quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Só dá maluco!!!


01) O cartum, de Quino, é organizado em cinco cenas. Que tipo de problema a personagem percebe no primeiro quadrinho?

02) Na segunda cena, quem ele foi procurar e com qual objetivo?

03) Observando o terceiro e quarto quadrinhos, percebemos que o homem de avental examina o paciente e depois escreve algo em uma espécie de bloco. Pela lógica, o que ele estaria escrevendo?

04) Por que o último quadrinho nos surpreende?

05) Que mensagem podemos extrair depois da leitura de todos os quadrinhos?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Análise da poesia "Cidadezinha qualquer", de Drummond



Cidadezinha qualquer 

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.
Êta vida besta, meu Deus.

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Qual é o assunto do poema?

02)  A primeira estrofe apresenta verbos? Por quê?

03) Observando a segunda estrofe, apenas o sujeito muda nos versos que a compõem, portanto usa-se o recurso expressivo da repetição. Que efeito de sentido a repetição provoca no texto?

04) Ninguém tem pressa na cidadezinha. Que palavra é usada para exprimir essa ideia?

05) Nas cidades pequenas e em certos bairros pouco movimentados, as janelas estão associadas a que hábito dos moradores?

06) Como você explica o verso "Devagar... as janelas olham"?

07) O último verso podemos dizer que é uma espécie de desabafo. Que recursos expressivos o poeta usa para dar essa impressão?

08) Como você entende o último verso?

09) Justifique o título do poema, explorando as suas duas possibilidades de entendimento:

10) Reescreva o poema de modo a tornar a cidade populosa e movimentada: 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Para refletir...

O passarinho

Existia, próximo a uma pequena cidade, uma casinha bem simples, no alto da serra, onde morava um velho, sábio, contador de historias, uma pessoa querida e respeitada por todos que viviam naquela região.

Certo dia, um grupo de garotos travessos, sonhadores e com energia transbordando, teve uma "brilhante" ideia:

-- Hoje nós vamos desbancar aquele velho! Vamos mostrar para ele que é capaz de errar... A gente pega um passarinho, bem pequenininho, coloca entre as máos, vai até ele e pergunta o que é que a gente tem na mão. Como ele é sábio, facilmente vai responder. Aí é que a gente ferra ele: vamos perguntar depois que ele acertar que é um pássaro, se o passarinho está vivo ou está morto. Se ele responder que está vivo, a gente aperta a mão e força o pescoço do pássaro, em seguida mostrando para ele que está morto; se responder que está morto, a gente abre a mão e o bicho sai voando. De todo jeito ele vai sair perdendo.

E assim fizeram. Pegaram o passarinho e dirigiram-se, eufóricos, até a casa do velho. Aproximaram-se, todos contentes, e foram perguntando, já subestimando a capacidade do homem:

-- O que é que a gente tem aqui entre as mãos?

Ele olhou... olhou... observou bastante e respondeu:

-- Um passarinho.

-- Muito bem! Acertou! Agora diga-nos se esse passarinho está vivo ou se está morto.

Olhando bem nos olhos de cada um dos garotos, com voz serena e cheia de autoridade, respondeu:

-- Depende de vocês! A vida ou a morte desse passarinho está em suas mãos!

(Extraído do livro "SOS Dinâmica de grupo - Albijenor e Rose Militão)

domingo, 28 de agosto de 2011

Noossa!!!! Essa empregada é boa mesmo!!!


01) O que a dona da casa parece estar pedindo à empregada?

02) Por que a cara de espanto da dona da casa?

03) Explique, da melhor maneira possível, a causa do humor no cartum:

sábado, 27 de agosto de 2011

Análise de propaganda

Retalhando algumas revistas, encontrei propagandas bem interessantes, que, depois de passar contact, em cada uma delas, para protegê-las do manuseio e assim possibilitar o uso desse material nos próximos anos, levei-as as minhas turmas de primeiro ano. Dentre elas, levei da Bombril, da Parmalat,  do Ajax, da lingerie Esbelt, da Bayer e principalmente da Nestlé...

Uma pena que no momento eu esteja sem scanner, se não teria o maior prazer de compartilhar com vocês cada propaganda trabalhada em sala de aula, mas... vou ficar devendo, pelo menos por ora. Porém, fica aqui a ideia e também as perguntas padronizadas que utilizei em todas as duplas formadas, só mudando, claro, a propaganda que cada dupla recebeu. Fiz questão de não levar nenhuma igual!

Quem tiver mais alguma sugestão de perguntas, aceito a contribuição, tá? É sempre bem-vinda!

01) Do que se trata a propaganda?

02) Qual é o produto? Qual é a marca dele?

03) Quem é seu consumidor? Qual é o público-alvo?

04) Quais os recursos gráficos mais interessantes que foram usados para despertar o interesse do leitor?

05) A propaganda acertou na escolha da imagem? Por quê?

06) Qual o principal objetivo da propaganda? Ele foi alcançado?

07) Que função da linguagem predomina na propaganda? Por quê?

