Transcreva do texto um exemplo de antítese e de ironia, justificando:

06) O autor termina o texto com uma indagação. Com que finalidade? Como você responderia a ela?

07) A que recurso o autor recorreu para dar mais peso à defesa de suas ideias? Explique:

08) O que você achou do texto? Que mensagem ele lhe transmitiu?

09) O que significa algo "virar febre"? O que podemos citar como exemplos disso?

10) O texto menciona dois grupos, extremistas. Partindo desse pressuposto, de que grupo você faria parte? Justifique sua resposta:

11) Ao fazer uso da chamada "intertextualidade", trazendo para o seu texto um poema de Fernando Pessoa, qual o objetivo do autor? Trace um paralelo entre os dois textos e as duas épocas:

12) Crie UM parágrafo dissertativo-argumentativo explorando o assunto principal levantado por esse texto:


Aladdim e o tribunal da Internet

A essa altura deve ter pipocado na sua timeline a imagem abaixo, do pai que saiu fantasiado de Aladdin e vestiu seu filho, negro, de Abu, o macaquinho amigo do personagem.

Não quero discutir aqui se isso foi ou não racismo, mesmo porque cabe a quem se sente ofendido se manifestar a respeito. Como não sou negro, não sou a pessoa indicada para tocar qualquer apito.

O que quero falar aqui é sobre a rapidez com que, no mundo de hoje, a gente se considera no direito de sentenciar os outros. Desde que vi alguns comentários a respeito do episódio, comecei a pensar sobre o temido tribunal da Internet.

Como a gente evita que um eventual erro jogue fora todas as coisas boas que a gente fez na vida? No caso do Aladdin do Carnaval, por exemplo. Ainda que realmente seja de gosto muito duvidoso vestir seu filho negro de macaco, para muita gente que se manifestou pouco importa todo o histórico da pessoa. Uma vida é resumida a uma foto num bloco de Carnaval. Intencionalmente não citei o nome do sujeito, para não ser mais um a deixar registrado nas buscas de Google o episódio que merece ser esquecido.

Muita gente não se perguntou se é um pai amoroso ou em que condições de vida estaria essa criança se não tivesse recebido dele um lar. Não. Tudo que pesa é que ele escolheu uma fantasia infeliz. Isso anula qualquer boa intenção anterior ou posterior. De repente, da sala de nossas casas, nos comportamos como se fôssemos todos perfeitos e nos sentimos no direito de atirar pedra em gente que nem conhecemos. Nem o fato de ele ter pedido desculpas fez qualquer diferença. Meu Deus, tinha gente defendendo que o cara perdesse a guarda do filho. É melhor ir pro orfanato, então? Quero saber se quem escreveu isso já esteve em algum orfanato na vida.

É como se, ao apontar o dedo para o erro dos outros, a gente aumentasse nosso valor. Somos impiedosos, duros, radicais. E condenar o próximo faz a gente parecer mais legal, mais descolado, consciente da luta das minorias. Não me entenda mal, apoio plenamente a batalha de quem é oprimido, e vejo com entusiasmo todos os avanços sociais que têm sido conquistados. Mas como é que a gente quer mais tolerância no mundo se somos os primeiros a agir de maneira intolerante?

Não acho que o caminho para uma sociedade mais igual passe por julgar e condenar as pessoas em rede social. Até porque, amanhã, o alvo pode ser qualquer um de nós.

(Álvaro Leme)
(http://entretenimento.r7.com/blogs/alvaro-leme/aladdin-e-o-tribunal-da-internet-20160210/)

13) Qual o objetivo do autor a escrever esse texto? Do que ele, por exemplo, difere do primeiro texto? Comente:

14) Você acha que, pelo fato de o autor não ser negro, não lhe dá o direito de opinar sobre o ocorrido? Por quê?

15) Você acha que têm ocorrido na Internet muitos julgamentos? E fora dela, é diferente? O que isso revela? Qual seria a solução?

16) Para refletir: você acha que se o pai, Fernando, fosse racista ele teria adotado um menino negro? Justifique sua resposta:

17) De que forma os dois textos dialogam? De qual dos dois você gostou mais? Por quê?

18) Associe a charge abaixo, de alguma forma, ao tema abordado:



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

É grave... é greve!!!


Ainda bem que tudo está se transformando de forma constante, diariamente, o tempo todo. Detestaria que fôssemos sempre iguais, lineares, previsíveis. A mágica do ser humano está justamente em surpreender -- aos outros e a si mesmo. Não tenho nenhum medo de mudar de ideia... nunca... sou livre... eu tenho é medo (muito) é de ficar presa em mim mesma, preocupada com o que os outros vão pensar, e de não ter ideias para mudar. O resto é resto. Eu tenho esperança... ainda... por isso, desta vez, nada nem ninguém me impede, nem mesmo o medo: é GREVE!!! Sim, eu aderi à GREVE da rede estadual de ensino aqui do Rio de Janeiro. Chega de cruzar os braços e de parecer dizer SIM aos mandos e desmandos do Pezão!!! Vamos pra luta... e que seja o que Deus quiser!!!  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Atividade sobre "O carnaval do Arlequim" - Miró - 1940


01) Qual a visão que o pintor tem do carnaval?

02) Quem seria o Arlequim?

03) Que figura mais chamou a sua atenção na obra analisada? Por quê?

04) Agora você é o artista! Faça a releitura desse quadro e pinte o carnaval como você imagina!

05) Faça uma análise das figuras que povoam a imagem. O que elas representam para você?

06) Pesquise sobre as condições que Miró pintou essa tela:

07) Na sua opinião, por que Miró pintou brinquedos infantis para representar o Carnaval do Arlequim?