08) Você considerou a propaganda bem bolada? Justifique sua resposta:

09) Sugira alguma mudança na propaganda, explicando o seu raciocínio:

10) Destaque alguns verbos utilizados na propaganda, verificando se a maioria deles se encontra ou não no modo imperativo, e o que isso signfica:

11) Agora você deverá criar uma outra propaganda (use e abuse da sua criatividade!) para esse mesmo produto!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O retorno do Patinho Feio

Alfonso era o mais belo cisne do lago Príncipe  de Astúrias. Todos os dias ele contemplava sua imagem refletida nas águas daquele chiquérrimo e exclusivo condomínio para aves milionárias. Mas Alfonso não se esquecia de sua origem humilde. 
- Pensar que, não faz muito tempo, eu era conhecido como o Patinho Feio... 
Um dia, ele sentiu saudades da mãe, dos irmãos e dos amiguinhos da escola. Voou até a lagoa do Quaquenhá. O pequeno e barrento local de sua infância. A pata Quitéria conversava com as amigas, chocando sua quadragésima ninhada. Alfonso abriu suas largas asas brancas. 
- Mamãe! Mamãe! Você se lembra de mim?
Quitéria levantou-se muito espantada.
- Se-se-senhor cisne... quanta honra... mas creio que o senhor se confunde...
- Mamãe...?
- Como poderia eu ser mãe de tão belo e nobre animal?
Não adiantou explicar. Dona Quitéria balançava a cabeça. 
- Esse cisne é mesmo lindo... mas doido de pedra, coitado...
Alfonso foi então procurar a Bianca. Uma patinha linda do pré-primário. Que vivia chando Alfonso de feio. 
- Lembra de mim, Bianca? Gostaria de me namorar agora? He, he, he...
- Deus me livre! Está louco? Uma pata namorando um cisne! Aberração da natureza...
Alfonso respirou fundo. Nada mais fazia sentido por ali. Resolveu procurar um famoso bruxo da região. Com alguns passes mágicos, o feiticeiro e astrólogo Omar Rhekko resolveu o problema. Em poucos dias, Alfonso transformou-se num pato adulto. Gorducho e bastante sem graça. Dona Quitéria capricha fazendo lasanhas para ele. 
- Cuidado para não engordar demais, filhinho.
Bianca faz um cafuné na cabeça de Alfonso.
- Gordo... pescoçudo... bicudo.... Mas sabe que eu acho você uma gracinha?
Viveram felizes para sempre. 
(Marcelo Coelho)

01) Analise todas as "modernidades" presentes em tal texto, aproveitando para dizer o que você achou de cada uma delas:

02) O que você achou dos nomes próprios dados às personagens? Comente:

03) A protagonista sentia saudades de algumas pessoas. Era um sentimento recíproco ou não? Justifique sua resposta:

04) Analise o numeral presente no texto para se referir à ninhada da mãe de Alfonso:

05) Utilize uma ou mais passagens do texto para confirmar que Dona Quitéria tinha ficado espantada com o contato do Patinho Feio:

06) Qual foi a solução encontrada pela protagonista? Você acha que ela foi a mais acertada? Por quê?

07) Que mensagem o texto pôde nos transmitir?

08) Transforme o texto em uma HQ:

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aprender a aprender

"Muito seguidamente damos flores já cortadas a nossa gente jovem, quando deveríamos ensiná-las a cultivar as próprias. Enchemos suas mentes com os produtos da inovação, em vez de ensinar-lhes a inovar. Considermos suas mentes como um armazém que deve encher-se, quando deveríamos pensar que se trata de instrumento para usar."
(Gardner)

Baseando-se nos dizeres de Gardner, escreva um texto dissertativo, entre 25 e 30 linhas, não se esquecendo de lhe dar um título! Capriche!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Produção textual


Você deverá se basear na charge acima para criar um parágrafo dissertativo! E tente ser o mais criativo possível, seguindo um caminho que, na sua opinião, ninguém irá, ou, na pior das hipóteses, que poucos seguirão! Ouse, inove! A banca adora isso: quem sai da mesmice! Boa sorte!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Parece papo de bêbado ou faz algum sentido?!?

Fui à Água Doce Cachaçaria e tomei uma cachaça da boa, mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa me obrigou a jogar tudo fora. 
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto fora.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia. 
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pilha e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia. 
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia. 
Não me lembro do que fiz com a Patroa! 

(Autor desconhecido)



01) Crie um parágrafo sobre o textículo acima, respondendo nele as seguintes questões: O texto fez algum sentido para você? Quando começou o "estranhamento"? É um texto semanticamente aceitável ou inaceitável? Por quê? A que conclusão chegamos após a leitura do mesmo? Que conhecimento de mundo precisamos ter para entendermos o texto?

02) Transforme o textículo numa HQ:

domingo, 21 de agosto de 2011

Linguagem não-verbal


01) Conforme você deve ter observado, a historinha acima explora apenas a linguagem não-verbal, e a sua tarefa será, inicialmente, criar algumas falas para as personagens:

02) Agora você deverá transformar toda a HQ em um texto, sem perder nenhum detalhe. Capriche!

03) Podemos entender bem uma historia fazendo uso apenas da linguagem não-verbal? Justifique sua resposta:

04) Qual é o tema principal da HQ? O que você pensa a respeito disso? Concorda com a personagem principal?

05) Crie um título bem criativo para a HQ:

06) Observe atentamente as reações fisionômicas da protagonista e diga o que elas expressam em cada quadrinho, justificando sua resposta:

07) Que mensagem podemos extrair da HQ? Comente:

sábado, 20 de agosto de 2011

Tirinha do Hagar


01) Qual a informação que pode ser pressuposta, na fala do primeiro balão?

02) O que se pode inferir da resposta do Hagar no último balão?

03) É possível estabelecer uma relação entre a resposta de Hagar à pergunta que lhe foi feita e o sistema capitalista? Explique:

04) Qual é o conhecimento de mundo que o leitor precisa ter para dar sentido à tira?

05) Que mensagem podemos extrair da leitura da tirinha?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Filme "FormiguinhaZ" (82 min)


Sinopse: Z é uma formiga operária que não se conforma com seu destino. Como toda formiga que possui este cargo, ele tem milhares de tarefas trabalhosas e cansativas, mas está convencido de que não nasceu para esse tipo de atividade. Sua história começa a mudar quando a Princesa Bala faz uma visita ao mundo dos operários e conquista o coração de Z, que se apaixona perdidamente por sua beleza. Para tentar encontrar a Princesa novamente, Z troca de lugar com Weaver, seu amigo soldado, e acaba participando de uma batalha contra uma colônia de cupins. Z é o único sobrevivente, volta a seu formigueiro como herói e atrai a atenção do perigoso General Mandíbula, que possui planos terríveis de destruir a colônia e conquistar o poder. A formiga Z acaba conquistando o amor da Princesa e salvando seu formigueiro dos planos de Mandíbula.

01) De que parte do filme você mais gostou? Por quê?

02) "Todo este sistema consegue me fazer acreditar que sou insignificante", disse o Z logo no início do filme, deitado no divã, em sua terapia. Você concorda com ele? Já se sentiu insignificante em algum momento? Comente:

03) Asteca, uma das formigas operárias, comenta ocm seu coega de profissão, o Z, a seguinte coisa: "Eu adoro o meu trabalho e você... você pensa demais. Tente ser feiz." Gostar do que faz, pensar e ser feliz são coisas inconciliáveis? Por quê?

04) Na cena da morte do soldado Barpeitos, ele dá uma espécie de último conselho a Z: "Não cometa o mesmo erro que eu. Não cumpra ordens a vida inteira. Pense por você mesmo." Você acha que Z seguiu à risca esse conselho? Justifique bem:

05) Houve uma aparente contradição quando só restou um sobrevivente na guerra cotra os cupins e que acabou se tornando um "heroi de guerra": a formiguinha Z, justamente o que não foi treinado para ser um soldado. Isso costuma acontecer? O que isso pode simbolizar no contexto do filme?

06) Num dado momento, o General consegue, com o dom da oratória, convencer um grande grupo, aparentemente decidido a brigar pelas coisas do Z, fazendo algumas promessas. Trace um paralelo com o mundo real e atual, explicitando que classe ele parece representar muito bem e quem está sendo representado pelo grupo convencido:

07) Há uma fala do General, que diz: "Individualismo é perigoso; nos torna vulneráveis". Você concorda com essa afirmação? Justifique bem:

08) Quando Z conhece a princesa Balla, num bar, ele não sabe quem ela é, tanto que é ela quem toma a iniciativa, chamando-o para dançar. Ele dança diferente de todos os outros, alegando que  "Estou improvisando. É muito chato todo mundo dançar igual!" Você concorda com essa metáfora dele? O que dançar ali pode estar simbolizando? Hoje em dia há muita gente  "dançando igual"? Por que será que isso acontece?

09) A formiguinha Z se mostra quase sempre uma pessoa insatisfeita com a vida que leva e surge, no começo do filme, a frase: "Deve existir um lugar melhor", que ele logo desconfia de que seja um lugar chamado Insetopia, porém, depois, ele descobre que não é. Existe mesmo um "lugar melhor"? Onde? Como ele descobriu isso? Qual era então a diferença básica?

10) O que você achou do filme? Foi válido assisti-lo? Que lição principal você pôde extrair dele? Explique bem:

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como seria o perfil de Macunaíma no Facebook?!?


Compartilho aqui com vocês uma ideia que achei super interessante e que peguei lá da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro, que é criar um perfil no Facebook (ou em qualquer outra rede social, como o Orkut, o Twitter) como se fosse alguma personagem famosa da Literatura, como Macunaíma, Bentinho, Capitu, Iracema, Brás Cubas, Macabéa, Aurélia Camargo, Fernando Seixas, Dom Quixote, Sancho Pança, Emília, Helena, Policarpo Quaresma, Diadorim, Lúcia, Iaiá Garcia, Quincas Berro D´Água etc.

Achei a ideia bem divertida e aposto como será um incentivo a mais para que os nossos alunos leiam uma determinada obra, para conhecerem os gostos de uma determinada personagem e obterem todos os dados necessários para o preenchimento do perfil. Como sou internauta assumida, acredito piamente que a internet possa aproximar sim os alunos da Literatura, da escrita e da leitura de um modo geral. E você? Gostaria de saber qual é a sua opinião sobre isso. Comente!  

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quino é demais!!!


Neste cartum, de Quino (ma-ra-vi-lho-so!), os espectadores assistem ao filme "A quimera de ouro", de Chaplin, e na cena representada nota-se o esfomeado Charlot tentando comer, com todo o requinte, uma bota. Há três grupos de espectadores, sentados em lugares diferentes, e percebe-se claramente que uns riem mais do que os outros. Por que isso acontece? Explique e, em seguida, crie um parágrafo dissertativo sobre esse assunto:

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tem cada mãe que só Jesus!


01) O que você acha que possivelmente o menino queria ao "atrapalhar" a mãe?

02) Transcreva da charge dois vocativos, justificando sua resposta:

03) O que a notícia dada pela televisão tem a ver com o comportamento da mãe?

04) A mãe realmente estava ocupada? Justifique sua resposta?

05) A postura da mãe é incomum ou comum na sociedade, segundo a sua opinião? Opine:

06) Analise a expressão fisionômica do menino nos dois momentos, explicando:

07) Dê um título bem criativo para a charge:

08) Crie uma possível fala final para o menino:

09) Que tipo de emoção e de sentimento a mãe revela no primeiro momento? E no segundo?

10) O que você acha que a mãe deveria ter feito ao ser interpelada pelo filho?

11) Que detalhe, no visual da mãe, foi esquecido pelo chargista no segundo momento da charge?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Abaporu" - Tarsila do Amaral


01) Explique o significado do nome da obra de arte, aproveitando para sugerir um outro:

02) Sem alterar a estrutura da obra original, faça algumas mudanças na mesma, conforme os exemplos abaixo, aproveitando para dizer sinceramente o que você achou dessas releituras:


03) Crie uma narrativa sobre o Abaporu e, à medida em que ele vai comendo algo, ele pensava como o ser ingerido, assumindo até um pouco da sua forma! Viaje!