08) Cite todos os objetos que aparecem na imagem, dando uma característica para cada um:

09) Que marcas do Surrealismo estão presentes nessa obra?

10) “Foi através da pintura que as ideias do Surrealismo foram melhor expressadas. Através da tela e das tintas, os artistas plásticos colocam suas emoções, seu inconsciente e representavam o mundo concreto”. Lendo isso, o que podemos deduzir dessa pintura?

11) Qual a semelhança da roupa do personagem Arlequim, no carnaval, com a figura do quadro de Miró?

12) Quais são os outros dois personagens que compõem um trio muito conhecido no carnaval?


(Autores: Andreia Dequinha, Erika Bonilha, Lourdes Galhardo, Maria Regina, Cris Happy, Sonia Henriques, Helaine Santos)

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Atividade sobre a música "Uma palavra" - Chico Buarque

Uma palavra

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo.
Anterior ao entendimento, palavra.

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra.
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra.

Palavra dócil
Palavra d´água pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra.

Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra.

Talvez, à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras, que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra.

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra.

(Chico Buarque de Holanda)

01) Como o eu lírico qualifica o vocábulo PALAVRA? E como você define tal vocábulo?

02) Em “Palavra d´água pra qualquer moldura / Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa”, a figura de linguagem que está presente é:

(a)  metáfora;
(b)  antítese;
(c)  prosopopeia;
(d)  ironia;
(e)  catacrese;

03) A quem se referem os termos grifados no texto?

04) A função de linguagem presente neste texto é:

(a)  fática;
(b)  emotiva;
(c)  metalingüística;
(d)  poética;
(e)  referencial;

05) Quantas estrofes e quantos versos tem esse texto?

06) O que você entende por “palavra com temperatura”?

07) Justifique o acento gráfico das palavras do texto:

08) Quando a palavra é capaz de habitar fundo o coração do pensamento?

09) Leia a segunda estrofe e retire dela um exemplo de personificação:

10) Na última estrofe, o eu lírico expressa sobre a “palavra boa”. De acordo com a sua expressão, cite três exemplos de “palavra boa”:

11) Para você, qual é a função da palavra?

12) Indique uma palavra que provoca:

Amor à
Ódio à
Tristeza à
Alegria à
Frieza à
Humildade à
Ternura à
Dor à

13) Explique o que o poeta quis dizer com os versos: “Palavra boa  / Não de fazer literatura, palavra / Mas de habitar  / Fundo / O coração do pensamento, palavra”:



(Autores: Andreia Dequinha, Maria Regina, Sonia Henriques, Clécia Melo, Rosa Maria, 
Sinara Soares, Lourdes Galhardo)

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ensaiando um retorno


O título da postagem de hoje remete a vários sentidos. Do menor ao mais abrangente, como numa gradação. Estou ensaiando, na verdade, vários retornos, simultâneos. Ensaiando voltar a blogar aqui neste cantinho e a interagir com tantos colegas, como já foi um dia, e como era bom! Como aprendi! Como fiz novas amizades! Ensaiando um retorno a um ano letivo que eu sinto que será sofrido, massacrante, em termos de (des)governo, mesmo com a animação zero e a tolerância menor ainda. Ruim quando a gente já inicia o ano cansada, esgotada! Ensaiando um retorno ao lecionar, de um modo geral, depois de, nas férias, com tantas porradas do Pezão, pensar seriamente em desistir dessa profissão que eu ainda amo tanto, apesar dos (tantos) desgastes. 

Tem sido um período muito complicado, conturbado, sofrido para quem, como eu, espera um mundo melhor, justo, em que seja valorizado o que é certo! Cansada de ver (e de certa forma aceitar) todo mundo dizer, em coro, que não tem mais jeito, que políticos são corruptos mesmo, que o salário do professor vai ser sempre essa porcaria (ou pode, ainda, piorar), que ser honesto não está com nada, que tudo no Brasil acaba em pizza pra uns, enquanto outros só se ferram! E como dói saber que eu faço parte desse último time: dos ferrados. Dói um pouco menos saber que ainda tento, a duras penas, combater as violências sofridas. 

Difícil parar para ensinar conceitos gramaticais a alunos, como sujeito, predicado, objeto direto, vocativo e tantos outros, quando é gritante que ele, muitas vezes, desconhece o básico do básico, como seus direitos, seus deveres, o que é ética, o que é ser cidadão, o que é se preocupar com o próximo... Ele é culpado? Alienado? Bandido? Mal educado? Não, ele apenas vê, o tempo todo, que tudo isso é relativo, que o recado que o mundo parece dar é que o errado é certo e vice-versa, numa inversão louca de valores. Ele vê que, como mercadorias, todo mundo tem um preço e não um valor. Ele vê, sem saber que é uma antítese ou até mesmo um paradoxo, que a Justiça geralmente é injusta e muitas vezes ela protege quem pode pagar e não quem tem razão. São muitas as incoerências! E preocupantes! 

Não estou dizendo que teoria não é importante, mas é da prática que precisamos, é da (re)ação. É da teoria ligada à prática, diária. Não é fácil, não mesmo, mas que Deus possa me renovar e renovar também todos aqueles que precisam, e que se sentem, por alguma razão, ou por várias, desmotivados, castrados, sem esperança. Que possamos, apesar das nossas falhas, ser exemplos para nossos alunos e que possamos explorar neles a criticidade, testar o seu caráter com assuntos polêmicos, informar, provocar mesmo, acima de tudo. Que seja um ser cada dia mais pensante, atuante, lutador, ciente do que é certo, mesmo que ser certo pareça estar andando na contramão do mundo.