04) Se você fosse um antropófago, quem você comeria? O que você comeria? Por quê? Como acha que ficaria a sua forma? Ilustre:

05) Quem seria o Abaporu? Quem ele comeu? Por quê? Como seriam as suas ideias?

06) Utilizando de materiais diversos, monte a figura numa cartolina para expo-la num mural:

07) Os pés e as mãos grandes, desproporcionais para o restante do corpo, significam alguma coisa? Explique:

08) A que fase da pintora Tarsila do Amaral ela pertence? Justifique sua resposta:

09) A tela foi pintada em 1928 para dar de presente de aniversário ao seu marido Oswald de Andrade. Se você fosse o ganhador de tal presente como reagiria assim que visse a obra? Comente:

10) Que análise você faz do fato de a cabeça ser tão pequena?

11) O que você achou das cores utilizadas? Gostou ou não? Mudaria alguma coisa? O quê?

domingo, 14 de agosto de 2011

Poesia da fofa da Cora Coralin(d)a

Meu destino

Nas palmas de tuas mãos
Leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes --
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos.

Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

(Cora Coralina)

01) O eu lírico refere-se a um encontro que mudou a sua vida. Que versos, na primeira estrofe, revelam que ele já esperava por esse encontro?

02) Que verso, na segunda estrofe, mostra como se sentem o eu lírico e o ser amado no momento do encontro?

03) Na terceira estrofe,  o eu lírico toma a iniciativa da aproximação. Como reage o ser amado? Que verso confirma esse fato?

04) Qual a possível relação entre o tema do poema e a forma como as estrofes foram distribuídas?

05) O que a alternância entre as sílabas átonas e tônicas pode sugerir ao poema?

06) Que outro recurso estilísico também proporciona ritmo poético ao primeiro verso?

07) Que efeito sonoro o uso das palavras DIFERENTES e INDIFERENTES nessa estrofe dá ao poema?

08) O que você achou do poema? Que mensagem pôde extrair dele? Comente:


P.S.: Aproveito a oportunidade para desejar tudo de bom para o meu amado filho Miguel, que hoje completa dois aninhos de vida e de muitas peraltices! Que o Senhor esteja SEMPRE com você, meu tesouro! Beijos!

sábado, 13 de agosto de 2011

Paulo Freire

"Continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade."

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Análise da obra "Café" - Cândido Portinari - 1935


01) Que outro título você daria a essa obra de arte? Por quê?

02) A tela parece retratar uma cena urbana ou rural? Justifique sua resposta:

03) A cena é estática ou dá ideia de movimento? Explique:

04) Repare que os corpos dos trabalhadores são fortes, especialmente os braços e pernas, e as cabeças são pequenas, se comparadas ao restante do corpo. Como esse detalhe pode ser explicado?

05) Os trabalhadores apresentam traços físicos de que grupo étnico?

06) Há uma figura humana nessa cena que representa a autoridade, ou seja, corresponde àquele que dá ordens. Circule-a e, em seguida, descreva-a:

07) Nessa paisagem ligada à colheita de café, há um elemento natural estranho. Qual? Como você interpreta isso?

08) Escreva um pequeno texto explicando o que você sente ao observar essa tela:

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O império da vaidade


Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala de afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo que meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes.

O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha; namorar, tomat Milk shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça – a conversa com o amigo, o cheiro de jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conversar com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar uma caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida – isso é prazer.

Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto de competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.

Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis – mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.

O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores). O esoterismo não acaba nunca — só muda de papa a cada Bienal do Livro —, assim como os cursos de autoconhecimento, auto-realização e, especialmente, autopromoção. O narcisismo explica nossa ânsia pela fama e pela posição social. É hipocrisia dizer que entramos numa academia de ginástica porque estamos preocupados com a saúde. Se fosse assim, já teríamos arrumado uma solução para questões mais graves, como a poluição que arrebenta os pulmões, o barulho das grandes cidades, a falta de saneamento.

Estamos preocupados em marcar a diferença, em afirmar uma hierarquia social, em ser distintos da massa. O cidadão que passa o dia à frente do espelho, medindo o bíceps e comparando o tórax com o do vizinho do lado, é uma pessoa movida por uma necessidade desesperada — precisa ser admirado para conseguir gostar de si próprio. A mulher que fez da luta contra os cabelos brancos e as rugas seu maior projeto de vida tornou-se a vítima preferencial de um massacre perpetrado pela indústria de cosméticos. Como foi demonstrado pela feminista americana Naomi Wolf, o segredo da indústria da boa forma é que as pessoas nunca ficam em boa forma: os métodos de rejuvenescimento não impedem o envelhecimento, 90% das pessoas que fazem regime voltam a engordar, e assim por diante. O que se vende não é um sonho, mas um fracasso, uma angústia, uma derrota.

Estamos atrás de uma beleza frenética, de um padrão externo, fabricado, que não é neutro nem inocente. Ao longo dos séculos, a beleza sempre esteve associada ao ócio. As mulheres do Renascimento tinham aquelas formas porque isso mostrava que elas não trabalhavam. As belas personagens femininas do romantismo brasileiro sempre tinham a pele branca, alabastrina — qualquer tom mais moreno, como se sabe, já significava escravidão e trabalho. Beleza é luta de classes. Estamos na fase da beleza ostentatória, que faz questão de mostrar o dinheiro, o tempo livre para passar tardes em academias e mostra, afinal, quem nós somos: bonitos, ricos e dignos de ser admirados.
(Paulo Moreira Leite - Revista "Veja")


01) O autor pretende influenciar os leitores para que eles:

(A) evitem todos os prazeres cuja obtenção depende de dinheiro
(B) excluam de sua vida todas as atividades incentivadas pela mídia.
(C) fiquem mais em casa e voltem a fazer os programas de antigamente.
(D) sejam mais críticos em relação ao incentivo do consumo pela mídia.

02) A mídia não dá destaque às atitudes de respeito entre duas pessoas comuns porque:

(A) São casos sem muita importância, afinal isso acontece sempre.
(B) É raro encontrar pessoas que se respeitem mutuamente, por isso a mídia não dá a isso destaque.
(C) Isso não gera grandes somas em dinheiro.
(D) Porque pessoas comuns são gordas e meio feias.

03) O autor diz: “...e a humanidade sempre gostou de conviver com eles”. Queremos saber: eles quem?

(A) Os comerciantes e a mídia em geral.
(B) Os melhores prazeres.
(C) Com os amigos verdadeiros.
(D) Tomar uma caipirinha no sábado com os amigos.

04) Quando o autor fala em tomar uma caipirinha no sábado, ele deixa claro que ele é, isso é:

(A) Um alcoólatra assumido.
(B) Uma forma de prazer que ele recomenda.
(C) Um alcoólatra moderado.
(D) Uma forma que as pessoas encontram para enganar os problemas.

05) Em certa passagem o autor comenta: “Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil”. O prazer gratuito está cada vez mais difícil porque:

(A) Ninguém tem mais dinheiro para bancar passeios, diversões.
(B) Porque o prazer buscado hoje é o prazer motivado pela competição.
(C) Porque não existe mais o prazer gratuito e espontâneo.
(D) Porque os veículos de comunicação estão facilitando o consumo pago.

06) O autor faz uma contraposição entre dois tipos de prazer: o prazer gratuito e o prazer comprado.

a) Segundo o ponto de vista dele, quais dos itens seguintes definem o prazer gratuito?

(A) O prazer é físico, relaciona-se com o corpo.
(B) O prazer está em ter um corpo bonito.
(C) O prazer é feito de coisas simples.
(D) O prazer consiste em descansar, desligar-se e relaxar.

b) De acordo com esse conceito, uma pessoa pobre pode ter prazer? Por quê?

c) Qual dos dois tipos de prazer é mais valorizado socialmente? E por que isso ocorre, segundo o texto?

07) Segundo o texto, o prazer comprado não é espontâneo, mas induzido.

a) Qual é o papel dos meios de comunicação na promoção dos “prazeres comprados”?

b) Por que, na opinião do autor, o prazer comprado está ligado ao narcisismo e à competição?

c) Quais são os três exemplos citados pelo texto como “prazeres narcisistas”?

08) O autor afirma que vivemos numa cultura atroz, que nos impõe padrões de beleza. Contudo, afirma que não vivemos a “ditadura do corpo”, mas o “massacre da indústria e do comércio”. De acordo com o texto:

a) Quando são transmitidos padrões de beleza física, existe uma preocupação com a saúde das pessoas? Por quê?

b) Você vê diferença entre ser vítima da “ditadura do corpo” e vítima do “massacre da indústria e do
comércio”?

09) Que mensagem o texto lhe transmitiu? Comente: 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Propaganda interessante da Diet Pepsi


01) Crie um título bem criativo para a propaganda acima, justificando:

02) Elabore um parágrafo contendo uma análise da propaganda acima:

03) Qual a personagem principal da propaganda? Por que isso pode ser considerado inesperado?

04) Que mensagem podemos extrair da mensagem contida na propaganda?

05) Qual o objetivo da propaganda? Ele foi alcançado?

06) Utilize a propaganda para criar uma pequena narrativa:

07) Crie uma espécie de fala para a personagem principal:

08) Que nota você daria à propaganda? Por quê?

Análise da música "Fadas" (Luiz Melodia)


Fadas

Devo de ir, fadas
Inseto voa em cego sem direção
Eu bem te vi, nada
Ou fada borboleta, ou fada canção

As ilusões fartas
A fada com varinha virei condão
Rabo de pipa, olho de vidro
Pra suportar uma costela de Adão

Devo de ir, fadas
Inseto voa em cego sem direção
Eu bem te vi, nada
Ou fada borboleta, ou fada canção

As ilusões fartas
A fada com varinha virei condão
Rabo de pipa, olho de vidro
Pra suportar uma costela de Adão

Um toque de sonhar sozinho
Te leva a qualquer direção
De flauta, remo ou moinho
De passo a passo passo...

(Luiz Melodia)

01) Deixe a sua imaginação voar e aproveite para ilustrar a canção!

02) Comente sobre o eu- lírico da canção:

03) Em sua opinião por que o autor repetiu três vezes a palavra "passos", no último verso da canção?

04) A quem se dirige o eu-lírico? Copie da canção uma palavra que comprove isso:

05) Explique esse verso: "A fada com varinha virei condão":

06) Retire algumas rimas da canção e analise-as:

07) Explique o possível jogo de palavras e de sentidos do seguinte verso: "Eu bem te vi, nada":

08) Retire algumas palavras da canção e separe as sílabas.

09) Qual é o tema principal da canção?

10) Que mensagem podemos extrair da canção?

Análise de poesia

Além da imaginação

Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.

Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.

Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.

Tem gente sem esperança.
Mas não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.

Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.

Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.

Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.

Tem gente que existe e parece imaginação.

(Ulisses Tavares)

01) Escreva um texto em prosa explicando cada uma das estrofes:

02) Relacione o título do poema ao último verso e diga qual a ideia contida neles:

03) Responda às questões seguintes:

a- Além de: passar fome, sentir frio, estar doente, não ter esperança, estar pelos cantos, não ter dinheiro, pedir ajuda... Quais outras situações difíceis pelas quais as pessoas sofrem todos os dias?

b- Elabore uma proposta para ajudar cada problema mencionado no poema :

04) Elabore um texto publicitário com base no poema:

05) Transforme o poema numa HQ!

06) Transcreva da poesia o verso de que você mais gostou, justificando sua escolha:

07) Transcreva do poema todos os substantivos e classifique-os:

08) Que mensagem podemos extrair da leitura desse poema?

09) Interprete os versos: "-- Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada. "

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Propaganda da S10


01) Na Bíblia, em um contexto religioso que prega a inevitabilidade da morte, o que a frase “Do pó vieste e ao pó voltarás” quer dizer?

02) No texto publicitário, o que a mesma frase quer dizer? Explique:

03) Como os dois gêneros textuais contribuem para a atribuição de sentidos diferentes para a mesma frase?

04) Como o texto não-verbal, a imagem, contribui para a compreensão de que se trata da propaganda de uma camionete?

05) Entenderíamos a propaganda se ela viesse sem o texto não-verbal? Por quê?

06) A propaganda teria sido entendida em sua completude se o leitor não conhecesse a passagem bíblica? Por quê?

07) No que o texto publicitário pretende fazer o leitor acreditar?

06) Por que nós, leitores, não consideramos esse texto como pertencente ao gênero bíblico ou religioso?

07) O que todos os textos publicitários, de um modo geral, têm em comum? Qual o objetivo deles?

08) Que verbo fica implícito nesta propaganda? Qual seria a aparente tática usada?

09) Foi pensando em que tipo de interlocutor, de clientela, que essa propaganda foi criada? Acha que ela, de certa forma, convence?

10) Agora você deverá bolar uma propaganda bem interessante usando a linguagem verbal e não-verbal, explorando outros sentidos possíveis para o S10. Capriche!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A internet realmente aproxima as pessoas?!?

01) A que gênero textual pertence o texto acima?

02) Na verdade, este gênero parece trazer consigo um outro gênero. Qual? Explique:

03) Qual o tema principal da charge acima? O que você pensa a respeito disso? Explicite a sua opinião:

04) Retire do texto um exemplo de vocativo, justificando:

05) Quantas orações temos em todo o texto? Por quê?

06) Existe no texto algum exemplo de frase nominal? Justifique sua resposta:

07) Transcreva e classifique o sujeito da segunda oração do texto:

08) E qual é o tipo de sujeito situado no terceiro período? Explique:

09) Qual o objetivo dos pais do garoto? Explique:

10) Imagine que você é o destinatário do tal e-mail. Crie uma resposta para ele:

"Lavadeiras de Moçoró" (Carlos Drummond de Andrade)

Lavadeiras de Moçoró


As lavadeiras de Moçoró, cada uma tem sua pedra no rio; cada pedra é herança de família, passando de mãe e filha, de filha a neta, como vão passando as águas no tempo. As pedras têm um polimento que revela a ação de muitos dias e muitas lavadeiras. Servem de espelho a suas donas. E suas formas diferentes também correspondem de certo modo à figura física de quem as usa. Umas são arredondadas e cheias, aquelas magras e angulosas, e todas têm ar próprio, que não se presta a confusão.

A lavadeira e a pedra formam um ente especial, que se divide e se unifica ao sabor do trabalho. Se a mulher entoa uma canção, percebe-se que a pedra a acompanha em surdina. Outras vezes, parece que o canto murmurante vem da pedra, e a lavadeira lhe dá volume e desenvolvimento.

Na pobreza natural das lavadeiras, as pedras são uma fortuna, joias que elas não precisam levar para casa. Ninguém as rouba, nem elas, de tão fieis, se deixariam seduzir por estranhos.

(Carlos Drummond de Andrade)

01) Que palavras e expressões o autor usa para falar da hereditariedade das pedras do rio?

02) Como o autor descreve fisicamente as lavadeiras? Compare a descrição com a das pedras:

03) Como a ideia de trabalho relaciona pedra e lavadeira?

04) Destaque algumas expressões empregadas conotativamente no texto:

05) Imagine se o autor tivesse usado menos "imagens", tivesse usado outras palavras para falar sobre o trabalho das lavadeiras de Moçoró. O texto poderia continuar como literário? Por quê?

domingo, 7 de agosto de 2011

A coruja e a águia



         Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
         -- Basta de guerra – disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
         -- Perfeitamente – respondeu a águia. – Também eu não quero outra coisa.
         -- Nesse caso combinemos isso: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
         -- Muito bem. Mas como vou distinguir os teus filhotes?
         -- Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
         -- Está feito! – concluiu a águia.
         Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
         -- Horríveis bichos! – disse ela. – Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
         E comeu-os.
         Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
         -- Quê? – disse esta, admirada. – Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

MORAL DA HISTORIA: Quem o feio ama, bonito lhe parece.
(Esopo)

01) Por que a coruja e a águia costumavam brigar?

02) Qual foi o acordo que resolveram fazer?

03) Quem descumpriu o acordo?  Comprove com uma ou mais passagem do texto:

04) Quem é, segundo o texto, a rainha das aves? Você concorda com isso?

05) A águia sabia que estava comendo os filhotes da coruja? Justifique sua resposta:

06) Qual a palavra que a coruja usa para se referir aos seus filhotes? E qual foi a usada pela águia para se referir aos mesmos? O que isso revela?
07) Você concorda com a moral dessa fábula? Comente:

sábado, 6 de agosto de 2011

Propagandas interessantes


Como o foco deste bimestre, segundo o Currículo Mínimo do Estado do Rio de Janeiro, para os primeiros anos, é  TIRINHA, CHARGES e PROPAGANDA, e é em cima disso que ainda estou fazendo o Curso de Formação Continuada  oferecido pelo próprio Estado, estou ainda mais atenta a esse tipo de material, para tentar criar atividades interessantes, dinâmicas e que despertem interesse nos meus alunos. Achei este vídeo bem interessante e estou tentando bolar algumas questões legais em cima dele. Quem tiver alguma sugestão e quiser trocar material, é só me dar um alô por aqui ou pelo e-mail: professora.dequinha@gmail.com  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Adoro o Bidu!!! E você???


01) Copie da tirinha um exemplo de onomatopeia, dizendo a que ela se refere:

02) Crie uma fala coerente para o cachorro nos dois primeiros quadrinhos:

03) Que mensagem a tirinha nos transmite? Vc concorda com ela? Explique:

04) Por que será que o Bidu não conseguiu encontrar os ossos? Isso já aconteceu com você?

05) Retire da tirinha um exemplo de vocativo:

06)  O Bidu, de certa forma, responde à pergunta do amigo... mas que tal criar uma resposta verbal para ele dar ao outro cachorrinho, heim?

07) Dê uma sugestão, sem precisar mexer com o cãozinho que dorme, para que o Bidu encontre o seu "tesouro perdido".

08) Dê um título à tirinha. Seja criativo(a)!!!

09) Alterando os personagens, qual seria o "tesouro perdido" de:

a- Um gato:
b- Um cavalo:
c- Uma vaca:
d- Um homem:
e- Uma mulher:

OBS.: Justifique suas respostas:

10) De uma certa maneira, a ausência de balões nos dois primeiros quadrinhos cria um efeito de curiosidade no leitor. Cite duas conclusões caso não houvesse o terceiro quadrinho:

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Análise da obra de arte "O pescador" - Tarsila do Amaral


01) Faça uma descrição minuciosa da obra de arte acima:

02) Observe bem a obra e a partir dela elabore uma narrativa bem criativa:

03) O que você diria sobre os traços físicos do homem na imagem?

04) Quais as cores predominantes do quadro em estudo?

05) Quantos planos existem em tal tela? Comente o que basicamente aparece em cada um deles!

06) O que a pesca representa para você? Pense nisso e elabore um acróstico com o título da obra:

07) Compare as obras: "O Pescador" - de Tarsila do Amaral com "O Pescador", de Renoir e aponte as semelhanças e as diferenças que há entre elas:



08) A partir da obra, elabore uma entrevista com pessoas, de idades distintas, que gostam de pescar. Explore o tema com perguntas criativas e desafiadoras:

09) Dê um novo título à obra:

10) Observe a charge abaixo e trace um paralelo entre ela e a obra de arte de Tarsila do Amaral:




quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Poesia nunca é de mais!!! É???

Canção excêntrica

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
-- saudosa do que não faço,
-- do que faço, arrependida.

(Cecília Meireles)

01) Na frase :"Meu coração, coisa de aço", temos uma:

a-(  ) Sinestesia
b-(  ) personificação
c-(  ) comparação
d-(  )metáfora
e-(  ) antítese

02) Justifique a resposta marcada por você na questão anterior:

03) Explique o título da poesia. Ele é coerente ao texto?

04) Como seria o desenho da sua vida? Crie! Capriche!

05) Comente sobre todas as rimas presentes em tal poema:

06) Faça uma paráfrase do poema, mas em prosa, retirando as características típicas de um poema como rimas, versos, estrofes, linguagem muito metafórica. Utilize uma linguagem mais objetiva, tornando mais claro a intenção do eu lírico:

07) Analise as características psicológicas do eu lírico:

08)  "--saudosa do que não faço,
        -- do que faço, arrependida."

O que você entende com os versos acima?

09) Procure no poema dois exemplos de Hipérbatos. Depois reescreva-os na ordem direta:

10) "Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida."

A palavra destacada acima está sendo usada no sentido conotatico ou denotativo? Construa uma frase no mesmo sentido:

11)  Explique o que você entende dos versos: "Se volto sobre o meu passo / é já distância perdida."

Jovem aplica mais de 100 injeções de silicone para aumentar os lábios

São Petersburgo (Rússia) - O sonho da russa Kristina Rei, 22, sempre foi ter os lábios como os da personagem Jessica Rabbit. Para realizar seu desejo, a russa resolveu se submeter a mais de 100 injeções de silicone, gastando mais de R$ 10 mil.



Russa aplicou mais de 100 injeções de silicone nos lábios 

De acordo com o Daily Mail, Kristina admite que tem um vício, mas ainda planeja aplicar mais injeções de silicone nos lábios. Cada uma delas custa cerca de R$ 120 e é "extremamente dolorosa", segundo as palavras da própria. "Eu acho que meus lábios ficaram fantásticos e isso me faz feliz. Às vezes gritam nomes estranhos para mim na rua, mas eu não me importo", contou.

Afirmando ser viciada nas injeções, Kristina contou que sempre considerou seus lábios "finos e feios" e por isso se submeteu ao tratamento. "Minha irmã mais velha tem lábios carnudos lindos e eu sempre amei a boca de Jessica Rabbit. Ela era a minha inspiração da mulher perfeita.

Segundo ela, o desejo de ter lábios maiores existe desde que tinha 4 anos de idade e foi acentuado pelas brincadeiras dos colegas de escola. "Meus colegas me chamavam de "feia". Eles não me provocavam por causa de meus lábios especificamente - mas eu sempre acreditei que se eles fossem maiores, isso me faria ficar mais bonita".

Ao completar 17 anos, Kristina se submeteu à primeira injeção de botox. E não parou mais. "A primeira foi extremamente dolorosa, mas eu amei o resultado. Eu sabia que ia tomar mais injeções antes de ter os lábios que eu queria".

Depois das injeções, a jovem, que se considera mais atraente, afirma que recebeu todo o apoio da família. "Meus lábios grandes têm ajudado a aumentar a minha confiança. Mesmo os meus pais estão felizes por mim. Eles realmente não se importam com minha aparência. Alguns dos meus amigos me disseram que eu não deveria aumentá-los, mas eu não estou satisfeita ainda".
Como se não bastasse o tamanho dos lábios, Kristina ainda quer passar por mais algumas intervenções cirurgicas. "Quando eu puder, quero aumentar meus seios, mudar o formato do meu nariz e fazer com que minhas orelhas fiquem pontudas como um elfo. É bom ser diferente".

01) Essa notícia explora que assunto que tem tomado conta do mundo? O que você pensa a respeito disso? Comente:

02) A quem especialmente interessa essa notícia?

03) Observando as duas fotografias, complete o quadro a seguir, comparando-as:


Características
Foto 1
Foto 2
Cabelos
Cor da pele
Lábios


04) Considerando suas anotações no quadro acima, é possível afirmar que Kristina estivesse descontente apenas com o formato de seus lábios? Justifique sua resposta:

05) O que é possível concluir com relação à classe socioeconômica a que Kristina pertence? Justifique sua resposta:

06)  “O desejo de ter lábios maiores existe desde que tinha 4 anos de idade e foi acentuado pelas brincadeiras dos colegas de escola.” Explique o significado da palavra em destaque:

07) Observe que, no texto, aparecem vários numerais cardinais. Retire do texto alguns exemplos:

08) Você acha correto, em nome da beleza, as pessoas mutilarem seus corpos? Justifique sua resposta:

09) Observando atentamente as duas imagens, o que você acha que cada uma delas transmite? Defina-as, dizendo qual das duas você prefere e o porquê:

10) Justifique a acentuação das seguintes palavras:

lábios –
aumentá-los –
cirúrgicas -

11) Utilizando a notícia em questão como estímulo, escreva um texto dissertativo sobre o tema “Beleza e saúde femininas”:

12) Crie 05 argumentos a favor e 05 contra a decisão da jovem em aplicar injeções de silicone nos lábios:

13) A busca por formas perfeitas atinge quase todas as mulheres, inclusive as adolescentes. Muitas delas, inclusive, estão procurando a cirurgia plástica para mudar o corpo ou corrigir alguma imperfeição. Para lidar com pacientes cada vez mais jovens, profissionais afirmam que é preciso avaliar o grau de maturidade de cada uma e a real necessidade de um procedimento cirúrgico.Muitos pais nem se surpreendem mais ao ouvir o pedido de presente de aniversário da filha adolescente: uma cirurgia plástica. A onda de turbinar os seios, fazer lipoaspiração, corrigir uma imperfeição no nariz ou até mesmo reparar orelhas de abano está mesmo em alta nos consultórios médicos. Isso tem gerado muita preocupação entre pais, educadores e especialistas.Quais seriam as causas de tanta insatisfação com a aparência ?

14) O que você acha de pais que consentem que menores (que ainda estão em formação e que podem, portanto, mudar de ideia com a maturidade) façam intervenções cirúrgicas por vaidade, que coloquem piercings?

15) Na sua opinião, há algo que a moça precisava mesmo mudar? Justifique sua resposta:

16) Observe o uso das aspas em alguns trechos da notícia. Eles têm o mesmo objetivo? Comente:

17) Você acredita que se a jovem tivesse outra idade (mais de 30, por exemplo) ela faria a mesma coisa, pensaria do mesmo jeito? Explique:

18) O texto está narrado em que pessoa? Justifique:

19) Grife no texto todos os depoimentos e circule os verbos de dizer:

20) Explique a função desses trechos na notícia: “De acordo com o Daily Mail”, “Segundo ela” e “Segundo as palavras da própria”:

21) Você concorda com a afirmação “É bom ser diferente”? Argumente:

22) Identifique no texto todos os vocábulos que fazem coesão referencial com Kristina:

23) Qual a função do texto visual na notícia?

24) Qual a função da legenda sob o texto visual?

25) Para dialogar com a notícia analisada, leia também o texto abaixo, para, em seguida, comentar sobre a influência externa apresentada em ambos:

Quero voltar a ser eu

Eu, que era eu – sim, porque eu já fui eu –, cheguei à triste conclusão de que não sou mais eu. Meu nome, que, por isso mesmo, já esqueci, não interessa a mais ninguém. Para um médico, por exemplo, sou apenas o cliente. Num restaurante, sou freguês. Na condução, passageiro. Nos correios, remetente. Num supermercado, consumidor. Para o imposto, sou contribuinte; com o prazo vencido, viro inadimplente. Para votar, sou eleitor; mas num comício, sou massa.

Viajar? Viro turista. Na rua, caminhando, sou pedestre; se me atropelam, sou acidentado; no hospital, paciente; para os jornais, sou vítima. Se compro um livro, viro leitor; para o rádio sou ouvinte; para o Ibope, espectador; e, para o futebol, eu, que já fui torcedor, virei galera.

Já sei que, quando eu morrer, ninguém vai se lembrar do meu nome. Vão me chamar de “o finado”, “o extinto”, “o falecido”, e, em certos círculos, até de “o desencarnado”. Só espero que o padre, na missa de sétimo dia, não me chame de “o sucumbido”. Logo a mim, que, no meu apogeu, já fui mais eu.
(Max Nunes)

(Autores: Andreia Dequinha, Sandra Vitezi, Cris Happy, Ruth Barbosa, Sonia Henriques, Lourdes Galhardo, Sinara Soares, Zizi Cassemiro, Rosa Maria, Maria Regina, Helaine Soares)